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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mahatma Gandhi era racista?


Mostraremos relatos de que Gandhi seria racista e homofóbico, embora fosse homossexual e negro (indianos são negros).

Estes dias, percorrendo a internet, deparei-me com uma matéria cujo título é: QUEM DIRIA? GANDHI ERA RACISTA. A autora é Nandy Martins, e o texto encontra-se no site: Minilua (M?).

Segundo Nandy Martins, as informações (algumas citadas abaixo) foram retiradas de jornais e livros, internacionais e nacionais, sendo um deles, o livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo”.

Vamos ao resumo dos fatos, e deixo aqui a indicação do site, para que o leitor veja a matéria na íntegra, em: http://minilua.com/quem-diria-gandhi-era-racista/.

Pode ser que seja verdade os fatos aqui relatados, sobre o pacifista hindu, afinal, ele era um ser humano, e, em publicações recentes, são relatados dados da vida íntima de Gandhi, que mostrariam um indiano franzino, humanista e religioso, mas, que era capaz de fazer comentários xenofóbicos, além de viver uma vida, que pra sociedade homofobica, conservadora e hipócrita, que temos, é reprovável

Primeiro um breve relato da vida deste pacifista hindu

Mohandas Karamchand Gandhi (1869 - 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado Indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

Na biografia de Gandrhi, consta que, ficou decidido, em família, que ele deveria ir para a Inglaterra, para estudar Direito, na University College (Dorling Kindersley). Gandhi ganhou a permissão da mãe, prometendo se abster de vinho, mulheres e carne, mas, desafiou os regulamentos de sua casta, que proibiam viagem para a Inglaterra. Ele de fato, cursou a faculdade de Direito, retornando ao seu país em seguida.

Para quem não sabe, a Índia foi colônia da Grã-Bretanha, de 1858 até 1947 (e, os britânicos foram responsáveis por um terrível genocídio cometido contra o povo indiano, veja mais informações, em:

A vida de Gandhi na África do Sul

Gandhi passou cerca de 20 anos na África do Sul e, durante esse tempo, segundo palavras de Nandy Martins, ele se referia aos nativos – sendo a maioria de etnia negra – como não sendo melhores do que os intocáveis da sociedade indiana, ou seja, com a parte da população que era responsável por cuidar daquilo que era desprezado por todo o povo indiano, como o lixo e o esgoto. É dito ainda que, em um discurso feito por Gandhi, em 1896, ouviu-se palavras como estas: que os negros que viviam em seu “estado natural”, tinham como ocupação caçar e conseguir o maior número de gado, para poder comprar sua esposa e, em seguida, passar a ter uma vida cheia de insensibilidade, enquanto estavam sempre nus. Em outro momento, ele teria dito que os indianos estavam acima dos nativos africanos, que eram sujos e viviam como animais.

No livro intitulado: "Great Soul: Mahatma Gandhi and his struggle with Índia" (Uma grande alma: Mahatma Gandhi e sua luta com a Índia), o autor, Joseph Lelyveld, antigo editor do The New York Times, relata que Gandhi manteve contato com o arquiteto alemão Hermann Kallenbach, por 23 anos, através de cartas. A obra de Lelyveld é fruto de seu trabalho como jornalista, na Índia, durante a década de 1960, e na África do Sul, onde trabalhou para o The New York Times, nos anos 1980.

Consta que, essa coleção de mensagens contém dados polêmicos, pois, são mantidos ocultos aos olhos do grande público (somente uma pequena parcela foi revelada). Das 1.500 cartas, apenas seis teriam a assinatura de Gandhi, e são objetos de curiosidade, pelos fatores misteriosos que envolvem este material. Houve uma compra recente e surpreendente desta coleção, pelo governo indiano, que teria ofertado US$ 1,1 milhão, fechando o negócio.

As cartas são datadas das primeiras décadas do século XX, e refletem o desejo de Gandhi, e do alemão, de se reencontrar, após terem se conhecido, em 1904, na África do Sul.

Hermann Kallenbach (1871 - 1945) foi um arquiteto lituano, nascido em família judia-alemã, e que teria ido morar na África do Sul, onde adquiriu propriedades e conheceu Gandhi. Eles tinham longas discussões sobre questões religiosas e outras. Kallenbach teria sido altamente influenciado pela Satyagraha e pelos pensamentos de Gandhi, se tornando seu amigo íntimo, além de um devoto dedicado. Nas palavras de Gandhi, eles se tornaram "almas gêmeas”, e, por um tempo, viveram na mesma casa (Satyagraha House), projetada por Kallenbach, para ambos viverem juntos.



O alemão teria planejado ir com Gandhi para a Índia, em 1914, mas, eclodiu a Primeira Guerra Mundial, e Kallenbach ficou detido, como prisioneiro de guerra. Com o fim deste conflito armado, o alemão regressa à África do Sul, onde retoma o trabalho como arquiteto, e mantém correspondência com Gandhi.

A biografia de Hermann Kallenbach, escrita por Isa Sarid, a filha de sua sobrinha Hanna Lazar e Christian Bartolf, descreve a amizade de Kallenbach com Gandhi, como sendo muito profunda.

O governo indiano afirmou que, a compra destas correspondências privadas ocorreu para impedir que elas fossem leiloadas com fim [lucrativo?], embora haja especulações de que ocorreu devido a uma preocupação, de que elas revelassem um Gandhi, que poderia ter sido homossexual.

Lelyveld reproduziu o parecer do historiador Tridip Suhrur, para quem não há dúvidas de que eles "eram um casal".

O livro de Lelyveld, de 2012, que citamos no início deste texto, foi publicado em inglês, e bem recebido pela elite que domina este idioma, na Índia, país no qual apenas cogitar a possível homossexualidade do líder pacifista, é quase uma heresia.

Sul Africano Jewish arquiteto que foi um dos maiores amigos e associados de Mahatma Gandhi. Kallenbach foi apresentado ao jovem Mohandas Gandhi enquanto eles estavam trabalhando tanto na África do Sul e, após uma série de discussões, eles desenvolveram uma amizade duradoura.

Segundo trechos do livro, Gandhi escreve para Kallenbach: "Como tomaste completamente posse do meu corpo? Isto é uma verdadeira escravidão". Além disso, explica que seu retrato "é o único que tem na estante", de seu dormitório. Lelyveld cita outras cartas nas quais Gandhi faz Kallenbach prometer-lhe que não olharia "com luxúria para nenhuma mulher". Em outra carta de 1933, o líder da independência da Índia reiterava sua lembrança de Kallenbach ao escrever: "Sempre estás em minha mente".
Gandhi teria estado profundamente apaixonado por Kallenbach, pelo qual teria deixado sua mulher, em 1908.

Mas, não questionamos, ou condenamos a possível-homossexualidade de Gandhi, e sim, sua conduta, tida por alguns, como racista e deletéria em alguns momentos. Vejamos: “diz-se que, apesar de ele ser adepto do celibato, entretanto, era comum que ele tivesse algumas ejaculações involuntárias, coisa que o irritava, por isso, ele queria se livrar disso, e passou a dormir completamente nu e com diversas mulheres núbias e inclusive com sua sobrinha-neta”.

Além disso, publicamente, Gandhi era muito pouco tolerante para com a homossexualidade, tanto que teria tentado limpar os templos hindus da arte homoerótica. Mas, o que será que havia entre e ele e o amigo alemão?

Como já vimos, o livro de Lelyveld destacou supostos comentários xenófobos e racistas de Gandhi, do período em que viveu na África do Sul, no início do século XX. Veja:

"Podíamos entender não estar classificados como os brancos, mas situar-nos no mesmo nível que os nativos sul-africanos era demais. Kaffirs (como são chamados os nativos negros da África do Sul) são por norma incivilizados. São problemáticos, muito sujos e vivem como animais", escreve Lelyveld na biografia de Gandhi.

Além disso, Gandhi era consciente da importância de suas declarações e exigia que os jornalistas "não utilizassem as palavras que tinham saído de sua boca, se não uma versão autorizada por ele próprio após a profunda e frequente revisão das transcrições".

A biografia que, segundo o The Wall Street Journal, não deixa de mostrar uma profunda admiração por Gandhi, é equilibrada e procura apresentar uma visão mais humana do personagem, embora seja mais provável que decepcione seus admiradores.

Fontes:

Nandy Martins. Quem diria? Gandhi era racista. Disponível em:

Notícias Terra. Biografia sobre Gandhi o retrata como homossexual e xenófobo. Publicação eletrônica. Disponível em:
Acesso em 12 nov. 2015.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Mahatma Gandhi. Disponível em:

Notícias Terra. Mostra revela cartas de Gandhi que geraram polêmica na Índia. Publicação eletrônica. Disponível em:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Hermann Kallenbach. Disponível em:

2 comentários:

  1. o que adianta tudo ,,,no finál termina todos debaixo da térra ,,,,gádos alenádos ,,cade ele no inferno como todos ..........

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  2. Ghandi decia que los niños indios no debian estudiar con los niños negros
    Si? Pues que esos niños indios se fueran a su puto pais y asi no estudiaban con los negros ¿no?

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