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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O antigo povo Dogon (africano) e seus conhecimentos científicos, além de seu tempo.


Este povo africano é conhecido como uma tribo antiga, que tem um conhecimento preciso do sistema estelar de Sirius (incluindo pelo menos uma estrela que ainda não foi identificada pelos astrônomos). 

Dogon é um povo que habita o Mali e o Burkina Faso. Numa região remota, no interior da África Ocidental, em aldeias penduradas nas escarpas de Bandiagara, ao leste do Rio Níger. 

Os conhecimentos ancestrais deste povo foram publicados pela primeira vez em 1950, no "A Sudanese Sirius System", escrito pelos antropólogos franceses Germaine Dieterlen e Marcel Griaule, que viveram muito tempo com os dogons, no final dos anos 1940. Os dois cientistas ganharam a confiança dos sacerdotes, até o ponto deles lhe confiarem esses notáveis conhecimentos, muito ligados às suas crenças religiosas. 

É dito que, este povo não pode ser qualificado como "primitivo", pois possuem um estilo de vida muito complexo, mas, não são excelentes candidatos a possuir conhecimentos científicos. Apesar disso, eles possuem um conhecimento muito preciso, do sistema estelar de Sirius (incluindo pelo menos uma estrela que ainda não foi identificada pelos astrônomos), e dos seus períodos orbitais. 

Relata-se que, os sacerdotes dogons dizem saber de detalhes sobre o sistema estelar de Sirius, que, aparentemente, foram transmitidos oralmente, e de forma secreta, aos seus descendentes, séculos após século, antes mesmo que os astrônomos chegassem a algum conhecimento a respeito. 

Para os dogons, toda a criação está vinculada às estrelas que eles chamam de Po Tolo, que significa "estrela semente". Com a diminuta semente, os dogons referem-se ao início de todas as coisas. Segundo os dogons, a criação começou nessa estrela, qualificada pela astronomia como anã branca, e que os astrônomos modernos chamam de Sirius “B”, a companheira muito menor da brilhante Sirius “A”, da constelação Cão Maior. 

Os dogons sabem que a Po Tolo tem uma enorme densidade, totalmente desproporcional ao seu reduzido tamanho, e acreditam que isso deve-se à presença do sagala, um metal extremamente duro, e desconhecido na Terra. Continuam descrevendo que as órbitas compartilhadas da Sirius “A” e da Sirius “B” formam uma elipse, com a Sirius “A”, localizada em um dos seus focos. 

Os dogons também dizem que a Sirius “B” demora 50 anos para completar uma órbita em volta da Sirius “A”, e a astronomia moderna de fato, comprovou que o seu período orbital é de 50,4 anos. Igualmente intrigante é a afirmação dos dogons, de que a Sirius “B” gira em torno do seu próprio eixo, e demora um ano terrestre para terminar este movimento. Para alguns astrônomos, isso é possível, enquanto outros discordam.

Mas, o que é realmente assustador é o conhecimento que dizem ter sobre o terceiro astro do sistema Sirius, descoberto apenas recentemente pelos astrônomos (carece de fontes, mas, há a afirmação de que, o tamanho irrelevante desta estrela, em relação a outros astros do sistema, seria o que levou a sua descoberta tardia, quase meio século para ser descoberto. 

Os Dogons chamam este terceiro corpo de Emme Ya, ou "Mulher Sorgo" (um cereal) e dizem que é uma estrela pequena com apenas um planeta em sua órbita, ou um grande planeta com um grande satélite. Os modernos intérpretes dessa tradição chamam esta estrela de Sirius “C”. 

O conhecimento dos dogons a respeito das estrelas, há milhares de anos, é aceita pelo membro da Royal Astronomical Society, Robert Temple, uma vez que há provas a favor de tal afirmação. Contudo, há um grupo de críticos que não concordam com essa informação. Segundo o grupo opositor, os exploradores da Europa e dos Estados Unidos encontraram os dogons há 150 anos e forneceram-lhes informações sobre Sirius, que logo foi incorporada à sua cosmologia. (Como é difícil para tais pessoas aceitar que tribos negras primitivas, seriam capazes de alcançar um alto conhecimento, até porque, os africanos eram considerados inferiores, pelos EUA e Europa dos séculos passados). 

Sobre a alegação de que americanos passaram estas informações ao dogons (que americanos bonzinhos! Ohhh!), em uma entrevista ao programa Horizon da BBC, Germaine Dieterlen não concordou com esse ponto de vista e, para prová-lo, mostrou um esquema feito pelos dogons do sistema Sirius, de 500 anos de idade. 

Alguns supõem que os dogons são descendentes dos gregos, que colonizaram parte da África, que atualmente constitui a Líbia. Heródoto os chama de Garamantianos, de Garamas, o filho de Gaia, a deusa grega da terra. E como os elementos da tradição grega são muito parecidos à preocupação dos dogons com os números, dizem confirmar tal teoria. 

Os historiadores e arqueólogos afirmam que, a cultura europeia foi herdada da África e Ásia, através de Creta (ilha grega). Creta é considerada o berço da cultura europeia, pelos pesquisadores, tanto que, existem muitos mitos sobre esta ilha, entre eles, a de que Zeus invadiu Creta, utilizando a forma de um touro branco, vindo à abduzir a princesa fenícia negra, chamada Europa. Herbert Wendt, em seu livro "Es began in Babel - Die Entdeckung der völker" - traduzido: Começou na Babilônia - o descobrimento dos povos, diz que, os antigos asiáticos consideravam a palavra Europa, como sendo algo escuro, ignorante e misterioso, então, sabemos que, a Europa era considerada a parte mais obscura da terra (Miryahm Ysrayl). 

Então, a história diz que, os gregos é que são descendentes dos africanos (fenícios), e não o contrário. 

Além disso, durante a permanência destes gregos, na Líbia, eles poderiam ter adquirido alguns conhecimentos dos seus vizinhos, os antigos egípcios. 

A Sirius “A” era conhecida pelos antigos egípcios como Sothis. Aparentemente também conheciam a Sirius “B” porque, nas suas tradições religiosas, a deusa Isis era símbolo da Sirius “A” e Osíris, seu consorte, era associado à sua escura companheira. 

Os antigos rituais vinculam Ísis à Sirius. A câmara do ano novo do templo de Dendera foi construída de forma que, a luz da Sirius seja canalizada por um corredor, até o interior da câmara. 

Isso é um antecedente da cerimônia Sigui, que os dogons celebram quando a Sirius pode ser vista pela fresta de uma rocha, da aldeia de Yougo Dogorou. Devido ao fato de Osíris ser adorado como o senhor da vida após a morte, e as lendas dos antigos egípcios falarem de almas, que voavam a uma mansão imortal junto aos deuses, é possível que considerassem que essa mansão estivesse localizada na Sirius “B”. 

Fonte, entre outras: NASA Astrophysics Data System/ Astronomy and Astrophysics, v.299, p.621 Is Sirius a triple star? Authors: Benest, D. & Duvent, J. L.). Revista Galileu 103. Visitado em 27 de setembro de 2010. 

Wikipédia. Dogon. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dogon. Acesso em 28. Out. 2015. 

Walter Passos. As nações antigas incluindo os hebreus israelitas - 1ª parte. 2009. Disponível em:
http://cnncba.blogspot.com.br/2009/12/as-nacoes-antigas-incluindo-os-hebreus.html. Acesso em 01 set. 2015.
   

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