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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sobre: os Ashantis, Olaudah Equiano, Yaa Asantewaa e os Costumes Hebraicos na África.


No ano 70 d.C, Jerusalém foi invadida, e o templo de Israel foi destruído. Em decorrência disso, os hebreus sobreviventes, segundo Shet Ysrael benYahudah, fugiram para o lado ocidental do continente africano (a África na época era chamada de Etiópia, e Israel era parte componente da África). Mas, algumas tribos hebreias mantiveram os velhos costumes.

Uma das tribos que mantiveram costumes hebreus foram os Ashanti.

O Império Ashanti (também Axânti ou Asante), conhecido ainda como Confederação Ashanti ou Asanteman, foi um estado pré-colonial, da África Ocidental, criado pelo povo Akan, e que hoje corresponde a uma região, com o nome da tribo, em Gana. Esse império se estendia, na antiguidade, desde Gana central até o Togo e a Costa do Marfim, dos dias atuais. Hoje, a monarquia Ashanti continua como um dos estados sub-nacionais tradicionais, constitucionalmente protegidos, dentro da República de Gana.

  

Alguns historiadores atestam que, os ashantis são os descendentes daqueles etíopes mencionados pelos historiadores gregos, Diodoro, Sículo e Heródoto, e que eles foram dirigidos para o sul, por um exército egípcio conquistador.

A citação de Diodoro, faz-me lembrar da origem do povo grego. A título de curiosidade veja: diz-se que, a ilha grega denominada de Creta teve origem, a partir dos fenícios. Nos capítulos 19 e 20, do 5º livro de Diodoro, ele menciona a viagem de uma frota de fenícios, que teria saído da costa da África, perto de Dakar, e navegado pelo oceano Atlântico, no rumo do Sudoeste. Em função desse registro, especula-se a possibilidade desses fenícios terem chegado ao continente americano.

Fenícia foi uma civilização da Antiguidade, cujo epicentro se localizava no norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. Foi uma civilização de rica cultura comercial, marítima e empreendedora, que se espalhou por todo o mar Mediterrâneo, durante o período que foi de 1.500 a.C. à 300 a.C. 

Sobre a chegada dos fenícios ao continente americano: há uma teoria que fala da presença de fenícios no Brasil. Essa teoria é levantada por diversos autores que sugerem que o Brasil foi visitado por navegadores fenícios, na Antiguidade. Estes autores baseiam-se em registros, sob a forma de inscrições e de artefatos, encontrados em terras tupiniquins. Em complemento a estes testemunhos materiais, são apontadas também, semelhanças entre as línguas indígenas do Brasil, e das Américas, e as antigas línguas semíticas. Fala-se ainda, na semelhança de tradições indígenas brasileiras (como por exemplo a mitologia tupi-guarani) e a antigas tradições mediterrâneas. Alguns dos principais proponentes desta teoria são Ludwig Schwennhagen e Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Em uma postagem à parte abordaremos este temática.

Voltando ao império Ashanti:

Shet Ysrael benYahudah explica que, entre as tribos Ashanti, o sacerdócio era hereditário, sendo exercido por determinadas famílias, que tinham pouca ou nenhuma possessão. Essas famílias eram isentas de todos os impostos, e eram supridas com alimentos...comparando os costumes dos ashanti com os dos sacerdotes levitas, do antigo Israel, você verá que ambos tinham exatamente os mesmos costumes.

O nome Ashanti, segundo nos explica Shet Yahudah, é de origem hebraica, sendo o "Ti" no final, um termo que significa: povo ou raça de...ASHAN, nome de uma cidade localizada na Judéia, no sul de Israel. (Josué 15:42 e 19:7, 1 crônicas 4:32 e 6:59). A palavra ASHAN, no hebraico, significa: "cidade em chamas ou em brandos". Então, Ashanti significa o povo de ASHAN ou o povo da cidade em chamas. 

No livro intitulado: Hebrewismo na África Ocidental (Hebrewismo of West África), de Joseph J.Williams, são dadas descrições detalhadas, dos costumes hebraicos, conforme visto em muitas das tribos da África Ocidental, ou seja, nas principais tribos que supriam escravos, para o tráfico negreiro, portanto, daí provém a maioria dos negros, que vivem atualmente, no hemisfério ocidental (Américas). Citarei apenas um trecho, extraído deste livro.

Importante enfatizar, que o autor deste livro, escrito no ano de 1930, era branco e usou como fonte alguns autores “racistas”, do ano de 1700. Deixo então, logo abaixo, uma das várias comparações feitas por Josef Williams, em apenas uma das várias tribos existentes (Ashanti), e que são os pais dos negros americanos: 

Página 22: "em primeiro lugar, muito dos costumes dos hebreus foram descobertos, nas tribos dos ASHANTI, e em muitas das palavras ASHANTI foram encontradas enormes semelhanças, com as equivalentes em hebraico. Finalmente, o ser supremo dos ASHANTI, nos dá uma forte indicação de ser o mesmo YHVH do "antigo testamento". Veja outros exemplos, no blog: 

Na página 61, do mesmo livro, é dito que, é difícil enumerar todos os costumes e práticas, que fazem conexão entre, os antigos hebreus e os Ashanti. Você pode encontrar, na página 66, alguns elementos culturais, semelhantes, dos que eram praticados pelos Ashanti, e que tinham seu correspondente nos antigos costumes dos hebreus. São eles: a prática do culto, as danças, o uso do "amen", valores das vogais, sistema patriarcal, simbolismos paralelos de autoridade em "banquetas" e "tronos", endogamia, casamentos, nomes familiares, simplicidade nos rituais do casamento, e a representação que o vinho  tem  nas cerimônias,  purificações após  o nascimento dos filhos, seclusões menstruais e abluções cerimoniais e palavras aparentemente herdadas de origem hebraica.

Shet Ysrael benYahudah cita ainda, o escravo Olaudah Equiano, que traçou um paralelo entre os costumes nativos de seu povo, e os costumes hebraicos encontrados na bíblia. Veja a passagem em: http://opovodoeterno.com.br/estudos/60-Os-Selvagens-Sem-Deus.pdf


Olaudah Equiano (1745-1797) foi um proeminente Africano, residente em Londres, e escravo liberto, que apoiou o movimento britânico, para acabar com o comércio de escravos.


Olaudah ficou conhecido como Gustavus Vassa. Era costume dos colonizadores mudar o nome dos escravos, tirando deles sua identidade africana, razão porque Malcon “X” recebeu em seu nome a letra “X”, que simbolizava seu verdadeiro nome de família africana, que Deus lhe revelaria. Para ele o “X” substituía o Little (o pequeno), herança escravocrata.

A autobiografia de Olaudah, publicada em 1789, atraiu muita atenção, sendo ele próprio considerado altamente influente, na obtenção da aprovação da Lei Slave Trade de 1807, que encerrou o comércio de africanos, como escravos, para a Grã-Bretanha e suas colônias.

De Equiano recebemos uma narrativa escrava, que teve nove edições, e ajudou à abolir o comércio de escravos africanos. 

Para finalizar, falaremos rapidamente sobre uma mulher poderosa, preta, africana e guerreira Ashanti, que empreendeu guerra contra o dominador europeu. As mulheres africanas eram assim, segundo Walter Passos, elas sempre estiveram na direção de grandes reinos, e prontas para o comando de seu povo, sendo que, muitas das civilizações africanas eram baseada no modo de produção matrilinear.

Utilizando o blog Baya como fonte, e a partir de brilhante exposição do historiador e teólogo, Walter Passos, citemos Yaa Asantewaa, líder da última resistência realizada no século passado contra o colonialismo britânico, que dominava a civilização Ashanti.

O mundo devia aprender com os Ashantis. As mulheres desta tribo escolhiam os líderes das aldeias e da civilização como um todo. O poder matrilinear estava instituído dentro do Direito Ashanti, bastante organizado, com regras de condutas consuetudinárias, que determinavam o comportamento das relações comerciais, políticas, bélicas, familiares e principalmente políticas.

A história registra que, o Império britânico manteve guerra contra os Ashantis, durante cem anos. Após o império britânico aprisionar o herdeiro do reino Ashanti,  Asantehene Prempeh enviou à capital Kumasi o Lord Hodgson, com um ultimato às lideranças, objetivando conseguir o cetro dourado, símbolo da união, poder e soberania Ashanti, houve então, uma reunião com todos os chefes, (mas, eles demonstraram covardia perante o branco invasor? parece que sim)... Então Yaa Asantewaa Rainha -Mãe de Ejisu (1850-1921) levantou-se e falou:

“Agora eu vejo que alguns de vocês temem ir adiante, para lutar pelo nosso rei. E se fosse nos dias heroicos de Osei Tutu, Okomfo Anokye e Opoku Ware, que foram chefes e não se sentariam, para ver o seu rei ser levado para longe, sem disparar uma bala, nenhum homem branco temeu falar para o líder dos Ashantis do jeito que o governador falou para o chefe de vocês hoje, de manhã. É verdade que a bravura dos Ashantis acabou? Eu não posso acreditar. Isto não pode ser. Eu tenho que falar isto: Se você é um homem Ashanti e não for adiante, então nós iremos. Nós as mulheres iremos. Eu chamarei as minhas companheiras. Nos lutaremos contra o homem branco. Lutaremos até que, a última de nós caia em campo de batalha. ”


É preciso dizer o que foi que ocorreu sem seguida? Só de ler o que ela disse, eu me arrepiei...

Eles foram à luta, mas, Yaa Asantewaa, junto com outros líderes foram capturados e enviados ao exílio.
Yaa Asantewaa

Asantewaa, uma mulher, guerreira, negra e africana liderou a última guerra no continente mais negro do mundo (e mais guerreiro), para defender o seu povo do domínio branco. Ela morreu longe de sua terra, no ano de 1921, com 71 anos de idade.

Fontes:

Shet Ysrael benYahudah. Os Selvagens Sem Deus. Costumes Hebraicos na África. Disponível em: http://opovodoeterno.com.br/estudos/60-Os-Selvagens-Sem-Deus.pdf. Acesso em 28 out. 2015.

Wikipédia. Império Ashanti. Disponível em:

Walter Passos. Yaa Asantewaa: A Rainha Guerreira Ashanti. Disponível em:

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