Menu Suspenso

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A presença dos Fenícios no Brasil


Em algumas postagens mostramos que, os primeiros habitantes do continente americano eram negros (Olmecas). O historiador Walter Passos mostrou em seu blog, a saga do rei Abubakari II, que denota a chegada de africanos, na América, antes de Colombo. E já mostramos também, que os hebreus eram negros e índios, e chegaram a este continente, muito antes dos índios provenientes da Mongólia (que aqui chegaram, através do estreito de Bering). Então, relatar a presença dos fenícios, no Brasil, não é algo extraordinário, como veremos, e como atestam alguns especialistas. 

Então, que povo era este?

Fenícia foi uma civilização da antiguidade, cujo epicentro se localizava no norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. Este território tinha a leste, ao norte e ao sul, respectivamente, as populações assírias, persas e egípcias.

Vamos aproveitar e perguntar: os fenícios eram negros?


Provavelmente sim. Em outra postagem, iremos traçar uma linha genealógica, de Noé até os fenícios, para provar que este povo era negro. 

Antes de relatar a chegada deste povo ao Brasil, convém explicar um pouco de sua história. 

Trata-se de uma civilização, cuja cultura comercial marítima foi muito forte. Mas, eles não construíram um império, como seus contemporâneos egípcios e mesopotâmicos, e sim cidades autônomas e independentes, controladas por uma elite mercantil. Por isso, não se conhece com exatidão, a que ponto os fenícios viam a si próprios como uma única etnia; porque as suas fronteiras antigas eram incertas e inconstantes. 


Acredita-se que, o alfabeto grego é baseado no alfabeto fenício, bem como os alfabetos aramaico, hebraico e arábico. Esse antigo alfabeto pertencia ao grupo canaanita, da família linguística semita. 

Sobre o termo fenício, ele faz referência a uma das matérias primas, que este povo mais comercializava, em suas jornadas marítimo-comerciais - as tintas (púrpura/carmesim). Já para alguns, o termo (fenício) teria sido emprestado do egípcio antigo Fenkhu (Fnkhw), que quer dizer: "povo sírio". 

A região habitada pelos fenícios era conhecida como Kina'ahu. Nas tabuletas de Amarna, do século XIV a.C., os fenícios eram chamados de Kenaani ou Kinaani ("canaanitas"). 

Este povo, juntamente com os cananeus eram conhecidos como os sidônios ou tírios. 

Curiosidade bíblica: o fenício Hirão foi associado com a construção do Templo de Salomão: 

“Em II Crônicas 2:14 encontramos esta história — "o filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmezim, e é hábil para toda a obra do buril, e para toda a espécie de invenções, qualquer coisa que se lhe propuser...”


Teoria da presença de fenícios no Brasil:

Nos anos 350 a.C., os cartagineses cunhavam moedas em ouro, com uma imagem no reverso, que muitos julgam representar o mar mediterrâneo, com o continente americano a oeste

Se era o continente americano, de fato, ou não, não sabemos, mas, diversos autores (Ludwig Schwennhagen, Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, Robertus Comtaeus Nortmannus, Georg Horn, Frederic Ward Putnam,Zelia M. M. Nuttall, Howard Barraclough Fell)...) defendem que, o Brasil foi visitado pelos fenícios, na antiguidade. As provas disso, encontramos nos diversos registros na forma de inscrições e artefatos.Vejamos alguns exemplos:


Cópia do texto da Pedra de Paraíba enviado em 1872.




Inscrição da Pedra Lavrada, Jardim do Seridó, Rio Grande do Norte, por Francisco Soares Retumba.



Alguns autores apresentam semelhanças existentes entre as línguas indígenas do Brasil e da América, com as línguas semitas. Outro argumento apontado, em favor da teoria de que os fenícios estiveram no Brasil, é a semelhança existente entre as tradições indígenas brasileiras (mitologia tupi-guarani), com as do mediterrâneo. 

Será que estes autores conhecem a teoria que fala da chegada dos hebreus às Américas? Veja a postagem que cita outros povos negros, e sua chegada neste continente. O título é: "os primeiros povos das américas eram negros, provenientes de chineses negros (dia 24 out. 2015).

Schwennhagen cita a estadia dos fenícios, em terras tupiniquins, em sua obra sobre a história antiga do Brasil. O autor baseia-se em inscrições antigas, tidas como evidências contundentes, em que a maior parte é composta de letras do alfabeto fenício, e da escrita demótica do Egito, havendo também, inscrições com letras da escrita sumérica (é dito que, a língua tupi pertenceria à grande família das línguas pelasgas, ramo da língua sumérica), por fim, há antigas escritas babilônicas, e também letras gregas e latinas em diversos pontos de nosso Brasil (é o que dizem, eu não estive lá para ver).

Schwennhagen cita Diodoro Sículo, História Universal, Livro 5º, Cap.s 19 e 20, como o relato da primeira viagem de uma frota de fenícios, que atravessou o Atlântico, e chegou às costas do Nordeste do Brasil, utilizando as correntes marítimas, que são propícias para a travessia. 

Uma obra mais polêmica, de Onfroy de Thoron (publicada em 1869, em Gênova) trata de viagens das frotas do rei Hirão de Tiro, da Fenícia, e do rei Salomão, da Judeia, no Rio Amazonas, nos anos de 993 a 960 a.C.

A obra de Silva Ramos descreve inscrições do Brasil e da América, que são comparadas com inscrições semelhantes, provenientes dos países do velho mundo (de fato há  homogeneidade entre as escritas).

Schwennhagen relata que, os tabajaras se autodenominavam o povo mais antigo do Brasil, e por isso eram chamados de “tupinambás”, homens da legítima raça tupi...É  dito também, que, sete tribos da nação tupi residiam em um país chamado Caraíba, um grande pedaço de terra firme, localizado onde hoje fica o mar das Caraíbas...Eles eram conhecidos como Caris, e eram ligados aos povos cários, da Cária, no mediterrâneo. Diz, ainda, o autor, que, o continente americano é a lendária ilha das Sete Cidades, e que a palavra tupi significa “filho ou crente de Tupã”.

Schwennhagen cita também, Varnhagen - Visconde de Porto Seguro - em História Brasileira, para confirmar a tradição de uma migração dos Caris-Tupis, de Caraiba para o norte do continente sul-americano, tradição que sobrevive ou sobrevivia ainda, entre o povo indígena da Venezuela. Ele relembra o padre Antonio Vieira, que afirmava: os tupinambás e os tabajaras contaram-lhe que, os povos tupis migraram para o Norte do Brasil, pelo mar, vindos de um país não mais existente. O país Caraíba teria desaparecido progressivamente, afundando no mar, e os tupis teriam se salvado, rumando para o continente. 

A religião tupi teria aparecido no Norte do Brasil, juntamente com os fenícios, e teria sido propagada por sacerdotes cários, da ordem dos piagas. Os piagas (de onde deriva pajés) teriam fundado, no Norte do Brasil, um centro nacional dos povos tupis, denominado Piaguia, de onde formou-se o nome Piauí. Esse lugar era as Sete Cidades (hoje Parque Nacional de Sete Cidades). A Gruta de Ubajara teria sido obra de escavações para retirada de salitre que era comercializado pelos fenícios. A cidade de Tutóia no Maranhão teria sido fundada por navegadores fenícios, e pelos emigrantes da Ásia Menor, que chegavam aqui, em navios fenícios. 

Em 1872, Joaquim Alves da Costa encontrou inscrições gravadas em uma pedra, em “Pouso Alto, às margens do Paraíba”. O francês Ernest Renan afirmou que as inscrições eram de fato, fenícias, de idade de 3000 anos.

Quase um século depois, nos anos 1960, nos EUA, o prof. Cyrus H. Gordon, da Universidade Brandeis, em Boston, reconhecida autoridade em línguas mediterrâneas, confirmou que as inscrições brasileiras são fenícias. Ele traduziu as inscrições (Cyrus H. Gordon é outro reconhecido proponente desta teoria, da presença de fenícios no Brasil).
  
A tradução diz:

"Somos filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem, aos deuses e deusas, exaltados no ano de 19 de Hirão, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber, no mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar, juntos, por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (África), mas, fomos separados por uma tempestade, nos afastamos de nossos companheiros e, assim, aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia, que eu, o almirante, controlo. Mas, auspiciosamente os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor".

Alguns epigráficos consideram estas inscrições como sendo falsas, outros porém, defenderam sua autenticidade, esses últimos são: Cyrus Gordon (1967), L. Deleat (1969), Lienhard Oelekat (1968), Alb Van Den Branden (1968).

Especula-se que, a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, seja uma esfinge fenícia. 

Em 1º de janeiro de 1502, os portugueses chegaram a um local, no Brasil, que achavam ser a foz de um grande rio, dando-lhe o nome de Rio de Janeiro. Na vista do relevo daquele lugar, uma elevação se erguia, a partir da beira do mar, e se destacava com seu topo de granito, a 842 metros de altitude. Por lembrar o formato das gáveas das caravelas, que eram plataformas nos topos dos mastros, de onde os navegadores buscavam avistar ilhas ou continentes no horizonte, acabaram por dar ao lugar o nome de Pedra da Gávea.

A singular forma da Pedra da Gávea lembra, mesmo que desgastada pela ação erosiva do tempo, um rosto enrugado, com longas barbas, e que pertence ao corpo de um leão montado no topo do morro (pelo menos é o que alguns dizem).

Essa suposta forma de uma antiga esfinge, teria deixou o rei português Dom João VI ainda mais curioso, quando um grupo de investigadores relatou a existência de estranhos sinais, medindo 15 metros de altura, por 4 metros de largura, entalhados na rocha do lado direito, da 'têmpora' da imensa figura 'humana'.

 
Em 1839, uma expedição liderada pelo historiador Manoel Araújo Porto Alegre teria confirmado a localização dos estranhos sinais.

Em 1928, o arqueólogo amazonense Bernardo da Silva Ramos publicou o livro 'Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica, Especialmente do Brasil', onde afirma que, os sinais são inscrições fenícias, cuja tradução para o português revela: "Tyro, Fenícia, Badezir, primogênito de Jethbaal". Em 856 Antes de Cristo, Badezir sucedeu o pai no trono da cidade de Tiro, capital da Fenícia, e reinou até 850 AC, quando desapareceu misteriosamente.

Teria esse curioso povo da antiguidade estado no Rio de Janeiro, e esculpido uma esfinge na Pedra da Gávea, para, ali, realizar sacrifícios religiosos, e sepultar seu rei Badezir, muito antes do século 1º da era cristã?

Outro achado curioso aconteceu nas margens do lago Pensiva, no Maranhão, onde foram encontrados estaleiros de madeira petrificada, com espessos pregos de bronze. O pesquisador maranhense, Raimundo Lopes encontrou utensílios tipicamente fenícios no lugar, na década de 1920. Na ilha de Marajó, foram encontrados tipos de portos tipicamente fenícios, parecidos com muralhas de pedras, iguais aos encontrados na costa do território da antiga Fenícia.

Como exímios navegadores de seu tempo, os fenícios fundaram importantes cidades como Lisboa, atual capital de Portugal, que era uma colônia fenícia e foi fundada há mais de 3 mil anos, sendo a 2ª cidade mais antiga da Europa, mais antiga do que Roma inclusive, só perdendo para Atenas. A palavra Lisboa é de origem fenícia e queria dizer "bom porto".

O antropólogo cultural e professor Francisco Otávio da Silva Bezerra, um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia, afirmou que, não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. No outro extremo das explicações, relativas aos mistérios sobre a Pedra da Gávea, os membros da Sociedade Brasileira de Eubiose definem o local como um ícone da presença fenícia no Brasil. 

Ambrósio Feliciano Brandão assinalou – no Diálogo das Grandezas do Brasil – que havia no estranho país, sinalizações de uma arte "mui antiga"

O coronel inglês Percy H. Fawcett, que acreditava na existência da "civilização remota do Y Brazil" - cujas sete cidades se alinhariam do Mato Grosso à Amazônia, em busca das "cidades perdidas" - ressaltava em seus escritos o aspecto mais fantasioso do mundo primitivo brasileiro que, desde o século XVI, deixou de ser um campo aberto à fantasia estrangeira: ocasião em que vieram as "missões estrangeiras" em busca do "El Dorado".

Entre o ceticismo e a crença de que os mistérios da Pedra da Gávea são marcos físicos e históricos que comprovam teorias sobre a presença fenícia nas américas, olhar para a forma tão particular da Pedra, a partir do oceano ou das areias da orla carioca, deixa a dúvida que, talvez, jamais seja esclarecida pelo simples fato de suas verdades plenas estarem perdidas em algum lugar muito além das primeiras páginas dos livros de História do Brasil, que definem o começo como sendo a chegada das 13 caravelas de Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro, em 22 de abril de 1500.

Veja mais informações, algumas imagens e referências bibliográficas, em: 






 


Veja outros vídeos sobre os fenícios, em:


Fontes:

Walter Passo. A SAGA DO REI ABUBAKARI II - AFRICANOS NA AMÉRICA ANTES DE COLOMBO. 2010. Disponível em: http://cnncba.blogspot.com.br/search/label/Civiliza%C3%A7%C3%B5es%20Africanas. Acesso em: 29 out. 2015.

Fenícios. Publicação eletrônica. Disponível em: 
http://filosofandoehistoriando.blogspot.com.br/2009_08_01_archive.html. Acesso em: 29 out. 2015.

Wikipédia. Fenícia. Publicação eletrônica. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia. Acesso em: 29 out. 2015.

Cássio Ribeiro. OS MISTÉRIOS DA PEDRA DA GÁVEA.2008. Disponível em:

Wikipédia. Teoria da presença de fenícios no Brasil.2011. Disponível em:


2 comentários:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=HGvXGli-odQ&index=13&list=PLzYmN_ZgMFzberfmpfQVwL_yZCHokflf8#t=709.400689

    ResponderExcluir