Menu Suspenso

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O pai da ginecologia e suas experiências cruéis, com mulheres e crianças escravas.

Doutor Morte
O homem, que é defendido por alguns médicos, como o pai da ginecologia moderna, enquanto outros o veem como "um excelente exemplo de progresso na profissão médica, às custas da exploração de uma população vulnerável”, foi o Dr. James Marion Sims (1813 - 1883).
Segundo Wendy Brinker, um artista e ativista americano, era costume dos antigos faraós, quando assumiam o poder, ordenar a destruição de imagens que retratavam os seus predecessores rivais. O que se pretendia era limpar a terra, do nome de uma pessoa que havia tido grande poder, já que, na crença dos antigos egípcios, a pessoa homenageada poderia influenciar os assuntos do mundo do além. Já no no ocidente, a prática corrente é manter a homenagem  até mesmo à pessoas ignóbeis, como é o caso do Dr. J. M. Sims, que, apesar de ter realizado pesquisas e experiências médicas, antiéticas, utilizando como cobaias mulheres e crianças escravas, é reverenciado com monumentos que estão espalhados, em diversos estados do EUA e Europa. Para alguns, trata-se de homenagear – vergonhosamente - o autor de atos cruéis da era escravocrata. Em um de seus monumentos, encontram-se frases como: "o primeiro cirurgião ginecologista, que tratava imperatriz e escrava da mesma forma”, e: "ele fundou a ciência da ginecologia, foi homenageado em todas as terras e morreu com a bênção da humanidade." Em contraste com estas frases estão as palavras do próprio médico que disse: "desde que eu atribuía a causa da doença (tétano em crianças africanas) à fraqueza moral dos africanos escravizados, eu nunca sugerira a necessidade de melhorar as suas condições de vida.”
Sobre a não utilização de anestesias, nas cirurgias de suas cobaias, Sims relatou que, “os africanos tinham uma tolerância fisiológica incomum para a dor, que era desconhecida pelos brancos”, então, ele nunca sentia necessidade de anestesiar seus pacientes negros.
Era hábito do Dr. Sims (Dr. Morte) designar pacientes por classe e raça, de  forma que, não tardou ao aspirante médico começar a realizar experências cruéis, tendo como cobaias, os filhos e mulheres de escravos.
Os historiadores do estado da Carolina o Sul (EUA) orgulhosamente proclamam que o Dr. Sims inovou técnicas e instrumentos, que mudaram o panorama da saúde reprodutiva das mulheres. E de fato foi assim, mas, o que não se discute, é que, entre 1845 e 1849, em um hospital improvisado, em seu quintal, Sims inaugurou uma série de longas e chocantes cirurgias ginecológicas experimentais, em mulheres escravas, e tudo feito sem o benefício de anestesia ou qualquer tipo de anti-séptico. Por conta disso, muitas mulheres perderam suas vidas por infecção.

Depois de muitos anos de cirurgias e repetidos fracassos, o irmão de sua esposa, o Dr. Jones implorou-lhe que parasse com os experimentos, mas, a obsessão de Sims por esta prática imoral e desumana, era maior, e ele não atendeu ao pedido do cunhado. Este “proeminente” médico mutilou e matou milhares de mulheres e crianças escravas, porque era comum na era escravocrata ver os negros como objeto.

Não devemos esquecer que, o sucesso do Dr. J. Marion Sims, como "o pai da ginecologia", nos Estados Unidos, deveu-se ao sacrifício de milhares de mulheres escravas.

Note que, o Dr Sims nunca demonstrou interesse pela saúde ou recuperação pós-cirúrgica destas vítimas..
Só podemos imaginar o que estas almas sofreram nas mãos deste médico, entretanto, em todo o mundo, ele é honrado com estátuas e placas; e edifícios, hospitais, fundações, escolas e ruas levam o seu nome.
Wendy Brinker
Fonte:

Nenhum comentário:

Postar um comentário