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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Historiadores admitem: os antigos impérios africanos de Gana, Mali e Songhay já haviam desenvolvido sociedades científicas, antes dos europeus.


Esta é uma verdade escondida, que merece ser publicamente declarada e ensinada: "enquanto antigos impérios africanos tinham desenvolvido sociedades científicas, as moradias dos governantes europeus, naquele tempo, eram melhores apenas que os estábulos africanos".


Isso está escrito em: “Uma história do Desenvolvimento Intelectual da Europa”, publicada em 1864, por J.S.Drape, ao mencionar o desenvolvimento social organizado dos mouros (negros), que poderiam ter minimizado os projetos das moradias da Alemanha, França e Inglaterra, cujas construções eram semelhantes aos estábulos, daquilo que socialmente, os mouros solidificaram.


Mais uma vez, batemos na mesma tecla, que infelizmente, para alguns, é ainda novidade, isto é, que o povo africano realizou grandes invenções, e trouxe desenvolvimento às ciências, ao longo da história humana, principalmente na antiguidade (em épocas em que a Europa ainda estava na era da escuridão). Isso mesmo, os africanos antecederam em muitos séculos o desenvolvimento europeu. Pelo menos é o que dizem alguns especialistas. Vejam:


"Pessoas agora esquecidas, descobriam os elementos das artes e da ciência, enquanto outros ainda eram bárbaros" (Count C. Volney). Nota: o respeitadíssimo historiador Volney falava dos esquecidos (africanos) e dos bárbaros e selvagens da época (europeus). O brilhante historiador ressalta ainda, que: “uma raça de homens agora rejeitada pela sociedade, por sua pele escura e seu cabelo enroscado, cimentou no estudo das leis da natureza esses sistemas civis e religiosos, que ainda governam o universo”.


Temos então, a triste constatação: “infelizmente, os livros didáticos de Ciências mais difundidos, não mencionam a contribuição dos cientistas negros, para a qualidade de vida da humanidade, perpetuando assim, a educação nos moldes europeus” (Josemir Tadeu de Souza). Dito isso, Josemir indica o livro "Cientistas e Inventores Negros", de Ava Henry e Michael e Williams -BIS Publications, pensado para ser usado por crianças de entre 7 e 16 anos, na tentativa de minimizar o problema.


Parafraseando os autores do livro citado: esperamos que os pais e professores ajudem as crianças, nesta tarefa de conhecimento e descoberta, num mundo, onde ainda é difícil, inclusive na era digital, reconhecer os inventores e cientistas negros, que mudaram a história.


Sugerimos também, o livro “Negros e negras inventores, cientistas e pioneiros” de Carlos Eduardo Dias Machado.

 
Então, precisamos reconhecer que: com o decorrer da história, os europeus (e o mundo) cuidaram ‘de enterrar’ muitas verdades.


Ainda segundo Josemir Tadeu: o Dr. John Henrik Clarke, um historiador afro-americano, menciona e faz questão de reiterar que: “as distorções devem ser admitidas, a história do mundo não se deu após o surgimento dos europeus, e o mundo jamais esteve à espera dos europeus, para que a luz irrompesse forte, clareando o Todo".


De fato, grande parcela de historiadores já aceita que os antigos impérios africanos de Gana, Mali e Songhay, já haviam desenvolvido sociedades científicas, antes dos europeus alcançarem o desenvolvimento.


E o Dr. Clarke é apoiado pelo estudioso e explorador alemão Leo Frobenius, em sua principal obra, UND AFRIKA SPRACH, publicada em 1910. Segundo o autor, “antes das invasões estrangeiras, os africanos não viviam em grupos pequenos, mas em comunidades de 20 mil ou 30 mil habitantes, cujas estradas estavam escoltadas por esplêndidas avenidas de palmeiras, plantadas a intervalos regulares e de uma maneira ordenada”.


Grande susto, levou, recentemente, o jornalista britânico de TV Jonh Snow, notabilizado por seu conhecimento da África, da década de 1970, quando encontrou numa biblioteca em Tombuctu   ( Mali ), pilhas de livros fechados há mais de 500 anos, fato por ele mesmo narrou, ao vivo, para as tvs de todo o mundo.


Então, é muito cômodo pensar que, foram os europeus que forneceram os livros para o Continente Africano, quando, na verdade, as evidências e provas encontradas e reunidas pelo jornalista, demonstram exatamente o contrário. Segundo Snow, foram os africanos, que tiveram acesso aos livros, encaminhando-os logo após, para os europeus. E, os documentos demonstraram claramente, que as primeiras universidades da Europa foram fundadas muito tempo após a Universidade de Sankore, em Tombuctu, cujos professores eram todos genuinamente africanos.


Até no antigo Egito, que era essencialmente um império negro, cuja grande glória tem se atribuído com malícia aos árabes, encontramos uma total falta de honra ao mérito negro. Eles (os egípcios) foram os que iniciaram o caminho das ciências, foi o que admitiu Sir J. G. Wilkinson, em seu livro “Os Antigos Egípcios” (1854) ao dizer: “os antigos egípcios possuíram um considerável conhecimento da química e do uso dos óxidos metálicos...”.

 

No livro “Antigo Egito: a Luz do Mundo” (1907), de Gerald Massy,  é dito que Imotep, conforme já vimos em postagem neste blog, foi o verdadeiro “pai da medicina” e não o médico grego Hipócrates. Este médico egípcio viveu aproximadamente em 2300 a.C. Hipócrates viveu dois mil anos depois de Imhotep. Veja as postagens: “O Legado Roubado - Stolen Legacy (livro)”, do dia 26 de julho de 2015, e: “Imhotep - o egípcio - um homem negro - é o verdadeiro pai da medicina”, do dia 18 de outubro de 2015.



De fato, documentos mostram que, tanto a Grécia quanto Roma tomaram seus conhecimentos de medicina de Imhotep, que era venerado em Roma, como o “Príncipe da Paz, na forma de um homem negro”. Mas, não somente a medicina foi tomada (roubada dos africanos), a filosofia, a religião...também.


Nos legaram até mesmo a religião? Sim. Arthur Weigall (em Personalidades da Antiguidade, publicado em 1928) admite que Akenaton, o monarca negro do antigo Egito, foi a primeira pessoa a predicar a crença num Deus todo-poderoso, todo amor.


“Nos primeiros anos de seu reinado - escreve Weigall - quando ainda era um rapaz, Akenaton promulgou uma doutrina, que estava em seu aspecto exterior, um culto dedooder invisível e intangível, chamado Aton. Fazia-se visível para a humanidade na luz do sul, geradora de vida, mas, em seu significado mais profundo, simplesmente, era a crença num único Deus, todo-poderoso, pai de todas as criaturas viventes, e por quem todas as coisas tinham sua razão de ser”.


Sobre Akenaton, J. A. Rogers (“os grandes homens de cor do mundo”) escreveu: “Séculos antes do rei Davi, ele escreveu salmos tão bonitos como aqueles do monarca judeu. Trezentos anos antes de Maomé, ele ensinou a doutrina de um só Deus. Três mil anos antes de Darwin, ele se deu conta da unidade que atravessa todas as coisas vivas”. 

Quando Akenaton predicava sua crença num só Deus todo-poderoso, era considerado um herético, mas, na modernidade, a crença num Deus onipotente, tão cara para cristão, judeus e muçulmanos, na verdade é uma consequência do pensamento de Akenaton, cujas origens são muito anteriores à era judaico-cristã.


E para por aqui? Não. O que dizer da moral e leis?


Segundo Planudes o Grande, no século 14, um frei, a quem devemos a forma atual das fábulas de Esopo (que viveu no século VI a.C), descreveu-o (o aspecto físico de Esopo) como: “com lábios grossos e pele negra”. E a influência de Esopo, no pensamento e na moral ocidental, é profunda.


Então, devemos concordar com Thomas Hodgkins, um historiador britânico, ao dizer que: “Quando as pessoas falam, como ainda algumas vezes o fazem, sobre a África do sul do Saara como um continente sem história, o que eles realmente dizem é que essa porção da África tem uma história da que nós, os ocidentais, somos deploravelmente ignorantes…”



Fontes:


Josemir Tadeu de Souza. Evidências históricas...2010.Publicação eletrônica em:


Alguma vez um negro inventou alguma coisa? Publicação eletrônica. Do artigo publicado em Cientistas Negros e Inventores e editado no Reino Unido por BIS Publications. Ava Henry e Michael Williams. Ver em: http://correionago.com.br/portal/alguma-vez-um-negro-inventou-alguma-coisa/.




2 comentários:

  1. Bom,há estátuas de cabeças de negros na América Central,que os indígenas,Maias e Astecas chamam de povo puma,devido sua semelhança com o felino de ´pelo negro.Chegaram em barcos ,hora,no mínimo ´possuiam tecnologia e conhecimento técnico para cruzar oceano.Daí fica uma dica pra se estudar melhor povos antigos,e,no caso dos Africanos quais suas inflluências naerraneo Europa e principalmente no Mar Mediterrâneo.

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