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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A primeira forma de Computador foi usada nas aldeias africanas, como adivinhação na areia.




Apesar de sabermos que a humanidade surgiu na África, o eurocentrismo tentou nos impedir de saber que, o despertar da cultura humana ocorreu na África, e não na Europa. De fato, o desenvolvimento das civilizações modernas deve muito às descobertas científicas feitas pelos povos africanos da antiguidade.
Artefatos arqueológicos encontrados em 2004, atestam: há 77 mil anos, os ancestrais do homem (africanos da antiguidade) já eram capazes de fazer arte e pensar de forma abstrata. As provas disso são duas barras de argila colorida com desenhos geométricos, encontradas no sítio arqueológico de Blombos, a 290 quilômetros da Cidade do Cabo, na África do Sul. Os desenhos são uma série de losangos, que foram considerados manifestações de inteligência, porque não são simples rabiscos, e sim símbolos de pensamento abstrato.
Estes artefatos são mais antigos que, as pinturas rupestres europeias, que atestariam o nascer do conhecimento no continente branco, mas, as pinturas da Europa só têm 35 mil anos. 

Christopher Henshilwood, da Universidade de Nova York, concluiu que: “a presença de objetos entalhados/de gravuras significa que, as habilidades de aprendizagem, e a capacidade para o pensamento abstrato estavam presentes entre aqueles homens africanos. Essa aptidão para o armazenamento de informações - fora do cérebro humano - é entendida como cultura, como inteligência. Isso indica que, o povo africano, de quem nós todos descendemos, era moderno em suas atitudes, muito antes de eles chegarem à Europa e substituírem os neandertais”.
Valter Pitta
No blog Baya, do historiador Walter Passos, encontramos uma matéria com conteúdo similar ao que vimos acima, e que atesta: as mulheres africanas foram as primeiras matemáticas do mundo.
Prova disso, é que, em 1970, nas montanhas (Libombos), entre África do Sul e Suazilândia, foi encontrado um pedaço da fíbula de um babuíno. O osso contém uma sequência de 29 marcas usadas, até hoje, pelas tribos de Bosquímanos, para calcular números, e medir a passagem do tempo. Esse instrumento de cálculo é datado de 37 ou 35 mil anos A.C.

Mais impressionante ainda, é outro osso, datado de 20.000 anos a.C., que foi encontrado em Ishango, no Congo. Este apresentava uma sucessão de números primos, subtrações e somas. Conjetura-se que, com ele se podia fazer cálculos, ou registar informações sobre as fases da Lua (calendário Lunar). 
Em 1883, Georg Cantor pegou um segmento de reta e dividiu-o em 3 partes iguais, em seguida, retirou a parte central, obtendo dois segmentos de reta mais curtos. Usando repetidamente este processo obteve algo como a figura seguinte:
Cantor reparou que, se fizesse este processo um número infinito de vezes, obteria um número infinito de segmentos de reta, com um número infinito de espaços entre eles, concluindo que, este conjunto é superior à infinito.
Em 1904, Von Koch usou a ideia do conjunto de Cantor, mas, em vez de retirar um terço do segmento de reta, decidiu adicioná-lo. Ao fazer assim, começando num triângulo, obteve o famoso floco de Neve. Benoit Mandelbrot, em 1975, usando as ideias destes dois matemáticos, e de muitos outros, criou a Teoria dos Fractais.
Um fractal é um objeto geométrico, que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes ao original. E olha o interessante: na África, os fractais são usados a há muito tempo, em símbolos religiosos, na decoração de tapetes, na construção de cercas e também, no posicionamento das casas.
Além disso, os Xamãs africanos usavam matemática oculta na adivinhação na areia. Veja o complexo sistema utilizado por eles em:
Utilizando este conhecimento dos xamãs, o matemático Gottfried Leibniz, em 1666, usou o zero (0) para representar um traço vertical, e o um (1) para representar dois traços verticais, dando origem ao sistema binário. Com o passar dos tempos, George Boole cria a álgebra booleana. Esta contém símbolos, e um sistema lógico matemático, bastante usado nos fundamentos dos circuitos elétricos. No século XX, John Von Neumann usa a álgebra boolena e cria o Computador Digital.
Assim, pode-se afirmar que, a “primeira forma” de computador foi usada nas aldeias africanas, como adivinhação na areia .
José Gaspar
Outro dado interessante, nas cavernas de Blombos foram descobertas joias datadas de 75 mil anos, que eram feitas com conchas de molusco. Até então, as joias mais antigas, já encontradas, tinham apenas 50 mil anos. E isso, segundo Christopher Henshilwood (fabricar jóias) é um sinal de aprendizagem, portanto, a África foi realmente o berço da inteligência
 Valter Pitta
Querido leitor, se ainda tiver curiosidade, sobre essa temática, leia o texto de Walter Passos: AFRICANAS – AS PRIMEIRAS MATEMÁTICAS – ISHANGO A MENSTRUAÇÃO E A MATEMÁTICA. No Blog Baya.
Fontes:
Valter Pitta. África é o berço da inteligência humana. 2010. Disponível em: http://civilizacoesafricanas.blogspot.com.br/2010/01/africa-e-o-berco-da-inteligencia-humana.html. Acesso em 11 nov. 2015.
Walter Passos. O osso de Lebombo – Mulheres Africanas – As primeiras matemáticas do mundo. 2013. Disponível em:
Wikipédia, a enciclopédia livre.Osso de Ishango. Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/Osso_de_Ishango. Acesso em 11 nov. 2015.



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