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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Israelitas Negros - Hebreus Negros - Hebreus Israelitas - Israelitas Africanos - Judeus da Diáspora - Judeus Negros...


Estes são alguns dos nomes, de grupos de afroamericanos, que reivindicam ascendência israelita. Eles alegam que são descendentes diretos, dos antigos hebreus, descritos na Bíblia. Se isso for verdade, o mundo cristão seria revolucionado, uma vez que essa teoria fala de um Jesus Cristo negro, muito diferente daquele Cristo retratado pelo eurocentrismo. Consoante a isso, iremos conhecer um pouquinho a respeito destes judeus, que surgiram em território americano, no final do século XIX, e início do século XX. E pensamos se, algum cristão, que por ventura seja racista (há muitos por aí), seria capaz de rever suas crenças ou mudar sua postura moral, face a aceitação da tese referida. Na verdade, se não aprenderam com a lição do evangelho, que fala do amor ao próximo, não podemos esperar que aprendam com essa teoria que ficou oculta por milênios.

Faço uma pausa para frisar que, foi graças a estes Judeus Afroamericanos, que criamos o “Hebreu Negro”. Isso porque, descobrimos com o blog Hebreu Israelita, que a imagem de um Jesus branco-europeu é uma farsa (os autores do blog citado foram, certamente, influenciados por estes grupos de judeus negros americanos). 

Dando continuidade ao assunto, de início, deve-se enfatizar que, nem todos os grupos de israelitas negros aceitam os termos utilizados para descrevê-los. Alguns, na verdade, até rejeitam o termo "judeu", precisamente porque conota, na mente da maioria das pessoas, um grupo étnico branco. Portanto, o uso desta palavrinha pode ser mal interpretada, como um desejo de ser branco, ou a negação do patrimônio Africano. Em ambos os casos, a sua aplicação pode ser considerada como uma afronta por algumas pessoas. Assim, os grupos que se sentem desta forma preferem o termo hebraico ou Israelita, porque eles acreditam que evita uma conexão com a "brancura", ou, inversamente, implica uma ligação com a "negritude"...


Mas, afinal, quem são estes israelitas? São judeus convertidos? São hebreus originais? 

Esses grupos são compostos de afroamericanos, que aderem em graus diferentes, às crenças e práticas religiosas do Judaísmo. Assim sendo, podemos encontrar entre eles, a negação do Messias cristão. Mas, neste ponto abro um parêntese: não defendemos doutrinas ou crenças exclusivas, porque nosso objetivo não é religioso. Friso: embora tenhamos começado o “Hebreu negro”, a partir de um enfoque religioso (a partir do blog que fala do Jesus hebreu-israelita negro), não defendemos fé, doutrina, ou religião alguma. 


A questão que se levanta é: estes grupos são compostos de descendente de judeus convertidos ou de judeus originais? Dado que, muitos apresentam práticas idênticas ao judaísmo, como nas comunidades tradicionais, muito antigas, existentes na África, e que são consideradas por alguns, como os verdadeiros descendentes do antigo Israel. Estamos falando dos povos africanos, Lemba e Beth Israel (Falashas). Neste ponto sugiro que leiam as matérias: “Teste genético prova que, o povo Lemba (africano) descende de Aarão, irmão de Moisés”, do dia 17 de agosto de 2015, e, o tema: “Beta Israel (Falashas)”, do dia 19 de agosto de 2015. Apesar destes grupos (Lemba e Falasha) terem obtido reconhecimento, a ponto de obterem permissão para entrar e residir em Israel, tenho minhas dúvidas, se os judeus brancos admitem de fato, que os judeus africanos são israelitas de sangue e de direito. 

Então, os navios negreiros fizeram a migração de muitos destes africanos, do continente negro ao americano. Ocorre que, esses grupos não são aceitos em Israel, pela comunidade judaica tradicional. Estamos falando agora, sobre os hebreus negros da América. Antes de prosseguir, ressaltamos que, ser judeu afroamericano não é sinônimo de ser pertencente ao judaísmo normativo, praticado por pessoas negras, porque, neste último, não se fala em linhagem documentada, de antepassados judeus (James E. Landing).

Frisamos ainda que, o surgimento do judaísmo entre pessoas de ascendência africana, nos EUA, mais recentemente, ocorreu a partir de uma combinação de fatores como o reconhecimento de tradições religiosas, de origem desconhecida, lembradas pelos membros mais velhos da comunidade, e que apresentavam alguma semelhança com o judaísmo. Casos em que os pais observavam leis dietéticas, como abster-se de carne de porco, a observância do sábado ou festivais como Páscoa e Sukkot. Na maioria destes casos, as práticas eram fragmentárias e observadas por pessoas que simultaneamente praticavam o cristianismo. Algo semelhante ocorreu no Brasil, onde os judeus expulsos de Portugal e Espanha, pela inquisição, tornaram-se cristãos novos, praticantes do judaísmo, e do catolicismo, em um perfeito sincretismo.

Em suma: as possíveis origens dessas tradições hebraicas podem ser rastreadas até a África Ocidental, onde certos números de tribos têm costumes tão semelhantes ao judaísmo, que uma conexão antiga é totalmente provável, e de fato, eles acreditam que estão ligados por uma linhagem direta com uma das "dez tribos perdidas". 

Sobre judeus brancos, sugiro que leiam: "(05) A 13ª tribo, falsos israelitas, Khazares, Ashkenazi, Edomitas...", do dia 26 de julho de 2015. Onde você verá que os judeus brancos não são provenientes do israel antigo.

Falando mais sobre os Israelitas da Diáspora, citamos os nomes de alguns grupos de israelitas afroamericanos, fundados no final do século XIX, e início do século XX. São eles: o “African-American Jews”, que é um grupo estimado em 200.000 judeus negros; o “Church of God and Saints of Christ”, que é um dos maiores grupos; o “The Church of the Living God, the Pillar Ground of Truth for All Nations”, que é o grupo mais antigo, o “The African Hebrew Israelites of Jerusalem” e o “Commandment Keepers”, que são amplamente conhecidos, por terem migrado dos EUA, para Israel, no final do século XX.

Vale lembrar que, "a maior parte dos hebreus negros não podem ser considerados, explicitamente, como racistas, nem antissemitas, e não advogam a violência", embora, existam alguns que sejam considerados extremistas, como no caso do “Nation of Yaweh” e do “Israelite Church of God in Jesus Christ”.

Segundo a “Anti-Defamation League” (ADL), o website "12 Tribes of Israel" (12 tribos de Israel), administrado por um grupo hebreu negro, promove a supremacia negra.

Ressaltamos que, as crenças e práticas destes grupos diferem consideravelmente entre si, de forma que, o historiador James Tinney sugeriu a classificação das organizações, em três grupos: “Black Jews” (Judeus negros), que mantêm uma perspectiva cristológica, e adotam rituais judaicos; Black Hebrews” (Hebreus Negros), que são mais tradicionais na sua prática do judaísmo; e “Black Israelites” (Israelitas Negros), que são mais nacionalistas, e mais distantes do judaísmo tradicional.

Entre os judeus negros mais bem conhecidos temos o ator Yaphet Kotto, da série de televisão "Homicide", da NBC; Walter Mosley, autor de "Devil in a Blue Dress"; a atriz Lisa Bonet; o falecido ator Sammy Davis Jr. e o cantor de rock de rock, soul, funk, reggae, hard rock, psicodélico, folk, e baladas, Lenny Kravitz.


Entre os que acreditam que “os hebreus da antiguidade eram negros, e Jesus Cristo também”, há afirmações com respeito ao atual paradeiro das tribos perdidas de Israel. Vejamos: 

É dito que:

Judá — são os afroamericanos
Benjamim — são os caribenhos
Levi — são os haitianos
Simeão — são os dominicanos
Zebulom — são os guatemaltecos, panamenhos
Efraim — são os porto-riquenhos
Manassés — são os cubanos
Gade — são os indígenas da América
Rubem — são os índios seminoles
Aser — são os colombianos e uruguaios
Naftali — são os argentinos e chilenos
Issacar — são os mexicanos

Neste ponto sugiro que leiam, em nosso blog, as seguintes publicações:

  • “(01) Os Egípcios da antiguidade eram negros, e isso pode provar que Jesus Cristo também era”, publicação do dia 23 de Julho de 2015.
  • “(02) Israel e Egito, alguma semelhança física?”, publicação do dia 23 de Julho de 2015.
  • “(06) Os Verdadeiros Israelitas são Negros e Índios”, dia 23 de Agosto de 2015.
  • “Os índios negros americanos são os habitantes originais das Américas”, de 23 de Agosto de 2015.
  • “Onde estão Judá, Benjamim e Levi, atualmente?”, de 05 de Outubro de 2015.
  • “Tribos israelitas perdidas - onde está Ruben atualmente?”, de 13 de Outubro de 2015.
  • “Tribos israelitas perdidas - onde está Naftali atualmente?”, de 14 de Outubro de 2015.
  • “Tribos israelitas perdidas - onde está Gade, Zebulom e Manassés, atualmente?”, de 12 de Janeiro de 2016.


Por fim, o que pensar dos judeus brancos?


O Rabbi W.A. Matthew, pertencente ao grupo de hebreus negros, dos EUA, deixa-nos, uma importante opinião, ele disse o seguinte: embora os "judeus originais" fossem negros, os judeus brancos tinham mantido e preservado o judaísmo ao longo dos séculos. Veja que, não se trata de repudiar os judeus brancos, mas, reconhecer o ponto positivo, em sua relação com o judaísmo, desde tempos imemoriais. Até porque, muitos judeus negros, a exceção dos povos tradicionais, como os falachas, só despertam para o judaísmo, em tempos recentes, quando recebem então, o legado, ainda que europeizado, dos israelitas brancos; cabendo-lhes fazer ajustes, que acharem oportunos. 

Assim foi com o Rabbi W.A, que sentiu-se livre para discordar dos judeus brancos, no que concerne a alguns assuntos, como muitos costumes, canções e alimentos, que eram de origem europeia. Sendo assim, ele tinha o direito de introduzir alguns costumes Africanos, do Caribe e das tradições americanas, em sua comunidade israelita afroamericana. Portanto, lendo sobre o Kwanzaa, pergunto-me se ele não é proveniente desta fusão, introduzida por rabbis como Matthew.

Para finalizar, sugiro que leiam a postagem do dia 26 de julho, de 2015, onde falamos a respeito da origem dos judeus brancos. O título é: "(05) A 13ª tribo, falsos israelitas, Khazares, Ashkenazi, Edomitas...". E, leia também, sobre o Kwanzaa, com o título: "O Kwanzaa acabou! Mas, o que é Kwanzaa mesmo?", do dia 07 de janeiro de 2016.

Sem mais acréscimos. Desejo-lhes paz, amados!


Fontes:

Wikipedia, the free encyclopedia. Black Hebrew Israelites. Publicação eletrônica. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Hebrew_Israelites. Acesso em 25 fev. 2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Israelitas negros. Publicação eletrônica. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Israelitas_negros. Acesso em 23 fev. 2016.

Rabbi Sholomo Ben Levy. Black-Jewish Relations:The Black Jewish or Hebrew Israelite Community. Disponível em: http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Judaism/blackjews.html. Acesso em 25 fev. 2016. 

4 comentários:

  1. Achei muito bakana o estudo,se formos analisar a história dos hebreus antigos é muito similar com a história negra ç.

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  2. 1: O próprio velho testamento ( Torá dos judeus) foi escrito em língua semitica não africana. 2: O velho testamento é claro: Abraão era nativo de Ur, uma cidade localizada na Mesopotâmia, de população semita, não africana, a Mesopotâmia fica no médio oriente não na África, muito menos na África sub-saariana. Abraao era semita não africano, se os judeus são os descendentes de Abraão, eles são semitas, semitas são Árabes e judeus da Palestina, mesmo região onde se encontrava a Mesopotâmia e a cidade Natal de Abraão. Afirmar que os hebreus, um povo se mítico com lingua semitica, são negros africanos sub-saarianos não faz o menor sentido bíblico, não faz o menor sentido histórico, não faz o mínimo sentido geográfico.

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    1. Está a falar como se existisse fronteiras naquela epoca, explica sobre o povo egpicio cujo Abraão esteve lá, será se eram branquinhos?

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  3. A irmã defensora da raiz "Semítica", como sendo esta não "Negra", precisa descontrair em seu raciocínio a impressão de que "Sem" e seus descendentes fossem "não negros"... Noé, o responsável pelo repovoamento do planeta no "Pós dilúvio", gerou dois filhos "não brancos" (Cam e Sem) e um "não negro" (Jafé). No caso de "Sem" e seus descendentes, a região na qual eles habitaram, cujo nome era "Mesopotâmia", esta deixou de ser "África" há pouco menos de 150, com a criação do "Canal de Suez", fato que gerou um novo recorte fronteiriço no continente que conhecemos como "África"... Portanto, antes da geração e desenvolvimento dos "Jafeítas", todo o planeta da época era habitado por "não brancos"...

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