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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

As raízes Afro da Grécia antiga.


Acredita-se que a Grécia antiga, foi colonizada, especialmente, pelos antigos egípcios e fenícios.

O inglês Martin Gardiner Bernal rejeita a tese de que a civilização grega foi fundada por indo-europeus (Europa Central); tal teoria tornou-se aceite no século 19 (modelo ariano). Em vez disso, Bernal defende o modelo antigo, onde o termo – antigo – refere-se ao fato de que ambas as influências (egípcias e fenícias), no mundo grego, eram amplamente aceitas na Antiguidade.

O grego Ésquilo (C 525/524 - c 456/455. aC) descreve a chegada das filhas do Egito (Danaus) em Argos (cidade grega). Na mitologia grega Danaus era o irmão gêmeo de Aegyptus, um rei mítico do Egito. Descreve também, Cadmo, um herói da mitologia grega, lendário fundador da cidade grega de Tebas, e introdutor do alfabeto fenício na Grécia.

O historiador grego – Heródoto - menciona também influências orientais, na Grécia.

A admiração pelo Egito era generalizada nas civilizações helenísticas e romanas, especialmente na escola neoplatônica.

Hermes Trismegisto, do grego: “três vezes maiores que Hermes”, é o autor do suposto Corpus Hermético, uma série de textos sagrados que são a base de hermetismo. E Hermes Trismegisto pode ser uma representação da sincrética combinação do grego deus Hermes e do deus egípcio Thoth.

Tais correntes pró-egípcios influenciaram o cristianismo, o judaísmo e o Islã.

Bernal traçou assim a influência dos antigos egípcios, e dos fenícios, sobre os gregos antigos, desde a antiguidade até o Iluminismo.

Um dado curioso: é amplamente aceite que o grego clássico (linguagem) surgiu a partir da língua proto-grega com influências das línguas Anatolian. Os idiomas de Anatolian são uma família de extintas línguas indo-europeias da Ásia Menor (antiga Anatólia), uma das quais citamos a língua hitita. Os hititas formaram um império centrado em Hattusa, no centro-norte da Anatólia (moderna Turquia). O povo hitita é mencionado na bíblia. Fizemos uma postagem que fala deste povo como sendo pais dos Chineses e do Candomblé. Veja postagem do dia 31 de outubro de 2015.

Prosseguimos: Bernal enfatiza que há fortes elementos africanos na cultura do Oriente Próximo. Ele denuncia o suposto eurocentrismo das pesquisas dos séculos 19 e 20, incluindo o próprio slogan "Ex Oriente Lux" de orientalistas que, segundo Bernal, trai "a apropriação ocidental da antiga cultura do Oriente Médio por causa do seu próprio desenvolvimento "(p. 423).

Bernal propõe então, que o idioma grego evoluiu a partir do contato entre uma língua indo-europeia com influencias egípcios e semíticas. Ele cita muitos exemplos de raízes egípcias ou semitas para palavras gregas.

Bernal descreve que as influências egípcias e fenícias na Grécia, sofreram ataques a partir dos séculos 18 e 19, concentrando-se em quatro forças inter-relacionadas: a reação cristã, a ideia de progresso, o racismo e o helenismo Romântico. Veja maiores explicações sobre isso, sugiro que acessem a fonte citada no fim deste texto.

Um pouco sobre o autor desta tese: o inglês Martin Gardiner era professor de Estudos do Oriente Próximo na Universidade de Cornell. Ele é mais conhecido por seu livro - Black Athena - trabalho em que reexamina as origens da antiga cultura grega (tema desta postagem). Bernal nasceu e cresceu em Hampstead, Londres, estudou em Cambridge, onde foi premiado como primeiro da classe, em estudos orientais, em 1961. Naquela época, ele especializou-se na língua e história da China, indo passar algum tempo na Universidade de Pequim. Ele também estudou em University of California, Berkeley, e na Universidade de Harvard, terminando seu doutorado em Cambridge, em 1965.

Em 1972 mudou-se para Bernal Universidade de Cornell, em Nova Iorque, Estados Unidos, onde se tornou professor titular em, 1988, tendo lecionado o resto de sua carreira, aposentando-se em 2001.

Neste ponto sugiro que leiam a publicação: “O Legado Roubado - Stolen Legacy (livro)”, de 29 de julho de 2015, que trata de uma teoria onde o autor afirma: "A filosofia, as artes e as ciências, foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia...O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana."

Leia também: “A Filosofia tem sua origem na África: Mito ou Realidade?”, publicação do dia 09 de dezembro de 2015.

Encerro pedindo ao leitor, que abra a mente, antes de rejeitar as novas teorias sobre muitos assuntos, especialmente sobre a África. Não deixe que uma educação eurocentrista continue a tirar de você verdades ocultas a muito tempo.    

Fontes:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Martin Bernal. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Bernal. Acesso em 20 jan. 2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Black Athena. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Black_Athena. Acesso em 20 jan. 2016.


Cheikh Anta Diop derrubou o racismo cientifico, ao provar que o Egito antigo era uma civilização negra.


Cheikh Anta Diop (1923-1986) foi um polímata senegalês formado em Física, Filosofia, Química, Lingüística, Economia, Sociologia, História, Egiptologia, Antropologia, versado em diversas disciplinas como o racionalismo, a dialética, técnicas científicas modernas, arqueologia pré-histórica...Enfim, um homem que estudou as origens da raça humana, e a cultura africana pré-colonial. Ainda hoje ele é considerado como um dos maiores historiadores africanos do século XX. E foram estes conhecimentos que Diop utilizou para dar base à tese que iria defender mais tarde, que fala do Egito antigo, como uma civilização composta por pessoas negras.

Nascido no Senegal, Diop era proveniente de uma família aristocrática muçulmana Wolof (sendo educado em uma escola islâmica tradicional). Tais dados seriam úteis ao desenvolvimento de sua tese, e o jovem rapaz obteve o grau de bacharel, no Senegal, mudando-se depois para Paris, com intuito de realizar pós-graduação.

Na França o jovem senegalês irá defender uma tese revolucionária, que será rejeitada, pela universidade de Paris, mas, isso não vai deter Diop. Antes de prosseguir, frisa-se que Diop foi o primeiro egiptólogo africano. Certa vez ele afirmou ser "o único Preto Africano de sua geração, a ter recebido formação como um egiptólogo", e "mais importante", ele "aplicou esse conhecimento enciclopédico em suas pesquisas sobre a história Africana".

Em 1954, Anta Diop defende uma tese de que o antigo Egito tinha sido povoado por pessoas negras. A publicação de suas idéias no livro - Unidas nègres et culture - fez dele um dos historiadores mais controversos do seu tempo.

Diop também era político, e a sociedade africana de sua época mostrava um ambiente de veemente busca pela restauração da identidade africana, que se alegava havia sido deformada pela escravidão e colonialismo. Inspirado por grandes nomes como Aimé Césaire, Diop engajou-se nesta luta, mas, sendo ele mesmo um literato, buscou reconstruir a identidade africana, do ponto de vista estritamente científico e sócio- histórico.

Cheik Anta Diop acreditava que a luta pelo renascimento cultural e político da África não teria sucesso sem que se reconhecesse o papel civilizador do continente, que data da antiga civilização egípcia.

Em 1947, Anta Diop iniciou suas investigações linguísticas, sobre o idioma wolof, que passaria a dominar de forma extensa. Em 1960, de volta ao Senegal, ele dirigiu o laboratório de radiocarbono do IFAN (Institut de l'Afriquefondamental Noire). Sem esquecer a imensa gratidão que entretinha por um antigo professor, Frédéric Joliot, que o acolheu em seu laboratório, no College de France. Neste quesito, ele iria desenvolver testes genético, vitais para comprovação de sua tese. O senegalês disse certa vez: "Na prática, é possível determinar diretamente, a cor da pele e, portanto, as filiações étnicas dos antigos egípcios, por análise microscópica, no laboratório”.

Depois disso, Diop publicou sua técnica e metodologia, um teste de dosagem de melanina, em diversas revistas acadêmicas. Ele usou esta mesma técnica, para determinar o teor de melanina das múmias egípcias.

Em 1974, Diop foi um dos cerca de 20 participantes, que estiveram na UNESCO, em um simpósio na cidade do Cairo, onde foi apresentada a sua teoria, para diversos especialistas em egiptologia. O simpósio conseguiu gerar um debate animado sobre o tema, ainda que, sem conseguir gerar consenso, sobre a validade de tais técnicas, em múmias sujeitas aos efeitos de embalsamamento e deterioração ao longo do tempo. Apesar do apoio de alguns especialistas, estas afirmações contundentes de Diop, acerca da população original do Delta do Nilo ser negra, e que tal condição permaneceu até o fim da independência do Egito, foram duramente criticadas por alguns participantes do simpósio. Em todo caso, o trabalho de Diop despertou questões importantes sobre o viés cultural inerente à pesquisa científica.

Diop mostrou de forma indelével e maciça, que os arqueólogos europeus, antes e depois da descolonização, tinham subestimado e continuam a subestimar a possibilidade de civilizações negras da antiguidade terem alcançado tremendo desenvolvimento, séculos antes que os europeus.

Descobertas do arqueólogo suíço Charles Bonnet lançaram luz sobre as teorias de Diop. Elas mostram estreitos laços culturais entre Núbia e o Egito Antigo. E ainda que, isso não implique, necessariamente, numa relação genética, entre estas nações, egiptólogos como F. Yurco notaram que os núbios eram etnicamente mais próximos dos egípcios, e compartilhavam a mesma cultura, no período pré-dinástico, além de usarem a mesma estrutura política. Estes dados são importantes para suas conclusões.

Pode-se dizer que, Cheik anta Diop sabia utilizar muito bem a arte da argumentação. Ele citou autores antigos. Para ilustrar sua teoria de que os antigos egípcios tinham o mesmos traços físicos dos modernos africanos negros (cor da pele, tipo de cabelo), citou, por exemplo, o historiador grego Heródoto. Este (o historiador grego) disse que os Colchians (Cólquida - atual Geórgia ) eram "pretos, com cabelos encaracolados". Ele usou também sua interpretação de dados antropológicos (tais como o papel do matriarcado), que, somado a dados arqueológicos resultou na inevitável conclusão de que a cultura egípcia era uma cultura africana. Na linguística, ele mostrou, em particular, que o Wolof (falado na África Ocidental, Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, República Dominicana, Mauritânia) está relacionada com o antigo idioma egípcio.

Mais tarde, as visões de Diop receberam apoio, e só eram tidas como controversas, possivelmente, por conta do então domínio do racismo científico (que é o uso de técnicas e hipóteses científicas e pseudo-científicas, para apoiar ou justificar a crença na inferioridade/superioridade racial).

Diop castigava estudiosos europeus que postulavam uma evolução separada de diversos tipos de etnias, e que negavam a origem africana do homo sapiens. Hoje sabemos que toda a humanidade é proveniente da África.

Estudiosos como Bruce Trigger condenaram os acadêmicos tendenciosos, ao declarar que os povos da região (incluso Egito) eram todos africanos. Portanto, evidencia-se aqui, a sua desaprovação aos homens responsáveis por dizer quais teses devem ser aprovadas ou rechaçadas nas universidades e revistas cientificas, até porque, os parâmetros utilizados para tal, eram marcados por uma confusão de raça, língua e cultura, e por um racismo que os acompanha. As conclusões de egiptólogos como Frank Yurco, são as de que os egípcios, núbios, etíopes, somalis, etc, eram uma população uniforme, localizada no vale do Nilo. 

Sobre uma postagem que fizemos, em 29 de julho de 2015, com o título: “O Legado Roubado - Stolen Legacy (livro)”, temos um ponto interessante, na visão de Diop. Ele sustenta que os gregos aprenderam de uma civilização egípcia superior, e isso não quer dizer que a cultura grega é simplesmente uma derivada do Egito. Ao invés disso, ele vê os gregos como componentes de um "berço do norte", distintamente crescendo fora de certas condições climáticas e culturais. Tal pensamento, portanto, não é o mesmo que o argumento do "Stolen Legacy", livro de George James ou o "Black Athena " de Martin Bernal. 

Talvez você pergunte: por que saber tais coisas é importante? Porque o racismo ainda existe, e porque a África é o berço das ciências, mas, é considerada inferior, por versões erradas, propagadas desde as eras de escuridão do darwinismo social. Sugiro então, que você leia a postagem: “A Ciência Não é Branca”, do dia 18 de outubro de 2015, e também a: “Educação imaginativa e histórica – Eurocêntrica”, do dia 18 de agosto de 2015.

Sobre linguistica: Diop dedicou a maior parte de seus estudos para a análise das semelhanças estruturais entre as linguagens modernas africanas, o Wolof e o idioma egípcio antigo. Não abordaremos o assunto para não ficar demasiado cansativo, sugiro então, que você leia a matéria na íntegra, na fonte descrita ao final deste texto.

Sobre genética: as teorias de Anta Diop têm sido apoiadas por um número de estudiosos que mapeiam os genes humanos, por meio de técnicas modernas de análise de DNA. Diop identificou um fenótipo preto, que se estende desde a Índia, Austrália até a África, com semelhanças físicas em termos de pele escura, e uma série de outras características. E por que os traços físicos são importantes? Porque a raça é uma categoria relevante, e fenótipo ou aparência física é o que importa nas relações sociais históricas, explicou Diop. veja:

“Se falar apenas do genótipo, eu posso encontrar um negro que, ao nível de seus cromossomos, está mais perto de um sueco. Mas o que conta, na realidade, é o fenótipo. É a aparência física que conta. Ao longo da história, é o fenótipo que é levado em questão, e não devemos perder de vista este fato. O fenótipo é uma realidade, a aparência física é uma realidade. E este aspecto corresponde a algo que nos faz dizer que a Europa é povoada por pessoas brancas, a África é povoada por pessoas negras, e a Ásia por pessoas amarelas. São essas relações que têm desempenhado um papel na história " (Cheik Anta Diop).

Quero frisar que, os egípcios da atualidade são uma mistura de povos, e Diop não ignorou essa mistura existente na história egípcia. Ele reconheceu que os antigos egípcios absorveram genes "estrangeiros", em vários momentos da sua história (o Hyskos por exemplo), mas, considerou que essa mistura não alterou sua etnia essencial.

Sobre o termo raça, o controverso senegalês expressou dúvidas sobre seu conceito. Em um colóquio da UNESCO, em Atenas, em 1981, ele afirmou: "Eu não gosto de usar a noção de raça (que não existe) ... Nós não devemos dar uma importância obsessiva a este termo”. Esta perspectiva era diferente de muitos dos escritores brancos contemporâneos. Ele disse: “Pedimos desculpa por voltar às noções de raça; o patrimônio cultural, a relação linguística, conexões históricas entre os povos, e assim por diante; não dou mais importância a estas questões do que eles realmente merecem, no século XX ". Portanto, que não venham à taxa-lo de racista, pois ele repudiava teorias racistas ou de supremacia, argumentando apenas, a favor de uma visão mais equilibrada da história africana.

Para finalizar, sugiro que você conheça algumas das evidencias apontadas por Diop, em sua tese. Leia a postagem do dia 23 de julho de 2015, cujo título é: “(01) Os Egípcios da antiguidade eram negros, e isso pode provar que Jesus Cristo também era”. Vale a pena!


Fontes:

Cheikh Anta Diop. Disponível em: http://www.casafrica.es/po/detalle-who-is-who.jsp?PROID=36580. Acesso em 20 jan. 2016.

Wikipedia, the free encyclopedia. Cheikh Anta Diop. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Cheikh_Anta_Diop. Acesso em 20 jan. 2016.

Site oficial de Diop: http://www.cheikhantadiop.net/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Du Bois - o pai do movimento de tomada de consciência negra.


William Edward Burghardt - Du Bois (1868-1963) - nascido em Great Barrington, Massachusetts/EUA, foi um sociólogo, historiador, editor, poeta e ativista social e racial.

Ele foi também, líder mundial do movimento pan-africano. Combateu abertamente questões da sua época (linchamentos, discriminação e exploração colonial), lutou pelos direitos das mulheres, dos judeus, e dos trabalhadores. Portanto, Du Bois pode ser considerado como um dos grandes arquitetos do movimento dos direitos civis, figurando como ativista da paz e defensor do desarmamento nuclear.

Pelo fato de Du Bois ter sido uma das primeiras lideranças a adotar um discurso de orgulho racial (empoderamento dos negros), refutando os mitos da inferioridade racial, e visando o retorno às origens negras, ele acabou sendo considerado o pai simbólico do movimento de tomada de consciência negra.

A Lei dos Direitos Civis dos Estados Unidos encorpou muitas das reformas que ele defendeu por toda a vida.


Educado na Universidade Fisk (1885-1888), Universidade de Harvard (1888-1896), e na Universidade de Berlim (1892-1894), Du Bois aprendeu com alguns dos pensadores sociais mais importantes de seu tempo.

Por ser simpatizante do socialismo, foi, constantemente, evitado por colegas, e assediado por agências federais, que em algumas ocasiões revogaram seu passaporte.

Em 1961, Du Bois foi viver em Gana, onde começou a trabalhar na Enciclopédia Africana, um compêndio de informações sobre os africanos e os povos de ascendência africana, em todo o mundo.

Sobre o pan-africanismo, Du Bois era desafeto direto de Marcus Garvey, apesar de ambos serem defensores do movimento. Isso se devia às divergências de interesses (disputa por financiamentos filantrópicos), em suas respectivas organizações (NAACP e UNIA). Ver mais sobre Garvey, na postagem do dia 29 de julho, de 2015, com o título: (Garvey) Um Deus! Uma aspiração! Um destino!

Du Bois chegou a escrever uma série de artigos, entre 1922 e 1924, atacando o movimento de Garvey, chamando-o de "o inimigo mais perigoso da raça negra, na América, e no mundo."

No início de 1963, os Estados Unidos recusou-se a renovar o passaporte de Du Bois, fato que o induziu a tornar-se um cidadão de Gana, onde viria a morrer, em 27 de agosto de 1963.


Fontes:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Du Bois. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/W.E.B._Du_Bois. Acesso em 19 jan.2016.

NAACP HISTÓRIA: WEB DUBOIS. Disponível em:


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tribos israelitas perdidas - onde está Gade, Zebulom e Manassés, atualmente?

Igbos

Hoje falaremos um pouco sobre o povo africano chamado Igbo.

“Algumas fontes afirmam que havia a presença de hebreus na Nigéria, a partir de 638 a.C”. Estes seriam hebreus (originais), que retornaram para a África, após a destruição do Primeiro e Segundo Templo, em Jerusalém (Walter Passos).

E de fato, algumas provas arqueológicas apontam para a presença da tribo de Gad, na região da atual Nigéria, na África Ocidental.

Falamos do povo Igbo (Eboe, Ebo ou Heebo), um dos maiores grupos étnicos africanos, que povoaram o leste, sul e sudeste da Nigéria, além de Camarões e da Guiné Equatorial (era o antigo Reino do Calabarli, formado pelos Efiklii, Ibibioliii e Annangliv, do Sul da Nigéria, Gana, Camarões e Guiné Equatorial).



                                                                           Igbo "Ndi Igbo"

E os historiadores confirmam: “os Efik, o principal povo do antigo reino (Calabar), era denominado de Efik Uburutu, e há indícios de que Uburutu é uma corrupção do termo no Ivri ou hebreu, unida à palavra ututu, primeira localização dos Efik. Palavras em hebraico são comuns na região. Um dos generais de David se chamava Itai, e esse era o nome do líder tradicional do clã annang”.

Para ser mais objetivo, os ibos afirmam, com base na antiga tradição oral de seu povo, que eles são descendentes diretos de três tribos de Israel: Gade, Zebulom, e Manassés.

“Segundo vários relatos, há uma concentração muito significativa dos descendentes de Eri, o quinto filho de Gad (ver Gênesis 46:16) em Aguleri, no Estado de Anambra (centro-sul da Nigéria). Recentemente uma descoberta muito importante evidencia claramente a origem ancestral judaica dos Ibos do Magreb, a descoberta foi feita em regiões inabitadas.... Numa missão em Dezembro de 1997, uma equipe de Israel descobriu em Aguleri, o que se acredita ser uma das "pedras de ônix memoriais" ordenadas por Há Shem aos filhos de Israel, como Há Shem ordenara a Moisés (Êxodo 39:7), foi descoberto e identificado como tal pelo líder da equipe da Federação Sefardita Rei Salomão. Na pedra descoberta em Aguleri, gravada em uma forma de hebraico antigo, se encontra o nome 'Gad', lembrando o escrito em Êxodo 39:14. "Havia doze pedras, uma para cada um dos nomes dos filhos de Israel, cada uma gravada como um selo com o nome das doze tribos. "Há também relatos de testes de DNA, que concluiu pela presença do marcador genético dos kohanin (sangue sacerdotal levita), tanto dentro dos povos ibos como dentro dos povos iorubá.” (Remy Ilona, The Ibo Benei-Yisrael Jews of Nigéria, pág 12, Ibo Benei-Yisrael Association of Nigéria).


Conhecendo um pouco mais o povo Igbo.

Um dos mais elaborados bronzes já encontrados na arqueologia foi achado em uma cidade Igbo chamada Igbo-Ukwu. Esta cidade situada no estado de Anambra, é onde está localizado um sítio arqueológico importante, que indica o território de uma civilização que se desenvolveu na Nigéria oriental, entre os séculos IX e X., e que foi caracterizada pelo refinado trabalho em cobre e em bronze. “Descoberta acidentalmente em 1938, por um morador que estava cavando um poço, ela (civilização citada) não pode ser vinculada a qualquer outra cultura na região, mas, revela a existência de um reino poderoso e refinado”.

Em um seminário de Adeyinka Makinde, que ocorreu em um evento especial sobre história negra (Black History), ocorrido no Museu Judaico de Londres, encontramos uma análise detalhada da história do povo Igbo, comparada com as experiências dos judeus antigos e modernos, de forma a encontrar muitas semelhanças.

Antes de prosseguir, note que, há uma série de grupos étnicos na África, ligados aos hebreus (antigo povo israelita). Já falamos sobre os Falashas, que foram reconhecidos como povo judeu, por autoridades rabínicas, em 1975, e depois foram transportados, em 1984, para Israel, através de uma mega operação chamada “Moisés”. Falam os sobre os Lembas, cujos testes genéticos e cromossômicos demonstram, se trata de um povo com uma ligação genética com povos semitas do Oriente Médio (de sangue sacerdotal, levita).

E os Igbo são outro exemplo desta ligação israelita, em que os verdadeiros hebreus são negros, conforme Makinde pretendeu mostrar, ao falar dos igbos.

Linguisticamente, pode-se percorrer uma lista de palavras da língua Igbo, comparando-as com o hebraico, e desta forma encontrar significativas semelhanças. Acompanhe uma transcrição desse seminário de Adeyinka Makinde, no site:http://www.nathanielturner.com/igboslosttribeofisrael.htm.


O historiador Walter Passos apresenta em seu blog (Baya) três linhagens que definem a ascendência israelita dos igbos: Gade, Zebulon e Manassés.

Benei Gath: da Tribo de Gath ben-Ya `aqov (Gade), que foi o 8 º filho do patriarca Israelita Ya` aqov (Jacó). Este grupo tem vestígios da sua linhagem através de Eri ben-Gath, filho de Gade. Os clãs a partir desta linhagem são compostos pelos Aguleri, Umuleri, Oreri, Enugwu Ikwu, Ogbunike, Awkuzu, Nteje, e Igbariam.

Benei Zevulun: tribo de Zevulun ben-Ya `aqov (Zebulom), que foi o 5 º filho de Ya` aqov (Jacó). Esta linhagem compreende os Ubulu Okiti e Ubulu Ukwu, no Estado Delta, que se fixaram na Ubulu Ihejiofor. Segundo a tradição oral, é dito que um descendente da Tribo de Zevulun chamado Zevulunu, aconselhado por certo Levita, a casar-se com uma mulher de origem Oji, que era descendente da tribo de Judá, e a partir desta união nasceu Ozubulu ben-Zebulunu. Diz-se que Ozubulu teve quatro filhos que se fixaram em outras regiões. Esses filhos foram: Amakwa, entre os quais um clã no Neni, o descendente do estado de Anambra, e Egbema, de quem o clã está em Egbema Ugwuta, no estado de Imo e no clã Ohaji Egbema, descendentes no estado dos Rios.

Benei Menashe: Igbos também são descendentes da Tribo de Menasheh ben-Yoseph (Manassés). Menasheh foi um dos netos de Ya `aqov (Jacó) através do seu 11 º filho Yoseph (José). De acordo com a Torá, Jacó reivindicou tanto Manassés e quanto seu irmão Efraim como seus próprios filhos. Sua linhagem é descrita como os Amichi, Ichi e Loures-Ichi.


Um fato curioso, que é pouco mencionado, e que merece ser citado é que, por muitos anos um diálogo vem acontecendo entre o povo Igbo e o povo judeu. O Dr. Daniel Lis descobriu cartas escritas quase ou mais de duzentos anos atrás, por rabinos judeus europeus, dirigidas aos Igbos. E mais de cento e trinta anos atrás, um descendente de Igbos, chamado Edward Wilmot Blyden, já havia apoiado publicamente, o esforço para o estabelecimento de uma pátria judaica, na terra de Israel (Remy Ilona, líder a ativista igbo judeu) - (O sionismo não é uma inovação).

Finalizamos com a seguinte constatação: os igbos são de fato (ao que tudo indica), descendentes diretos dos antigos hebreus, assim como muitos outros povos africanos. E muitos cidadãos deste povo têm buscado retornar às suas origens, indo habitar no Estado de Israel, hoje dominado por judeus brancos (convertidos), e que certamente os recebe com algum preconceito (estou errada?). Dos que ficaram em território africano, apenas uma pequena minoria continua seguindo a religião dos seus antepassados, fato que somado à invasão dos países brancos cristãos e de negros muçulmanos, quase apagou sua identidade ancestral. Entretanto, alguns fazem o caminho inverso, do cristianismo ao judaísmo, e graças à tradição oral, pode-se reconhecer que os verdadeiros israelitas, segundo relatam muitos especialistas, e muitas comunidades africanas, eram povos negros, ao contrário do que nos ensinam.

Fontes:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Biafra. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Biafra. Acesso em 12 jan.2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Igbos. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Igbos. Acesso em 12 jan.2016.

Baruch Ben Avraham. Os Guardiões do Shabat (Livro II) O Judaísmo Negro.2010. Disponível em: http://www.comunidadedeisrael.com.br/ebooks3/Judaismo%20Negro.pdf. Acesso em 12 jan.2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Portal Igbo.Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Igbo. Acesso em 12 jan.2016.

Remy Ilona. Igbo judeus da Nigéria retornando às suas raízes Imagens de bronze igbo. Disponível em: http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/199864. Acesso em 12 jan.2016.

Walter Passos. Igbos. Disponível em: http://cnncba.blogspot.com.br/2008/10/os-ibos-igbo-so-um-dos-maiores-grupos.html. Acesso em 12 jan.2016.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Kwanzaa acabou! Mas, o que é Kwanzaa mesmo?


O que é Kwanzaa? E o que aprendemos com os seus princípios?

Para aqueles que ainda não sabem, falamos de um feriado pan-africano, muito comemorado nos EUA, e que foi criado pelo ativista Maulana Karenga.  O objetivo dele era oferecer aos afroamericanos um feriado alternativo, para celebrar a sua ancestralidade, e assim, estar em harmonia com as tradições africanas, ao invés de, simplesmente, imitar as práticas da sociedade branca dominante.

Maulana Karenga Ndabezitha (nascido Ronald McKinley Everett), professor de  Estudos Negros, da Universidade Estadual da Califórnia, e considerado uma figura importante do nacionalismo negro americano, explica que, o nome Kwanzaa deriva do Swahili (língua bantu),  cuja frase - "matunda ya kwanza" - significa: "primeiros frutos da colheita". E o feriado, que vai de 26 de dezembro até 1° de janeiro, não é considerado religioso, como alguns pensam, nem pretende substituir o Natal. Ele tem como base os festivais de colheita (no final do ano) praticados pelos povos africanos (antigo Egito, povo Ashanti, povo Yoruba, Suazilândia, Núbia, Matabele), que se reuniam para celebrar as primícias da terra. Dito isso, o objetivo do feriado, na diáspora, é unir as pessoas de descendência africana, em todo o mundo.


Deve-se frisar que, o Kwanzaa é mais que uma simples celebração, porque ele envolve uma reflexão sobre sete princípios (Nguzo Saba), um para cada dia da semana, que deveriam ser observados por todos os povos da humanidade. São eles: a união, a autodeterminação, o trabalho coletivo e responsabilidade, a economia cooperativa, o senso de propósito, a criatividade e a fé. Em síntese, estes princípios visam a construção/valorização e reunião da comunidade, das famílias e amigos, a valorização das crianças, a reverência ao criador e à criação (celebração do bem da vida), e a comemoração do passado, honrando os antepassados africanos.

Durante o Kwanzaa, os celebrantes cumprimentam-se com - "Gani Habari” – que significa: "Qual a boa nova?/Quais as novidades?”. E os próprios princípios do Kwanzaa oferecem a resposta para esta indagação. Meditando sobre eles, encontramos uma linda lição africana, para toda a humanidade.Vejamos: (repare nos símbolos, no lado esquerdo do quadro).


Umoja (oo-MOH-ja) – Significa: a unidade. E o objetivo é a construção da comunidade, em que os esforços são pela manutenção da unidade, na família, nação e  de raça.

Kujichagulia (koo-jee-cha-goo-LEE-yah) – Significa: autodeterminação. E o objetivo é "falar para si mesmo" (definindo a si mesmo), fazendo escolhas que beneficiem a comunidade (alguns explicam assim: "criar para nós mesmos" e "falar para nós mesmos").

Ujima (oo-JEE-mah) – Significa: trabalho coletivo e responsabilidade. O objetivo é ajudar os outros, dentro da comunidade.

Ujamaa (oo-JAH-ma) – Significa: economia cooperativa. E seu objetivo é apoiar as empresas locais, que se preocupam com a comunidade.

Nia (nee-AH) – Significa: um senso de propósito, finalidade. O objetivo é o estabelecimento de metas que beneficiem a comunidade (construir uma vocação coletiva, e o desenvolvimento da comunidade, a fim de restaurar os povos africanos a sua grandeza tradicional).

Kuumba (koo-OOM-bah) – Significa: criatividade. E o objetivo é fazer a comunidade ser melhor e mais bonita.

Imani (ee-MAH-nee) – Significa: a fé. Tem o objetivo de alimentar a crença que um mundo melhor é possível, e assim, criar comunidades para o agora e para o futuro.

Detalhes da Celebração:

O Kwanzaa é comemorado hasteando uma  bandeira com as cores vermelho, preto e verde, que eram símbolos importantes na África, especialmente, quando do surgimento do movimento negro nacionalista, de Marcus Garvey. verde simboliza a terra fértil da África; o preto é a cor das pessoas; e o vermelho é o sangue derramado, na luta pela liberdade.

Bandeira da UNIA

É utilizada então, uma bandeira com sete símbolos indicativos dos sete princípios da tradição e filosofia africana. Os símbolos são:

Mkeka (M-kay-cah): a esteira (geralmente feita de palha, de tecido ou de papel), sobre a qual todos os outros símbolos do Kwanzaa são colocados. A esteira representa a base das tradições africanas, sobre a qual se apoiar e construir.

Mazao (Maah-zow): é a safra, as frutas, nozes e vegetais, que representam as colheitas africanas, o resultado do trabalho, denotando respeito pelas pessoas que trabalharam. Aqui, vemos a própria base do feriado, que traz a alegria da partilha, da ação de graças e do trabalho coletivo. Uma vez que a família é o centro econômico básico, de toda civilização, este festival forja laços mais fortes entre os membros da família, e também serve para reafirmar o compromisso e a responsabilidade para com o outro.

Kinara (Kee-nah-rah): é o candelabro, e representa a base original, isto é, de onde todos os ancestrais africanos vieram. Este candelabro contém sete velas, que simbolizam os talos de milho, que se ramificam para formar novos talos, fazendo referencia à família humana. As velas são objetos cerimoniais com dois propósitos principais: para recriar simbolicamente o poder do sol e para fornecer luz. A mística do fogo, como a do Sol, é irresistível, e tem a capacidade de destruir ou criar, com o seu poder de fascinação, assustador e mistificador. E, a celebração do fogo, através da vela que se queima, não se limita a um grupo ou país em particular. Na verdade, ocorre em todos os lugares.


Mishumaa (Mee-shoo-maah): são as sete velas em que, cada uma representa um dos sete princípios, sendo as cores vermelha, verde e preta, símbolos do povo africano e de sua luta. Uma vela é acesa a cada dia, sendo três velas à esquerda (verdes); três à direita (vermelhas); e no meio uma vela (de cor preta). Estas cores são também símbolos de deuses africanos. O vermelho é associado com Xangô, o Yoruba Deus do Fogo, Trovão e Relâmpago, que vive nas nuvens, e envia seus raios sempre que ele está irritado ou ofendido. O Vermelho representa a luta pela autodeterminação e liberdade das pessoas de cor. O verde é associado com a terra, que sustenta a vida e fornece a esperança, adivinhação, emprego, e frutos da colheita. O preto é representativo do povo, bem como da Terra, que é a fonte da vida, símbolo de esperança, criatividade e fé. Além disso, o preto indica mensagens, e a abertura e fecho de portas.


Vibunzi (plural - Muhindi - Moo-heen-dee): é a espiga de milho, que representa as crianças africanas, bem como a promessa de um futuro para elas. Cada sabugo de milho representa a fertilidade, e é símbolo de uma das crianças da família, ou da própria comunidade. Note que, mesmo em lares onde não há crianças, este símbolo se faz presente porque, cada pessoa é responsável pelas crianças da comunidade. Veja que, o provérbio nigeriano: "É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança", diz muito sobre este espírito de cuidado, compaixão e empatia, do continente africano. E é por isso que, durante o Knwanzaa, o amor e a nutrição, que são dedicados às criança, de forma abnegada, e sem excluir nenhuma delas, é bastante manifesto, seja nos símbolos, seja no cuidado com os indefesos, os sem-teto e os sem amor, isto é, o amor é manifesto a todos os pequeninos, sejam estes as crianças da comunidade, ou os adultos necessitados.
Kikombe cha Umoja (Kee-com-bay chah-oo-moe-jah): é a Taça da União, que simboliza o primeiro princípio do Kwanzaa, ou seja, a união da família e do povo africano. A taça é usada para derramar a libação (água, suco ou vinho), honrando os antepassados, e depois passa de mão em mão, representando a união da família e dos amigos; em que, antes de beber, as pessoas dizem: "Harambee" - "vamos reunir." Nas sociedades africanas, as libações são derramadas para os mortos-vivos, cujas almas permanecem com a terra que cultivavam. "Os mortos não morrem".

Zawadi (Sah-wah-dee): são os presentes ofertados, representando o trabalho dos pais, e a recompensa dada aos filhos, no sentido de promover ou premiar realizações alcançadas e compromissos que foram mantidos. Isso porque, a aceitação de um presente implica a obrigação moral de cumprir a promessa do dom. E os presentes costumam ser educacionais e culturais, sendo dados às crianças, no dia 1º de Janeiro, que é o último dia do Kwanzaa. De forma geral, pelo menos um dos presentes deve ser um símbolo da herança africana. Presentes artesanais são incentivados a fim de promover a auto-determinação, propósito e criatividade, bem como para evitar o consumismo.

Para finalizar, frisa-se que, cada dia deste feriado tem uma simbologia. A festa começa dia 26 de dezembro, e dia 31, por exemplo, é quando as famílias e as comunidades têm um Karamu, que é uma festa especial, incluindo leituras, lembranças e uma refeição festiva. A festa Karamu pode consistir de pratos tradicionais africanos, bem como da utilização de ingredientes que caracterizam o que os africanos trouxeram para os Estados Unidos, como: sementes de gergelim, amendoim, batata doce, couve e molhos picantes. 


E o primeiro dia do Ano Novo é um momento de avaliação séria.Também conhecido como o "Dia da Meditação" ou "Dia de Avaliação". Nesse período realiza-se uma auto-reflexão, de forma à, sobriamente, responder as três perguntas do feriado: "Quem sou eu?" - "Eu realmente sou quem eu digo que sou?" - "Eu sou tudo o que eu deveria ser?".

Por fim, como este feriado é uma celebração sem vínculo com nenhuma religião, ele está aberto aos praticantes de todas as religiões. Hoje, a observância dos sete dias do feriado de Kwanzaa é comemorado por milhões de afro-americanos e africanos em todo o globo.

Fontes:

Kwanzaa. Disponível em: http://www.novareinna.com/festive/kwanzaa.html. Acesso em 05 jan. 2016.

Stephanie Watson. Os sete símbolos do Kwanzaa. Disponível em: http://pessoas.hsw.uol.com.br/kwanzaa4.htm. Acesso em 05 jan. 2016.

Holly Hartman. Kwanzaa.Disponível em:https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/Kwanzaa&prev=search.  Acesso em 05 jan. 2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Maulana Karenga. Disponível em:https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/Maulana_Karenga&prev=search. Acesso em 05 jan. 2016.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Kwanzaa. Disponível em:https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/Kwanzaa&prev=search. Acesso em 05 jan. 2016.

Paz!