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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

As raízes Afro da Grécia antiga.


Acredita-se que a Grécia antiga, foi colonizada, especialmente, pelos antigos egípcios e fenícios.

O inglês Martin Gardiner Bernal rejeita a tese de que a civilização grega foi fundada por indo-europeus (Europa Central); tal teoria tornou-se aceite no século 19 (modelo ariano). Em vez disso, Bernal defende o modelo antigo, onde o termo – antigo – refere-se ao fato de que ambas as influências (egípcias e fenícias), no mundo grego, eram amplamente aceitas na Antiguidade.

O grego Ésquilo (C 525/524 - c 456/455. aC) descreve a chegada das filhas do Egito (Danaus) em Argos (cidade grega). Na mitologia grega Danaus era o irmão gêmeo de Aegyptus, um rei mítico do Egito. Descreve também, Cadmo, um herói da mitologia grega, lendário fundador da cidade grega de Tebas, e introdutor do alfabeto fenício na Grécia.

O historiador grego – Heródoto - menciona também influências orientais, na Grécia.

A admiração pelo Egito era generalizada nas civilizações helenísticas e romanas, especialmente na escola neoplatônica.

Hermes Trismegisto, do grego: “três vezes maiores que Hermes”, é o autor do suposto Corpus Hermético, uma série de textos sagrados que são a base de hermetismo. E Hermes Trismegisto pode ser uma representação da sincrética combinação do grego deus Hermes e do deus egípcio Thoth.

Tais correntes pró-egípcios influenciaram o cristianismo, o judaísmo e o Islã.

Bernal traçou assim a influência dos antigos egípcios, e dos fenícios, sobre os gregos antigos, desde a antiguidade até o Iluminismo.

Um dado curioso: é amplamente aceite que o grego clássico (linguagem) surgiu a partir da língua proto-grega com influências das línguas Anatolian. Os idiomas de Anatolian são uma família de extintas línguas indo-europeias da Ásia Menor (antiga Anatólia), uma das quais citamos a língua hitita. Os hititas formaram um império centrado em Hattusa, no centro-norte da Anatólia (moderna Turquia). O povo hitita é mencionado na bíblia. Fizemos uma postagem que fala deste povo como sendo pais dos Chineses e do Candomblé. Veja postagem do dia 31 de outubro de 2015.

Prosseguimos: Bernal enfatiza que há fortes elementos africanos na cultura do Oriente Próximo. Ele denuncia o suposto eurocentrismo das pesquisas dos séculos 19 e 20, incluindo o próprio slogan "Ex Oriente Lux" de orientalistas que, segundo Bernal, trai "a apropriação ocidental da antiga cultura do Oriente Médio por causa do seu próprio desenvolvimento "(p. 423).

Bernal propõe então, que o idioma grego evoluiu a partir do contato entre uma língua indo-europeia com influencias egípcios e semíticas. Ele cita muitos exemplos de raízes egípcias ou semitas para palavras gregas.

Bernal descreve que as influências egípcias e fenícias na Grécia, sofreram ataques a partir dos séculos 18 e 19, concentrando-se em quatro forças inter-relacionadas: a reação cristã, a ideia de progresso, o racismo e o helenismo Romântico. Veja maiores explicações sobre isso, sugiro que acessem a fonte citada no fim deste texto.

Um pouco sobre o autor desta tese: o inglês Martin Gardiner era professor de Estudos do Oriente Próximo na Universidade de Cornell. Ele é mais conhecido por seu livro - Black Athena - trabalho em que reexamina as origens da antiga cultura grega (tema desta postagem). Bernal nasceu e cresceu em Hampstead, Londres, estudou em Cambridge, onde foi premiado como primeiro da classe, em estudos orientais, em 1961. Naquela época, ele especializou-se na língua e história da China, indo passar algum tempo na Universidade de Pequim. Ele também estudou em University of California, Berkeley, e na Universidade de Harvard, terminando seu doutorado em Cambridge, em 1965.

Em 1972 mudou-se para Bernal Universidade de Cornell, em Nova Iorque, Estados Unidos, onde se tornou professor titular em, 1988, tendo lecionado o resto de sua carreira, aposentando-se em 2001.

Neste ponto sugiro que leiam a publicação: “O Legado Roubado - Stolen Legacy (livro)”, de 29 de julho de 2015, que trata de uma teoria onde o autor afirma: "A filosofia, as artes e as ciências, foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia...O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana."

Leia também: “A Filosofia tem sua origem na África: Mito ou Realidade?”, publicação do dia 09 de dezembro de 2015.

Encerro pedindo ao leitor, que abra a mente, antes de rejeitar as novas teorias sobre muitos assuntos, especialmente sobre a África. Não deixe que uma educação eurocentrista continue a tirar de você verdades ocultas a muito tempo.    

Fontes:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Martin Bernal. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Bernal. Acesso em 20 jan. 2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Black Athena. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Athena. Acesso em 20 jan. 2016.


2 comentários:

  1. Muito interessante a matéria! Há muitas coisas ocultas que precisa ser revelada.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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