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sábado, 31 de outubro de 2015

O povo Heteu (bíblia) pais dos Chineses e do Candomblé...

Sobre os Heteus, o povo Bantu, 
Candomblé e Orixás.

O segundo filho de Canaã foi Hete, o pai dos heteus (genealogia descrita na bíblia).

Os heteus ocuparam a terra de Canaã, em Hebrom, chegando à governar um grande império, centralizado na Ásia Menor, por mais de oitocentos anos. Eles teriam migrado, para a região, depois de sair de Canaã. Eles teriam também, sido derrotados, e absorvidos, por um grupo indo-europeu, na Ásia Menor. 


Diz-se que, eram um povo feio, de pele amarela, cujas feições mongólicas, foram fielmente reproduzidas, nos seus próprios monumentos, como também nos do Egito. Tinham olhos escuros, e cabelos pretos, formando rabichos, e estatura média. Eram pessoas acaçapadas e fortes. 

Segundo os historiadores, o povo heteu (Gn. 15:20) teve como local de fixação a Anatólia Central (do grego: Oriente), e ocuparam, durante alguns séculos, a região que se estendia desde o Eufrates (onde detinham uma vasta rota de comércio) até o Norte da Palestina.  

Fora das narrações bíblicas, tudo o que se conhece deste misterioso império dos heteus é fruto das investigações feitas nos monumentos do Egito e da Assíria, bem como, dos estudos das inscrições encontradas nas ruínas da Ásia Menor, o centro do seu poder setentrional. 

A capital dos Hititas era Hattusas, nas redondezas da atual cidade turca Bogazköy, ao norte da Turquia central, interior do Mar Negro. 

Um dado curioso sobre este povo: os heteus cujas leis estavam baseadas no código de Hammurabi, reconheceram uniões entre pessoas do mesmo sexo, e abrandaram a severidade do Código de Leis Babilônica (chamada Lei do talião). Eles possuíam normas de direito, nas quais estavam previstas penas pecuniárias (pagas com dinheiro), privação de liberdade e escravidão.

Muitos estudiosos dão crédito aos heteus, como sendo os primeiros habitantes da China. 

A.H. Sayce, um etnólogo bíblico, descreve os heteus como tendo pele amarela, já os chefes heteus tinham pele marrom, cabelos negros e olhos marrons escuros. Veja também, a postagem: “o povo africano khoisan – é o pai ancestral dos chineses”. Do dia 27 out. 2015.
Os heteus falavam uma língua Bantu (africana). 
Os Bantus ("bantos") constituem um grupo etnolinguístico, localizado na África subsariana, e que engloba cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes. A unidade desse grupo aparece de maneira mais clara, no âmbito linguístico, uma vez que essas centenas de grupos e subgrupos têm como língua materna, uma língua da família banta.

Lembram do bantu Patrice Lumumba, um ativista da causa negra, assassinado pelos americanos (é o que dizem , veja em : “Quem se lembra?”, do dia 28 jul 2015).

A palavra "bantu" é derivada da palavra ba-ntu, formado por ba (prefixo nominal plural) e ntu, que significa "pessoa" ou "humano".  Bantu = homens, seres humanos. Versões dessa palavra ocorrem em todas as línguas Bantus, incluindo o Zulu (Abantu). Vejam a postagem: “Onde estão Judá, Benjamim e Levi, atualmente?”, do dia 05 out. 2015.

Os bantus migraram, no continente africano, no sentido oeste-leste, desde os Camarões e o Gabão, às ilhas Comores; no sentido norte-sul, do Sudão à África do Sul, cobrindo toda a parte meridional da África, onde somente os bosquímanos e os hotentotes têm línguas de origens diferentes. De causa desconhecida, esta migração continuou até ao século XIX.  Essa migração originou vários cruzamentos (existem aproximadamente 500 povos Bantu). Assim, não podemos falar de uma raça Bantu, mas, sim, de povo Bantu.



Os bantos eram agricultores sedentários e já conheciam o uso do ferro. Esses avanços permitiram-lhes colonizar um amplo território, ao longo de aproximadamente quatro mil anos, forçando o recuo dos povos nômades. 

Os negros da África do Sul eram chamados "bantus", pelo regime do apartheid.  Lembram de Nelson Mandela? Veja também, as postagens: “o povo africano khoisan – é o pai ancestral dos chineses”, do dia 27 out. 2015; e “Onde estão Judá, Benjamim e Levi, atualmente?”, de 05 out. 2015; e "O fundador do budismo (Buda) era negro", de 23 out.2015. 

Na década de 1920, os sul-africanos, relativamente liberais, os missionários e a pequena intelectualidade negra começaram a usar o termo "bantus" e termos mais depreciativos (como "Kaffir"), para referir-se aos falantes bantus sul-africanos. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o  Partido Nacional governista (racista) adotou o seu uso, enquanto o crescente movimento nacionalista africano (e seus aliados liberais) adotaram o termo "negro", de modo que "bantus" tornou-se identificado com as políticas do Apartheid

Na década de 1970, o termo "bantus" estava tão desacreditado como uma designação etno-racial que, o governo do apartheid adotou o termo "preto", em suas categorizações raciais oficiais, restringindo-a à africanos que falavam idiomas Bantu, mais ou menos, na mesma época em que o Movimento da Consciência Negra, liderado por  Steve Biko (falaremos dele em outra postagem) e outros estavam definindo com o termo Black ("preto"), o conjunto de oprimidos sul-africanos (negrosmestiços e indianos).

Os bantus são caracterizados por uma tecnologia variada, uma escultura de grande originalidade estilística, uma incrível sabedoria empírica, e um discurso forte e interessante, com sinais de expressão intelectual.

Povo Bantu - nação do Candomblé.

Durante o período escracrocrata (séculos XVI à XVIII), a principal etnia  trazida para o Brasil foi a dos bantos, povo que naquele período, ocupava a maior parte do continente africano, situado ao sul do Equador, na região onde hoje estão localizados: o Congo, a República Democrática do Congo, Angola e Moçambique, entre outros. Lembram de Ana de Sousa, rainha Nzinga? falamos dela numa postagem.

Parece que a grande maioria dos bantos, que foram trazidos para o Brasil, cultuavam um deus supremo chamado de Nzambi , Nzambi Mpungu ou Anganga Nzambi,  e também a natureza deificada, personificada nas divindades chamadas Inquices. 

Assim que chegavam ao Brasil, os africanos escravizados eram logo submetidos à aculturação portuguesa, traduzida principalmente na catequese católica, em que eram batizados e recebiam um nome “cristão”, pelo qual seriam conhecidos, a partir daquele momento. Brilhante e sórdida ideia portuguesa: retirar a identidade dos escravos, anular em suas mentes a sua própria história (fato que até hoje produz efeitos, pois, quase nenhum afroamericano moderno, tem interesse de conhecer o continente-mãe, e não sabem que, este continente negro teve um passado de desenvolvimento cientifico, extraordinário). Os europeus fizeram a maldita obra de colocar na cabeça das pessoas, a ideia de que o continente africano não teve passado de glórias, fato que sabemos agora, que é mentira. 

Assim como os tupis (vejam a postagem do dia: 29 out. 2015, título: genealogia de Noé até os Fenícios), os bantos também tentaram preservar suas tradições religiosas no Brasil, adaptando suas crenças, às condições de escravidão, a que estavam submetidos.
A principal forma encontrada por este povo (a semelhança do que foi feito pelos tupis décadas antes) foi associar os santos católicos, aos seus deuses, no caso - os Inquices - de acordo com as características que ambos (santos e Inquices) possuíam em comum. Foi, a partir deste sincretismo, ocorrido no interior das senzalas, a partir do final do século XVI, que nasceu a primeira manifestação sincrética religiosa em solo brasileiro. O resultado do sincretismo banto-católico (no Brasil) produziu o Calundu. Nome originado da palavra banto calundu, que até o século XVIII, foi utilizada para designar, genericamente, a manifestação de práticas africanas, relacionadas à danças e cantos coletivos, acompanhadas por instrumentos de percussão, nas quais ocorria a invocação e incorporação de espíritos, mais a adivinhação e curas, por meio de rituais de magia. 

O Calundu era organizado basicamente em torno de seu chefe de culto, e englobava uma grande variedade de cerimônias, que associavam elementos bantos (atabaques, transe mediúnico, banhos de ervas, trajes rituais, sacrifícios de animais), católicos (cruzes, crucifixos, hóstias, anjos e santos) e crenças espiritualistas europeias (adivinhação por espelhos, espíritos que transmitem mensagens através de objetos).  Por causa disso é possível afirmar que, cada unidade de culto do Calundu era único, diferindo dos demais, por um ou mais elementos ritualísticos.

Um dos relatos escritos mais antigos, sobre o Calundu, é o Compêndio narrativo do peregrino da América, obra do português Nuno Marques Pereira, publicada em 1728, no qual o viajante, ao indagar o dono da fazenda onde encontrava- se hospedado, o que seriam calundus, obteve a seguinte resposta: “São uns folguedos ou adivinhações que dizem estes pretos que, costumam fazer nas suas terras, e quando se acham juntos, também usam deles cá, para saberem várias cousas, como as doenças de que sofrem, e para adivinharem algumas cousas perdidas, e também para terem ventura em suas caçadas e lavouras, e para outras cousas.”

Pelo texto dos parágrafos acima, chama atenção a aparente tolerância ao Calundu, manifestada pelos proprietários de escravo. Muito provavelmente, essa atitude devia-se à crença deles de que, com essa prática, os africanos manteriam vivas, dentro da senzala, as rivalidades tribais existentes na África, o que dificultaria a formação de rebeliões ou fugas. 

É importante ressaltar que, apesar dessa tolerância, os aspectos ritualísticos do Calundu, ligados à magia e à incorporação de espíritos, eram freqüentemente combatidos por serem consideradas coisas malignas, surgindo daí a expressão - magia negra - para designar a magia voltada para o mal, que na mentalidade da época, era “coisa de negro”.

O Candomblé surge com base no fortalecimento das tradições religiosas bantos, preservadas no sincretismo do Calundu com assimilação de algumas poucas práticas indígenas, que sobreviviam nos quilombos, e nas aldeias indígenas dos arredores. É interessante notar a importante relação de ajuda mútua, que existia entre as Casas de Candomblé, e os quilombos que se localizavam mais próximos das zonas urbanas. Devido à servirem como moradia, e também como locais de culto, as Casas de Candomblé se estruturam com base nas famílias-de-santo, que estabeleceu entre seus adeptos uma espécie de parentesco religioso.



Os Sudaneses e os Orixás

A partir da década de 1840, intensifica-se o tráfico de escravos, da etnia sudanesa, originada principalmente, da África Ocidental, na região onde hoje estão localizados: a Nigéria, o Benin, o Togo e Gana. E é formada pelos povos iorubá, ewe, fon e mahin, entre outros.

Lembram de Luísa Mahin? Veja a postagem: “Luísa Mahin, a guerreira africana, que quase foi rainha de Salvador”. Do dia 20 out. 2015.

À semelhança do que ocorreu com a etnia banto, muitos escravos da etnia sudanesa ficaram conhecidos como mina, em virtude do porto em que embarcavam na África: São Jorge da Mina, rumo ao Brasil.

Apesar de inicialmente, muitos terem ficados conhecidos como mina, ao longo do século XIX, os escravos da etnia sudanesa passaram a serem conhecidos sob nova nomenclatura, devido à rivalidade e a diferença cultural existente entre os povos iorubá e ewe/fon, que foi transportada da África, para o Brasil. Dessa forma, o povo iorubá passou a ser conhecido, no Brasil, como mina-nagô ou nagô, enquanto os povos ewe, fon e mahin ficaram conhecidos como mina-jeje ou jeje, termo este que, advém do iorubá adjeje, que significa estrangeiro, forasteiro; e era usado de forma pejorativa, pelos iorubas, para designar as pessoas que habitavam a leste de seu território, na África.

Os nagôs que foram trazidos para o Brasil tinham como idioma  - a língua ioruba - e cultuavam um deus supremo, chamado Olorun ou Olodumaré, e a natureza deificada, personificada nas divindades chamadas Orixás.

Apesar de na África, existirem cerca de 400 Orixás, a grande maioria deles era cultuada em poucas cidades, aldeias ou tribos, sendo raros os que possuíam um culto, em várias localidades.

Os jejes, que foram trazidos para o Brasil, cultuavam uma divindade suprema chamada Mawu, além da natureza deificada personificada nas divindades chamadas Voduns.

Apesar de, na África, existirem cerca de 450 Voduns, e a exemplo do que ocorreu com os Orixás, a grande maioria deles era cultuada em apenas uma cidade, aldeia ou tribo, sendo poucos os que possuíam um culto em várias localidades.

Assim, como ocorreu com os bantos, os escravos sudaneses trouxeram para o Brasil, parte de sua cultura, e de suas crenças religiosas, que foram pouco a pouco levadas para dentro de algumas manifestações, através do sincretismo religioso, especialmente nos quilombos. Muitas destas manifestações religiosas tinham base nas Casas de Candomblé...


Fontes:

Povo bantu Nação de candomble angola. Povo Bantu Texto retirado do Livro “Sincretismos Religiosos Brasileiros” de Renato Henrique Guimarães Dias. Disponível em: https://sites.google.com/site/candomblenacaoangola/povo-bantu. Acesso em 31 out. 2015. 

Wikipédia. Bantus. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bantus. Acesso em 31 out. 2015.

A Historia do Povo Bantu. Disponível em: http://inzonkongombila.no.comunidades.net/a-historia-do-povo-bantu. Acesso em 31 out. 2015.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Genealogia de Noé até os Fenícios (povos negros da bíblia).


 
Noé é considerado nosso pai (de toda a humanidade moderna). Há quem diga que nele encontram-se as três raças básicas da humanidade. Ele teve três filhos: Can, Sem e Jafé. Segundo William Dwight McKissic, o nome Can significa “escuro ou negro”, Sem significa “pardo ou cor de oliva”, e Jafé significa “claro ou loiro”.
Segundo McKissic (um proeminente antropólogo), Can é considerado o pai ancestral dos negros, mongóis e índios, Sem é considerado o pai ancestral dos Semitas (árabes e judeus); e Jafé é considerado o pai ancestral dos caucasianos.
Talvez você pergunte: como de um só homem poderiam surgir três etnias tão distintas?
De acordo com Burnett Hanson, isso é possível. Para isso acontecer, Noé ou sua mulher teria de ter pele escura, ou ambos. As pessoas de pele escura podem, e frequentemente produzem uma prole de pele clara; entretanto, é geneticamente impossível, para as pessoas de pele clara produzirem filhos de pele escura.
Segundo H.G. Wells (um importante historiador), “possivelmente, as raças mais antigas dos homens eram todas pardas ou negras, e a alvura seja nova”.

Arthur C. Custance, Ph.D. (Antropologia) parece concordar com o Dr. Hanson, no seu livro, “Noah’sThree Sons” (Os Três Filhos de Noé), ao dizer que, “é possível que Can tenha sido um mulato. Na verdade, o seu nome significa “escuro”, e talvez se referira à cor de sua pele”.
Na verdade, o berço da humanidade está na África, então, Adão era negro.

Can era negro. E, quem foram os filhos de Can? De acordo com Gênesis 10:6, Can tinha quatro filhos: Cuxe, Mizraim, Pute e Canaã. Os camitas eram pessoas, que seriam classificadas como negras ou negroides.
Cuxe foi o progenitor do povo etíope. As palavras “Etiópia” (Gênesis 2:13) e “Cuxe” (Gênesis 10:6) são usadas, alternadamente, nas Escrituras. A palavra “Cuxe” é uma palavra hebraica, que significa “preto”. Etiópia é uma palavra grega, que significa “um homem com uma face queimada (sol) ou preta”. Uma inscrição descoberta na Etiópia, em 1914, tem a palavra “Qevs” ou “Kesh” grafadas. Disso, alguns estudiosos concluem que, a palavra “Kuxe” ou “Cuxe” originou-se da Etiópia, e não do Egito, nem de Israel. A palavra grega para queimado era “ethios”, e a palavra para face era “ops”, assim “ethios” mais “ops” se tornou Etiópia.

Diodorus Siculus relatou que: “os etíopes se consideravam a nação mais antiga, do que qualquer outra nação”. “Herodotus, o pai da história, atesta que, os etíopes eram o povo que mais viveu”. Uma mulher da corte de Salomão descreveu a si mesma como negra e linda (Cantares de Salomão 1:5). Moisés casou-se com uma mulher etíope (Números 12:1). A Escritura descreve os etíopes como escuros e altos (Jeremias 13:23; Isaías 45:14; Isaías 18:1,2,7).
Já vimos na publicação intitulada: Tudo começou na Babilônia, do dia 01 de setembro de 2015. Etiópia era o antigo nome da África. De acordo com Homer e Herodotus, os habitantes dos seguintes territórios: Sudão, Egito, Arábia, Palestina, Ásia Ocidental, e Índia eram etíopes. O Dr. Du Bois afirma que o Egito era uma colônia dos etíopes. Há pirâmides na Etiópia, que se rivalizam com as pirâmides do Egito. Os cusitas ou cuxitas (etíopes) foram os fundadores da civilização da Mesopotâmia.

 
Sobre o segundo filho de Can, Mizraim.
A palavra “Misraim” significa “filhos do sol”, e é traduzida na Revised Standard Version - bíblia - como “Egito”. Fausset também mostra que, os egípcios eram de origem “negra”. John G. Jackson, uma reconhecida autoridade da história da África, relata que: “os antigos habitantes dessa terra africana chamavam o país de Khem, ou Kam, ou Ham, que significa, literalmente, “a terra negra”; e eles se auto denominavam de Khemi , Kamitas, ou Camitas, significando, portanto, “o povo negro”.

Herodotus visitou o Egito, cerca de 500 a.C, e relatou: É certo que os nativos desse país são negros... Eles são de pele negra e têm cabelo lanoso. Lerone Bennet Jr., um historiador contemporâneo, anotou: “nas suas pinturas, os antigos egípcios se retrataram em três cores: negra, marrom avermelhado e amarelo”.
Mark Hyman – historiador - revela documentação científica referente à afiliação étnica dos egípcios: “foi feito um teste de melanina da pele de uma múmia egípcia... a melanina provou que os egípcios eram negros”. O egiptólogo e historiador Cheik Anta Diop provou isto. Veja a postagem: (01) Os Egípcios da antiguidade eram negros, e isso pode provar que Jesus Cristo também era, do dia 23 de julho de 2015.

Os Salmos referem-se ao Egito como a terra de Can (Salmos 78:51; 105:23, 26-27; 106: 21-22). O nome “Can” é derivado do nome egípcio “Kam”, que é a palavra mais significativa para “negro” ou “negróide”.
Continuando com a árvore genealógica:

Can teve filhos : Cuxe (Etiópia) Mizraim (Egito), Pute (Líbia) e Canaã (Palestina).
Os Filhos de Cuxe:

A Escritura diz que os filhos de Cuxe foram Sebá, havilá, Sabtá,,Raamá e Sabetcá, e os filhos de Ramá são Sebá e Dedã (Gênesis 10:7,8). Esses descendentes de Cuxe estabeleceramse  no Sul da Arábia, Norte da Arábia, Etiópia, Egito e Golfo Pérsico. Em Isaías 43:3, o nome Sebá está junto com a Etiópia, e em Salmos 72:16 é Sabá.
Sabá tem sido identificada como o Sul da Arábia e com a Etiópia. Os povos chamados sabeanos (descendentes de Sebá) são conhecidos na Arábia e na Etiópia. Havilá (Gênesis 2:13) é a primeira terra mencionada nas Escrituras (excluindo o Éden), e a Etiópia é a segunda terra mencionada nas Escrituras (Gênesis 2:13). I Samuel 15:7 coloca Havilá perto do Egito (as vezes nos esquecemos de que o Egito está no continente africano). Raamá, Sabtá e Sabetcá se estabeleceram ao Sul da Arábia. Dedã se estabeleceu no Norte da Arábia e no Golfo Pérsico.
A presença histórica e indígena do negro no Sul da Arábia, e em outras áreas da Ásia é bem documentada nas Escrituras, e na História. O Dr. Du Bois afirma: “Os árabes eram parentes muito próximos dos negros, para terem uma semelhança de cor tão próxima”. O Dr. Custance ligou os árabes do Sul, e os etíopes, linguisticamente; eles falavam uma língua não semita. Emmet Russel ligava o Sul da Arábia, e a Etiópia, politicamente. Herodotus ligava essas áreas, etnicamente. II Crônicas 21:16 liga a Arábia do Sul e a Etiópia, geograficamente. Josephus nos diz que a rainha de Sabá governou sobre a Etiópia e o Egito. O comentário Keil-Delitzsch nos diz que, o filho de Cuxe, Sabtá, era dos etíopes que habitaram Hadramaut, no Sul da Arábia, e parecia muito distintamente negróide. Allen P. Ross nota: “Os cushitas se estabeleceram na Arábia do Sul, e nos dias atuais, no Sul do Egito, no Sudão, e no Norte da Etiópia... Sabtá, antiga Hadhramaut, ficava na praia oeste do Golfo Pérsico”. A arqueologia confirma uma presença antiga do negro nas áreas já mencionadas.
Nimrod

Quem foi Nimrod? De acordo com as Escrituras, “este começou a ser poderoso na terra (Gênesis 10:8). Phillips declara: “Ele se tornou o primeiro imperialista do mundo e construtor de império”. Em Gênesis 10:9, Moisés registrou que Nimrod era “um poderoso caçador diante da face do Senhor”. O Dr. J. Vernon McGhee nota que, Nimrod não foi somente um conquistador de animais, mas, também de homens. O nome “Nimrod” significa “subjugar” “corajoso” e “rebelde”... Nimrod, o neto de Can e filho de Cuxe, foi o primeiro líder mundial. Alexandre Hislop, um antiquário europeu, reconhece que, Nimrod foi negro; “Agora Nimrod, como filho de Cuxe, era escuro, em outras palavras, era um negro”. Hislop também diz que, Nimrod foi adorado como um deus, em todo o mundo antigo, incluindo a Grécia, até o cristianismo se tornar a religião proeminente.

Sinar (Suméria)
Onde Nimrod governou? A Escritura diz: “E o princípio do seu reino foi Babel e Ereque” (Gênesis 10:10). Esses são claramente lugares da Mesopotâmia, localizados perto dos rios Tigre e Eufrates. Essa área era originalmente conhecida como: “a terra de Sinar” (Gênesis 10:10; 11:2). De acordo com o International One Volume Commentary of the Bíble, Sinar é provavelmente a forma hebraica de Suméria.

A Escritura claramente ensina que, após o dilúvio, toda a terra tinha uma mesma língua, e estabeleceramse na terra de Sinar (Gênesis 10:10, 11:1). William Halo e William Kelly Simpson, professores de história antiga na Universidade Yale, relatam no livro The Ancient Near East, que Sinar tornouse a primeira área a produzir a civilização, em todos os seus atributos essenciais. “A área em questão [o extremo sul da Mesopotâmia] pode agora ser chamada Suméria, e os seus habitantes sumérios”.
Certamente outros grupos raciais habitavam em Sinar; entretanto, o grupo dominante era negro. No quadro genealógico registrado em Gênesis 10, nós descobrimos que Can teve 30 descendentes, Sem teve 26, e Jafé teve 14. Consequentemente, é fácil entender porque o grupo dominante em Sinar era negro. Mas, enquanto todas as pessoas da terra estavam unidas sob Nimrod, eles tentaram construir uma torre. Lembre-se que, o reino de Nimrod começou em Babel (Gênesis 10:10).

Após a dispersão de Babel, os filhos de Jafé fizeram a jornada, para o Norte (Europa); os filhos de Sem espalharamse nomadicamente, através do Oriente Médio; e os filhos de Can mudaram-se para o Sul da Arábia, África e Índia.
Entretanto, os três grupos raciais continuaram a ser representados em Sinar, mais tarde chamado de “Babel” ou “Babilônia”, em memória do local onde o ETERNO confundiu as suas línguas. O grupo dominante de pessoas em Sinar foram os Cusitas. O bem conhecido estudioso da Escritura Merril F. Unger argumenta que, a Mesopotâmia do sul (Babel) era o nome original dos Cusitas.
A Escritura coloca Sinar na família de Can, no quadro genealógico geográfico de Gênesis 10. De acordo com Halo e Simpson, os sumérios referiam-se a si mesmos como: o “povo de cabeça negra”.Runoko Rashidi, em um artigo intitulado: “Mais Luz na Suméria, Elão e Índia”, afirma: “Os sumérios chamavam a si mesmos de o povo de cabeça negra, e os seus mais poderosos  líderes, como Gudéia de Lagash, consistentemente escolhiam pedras muito escuras, e preferivelmente pretas, para as suas representações em estátuas”. Quando os povos semitas ganharam o controle da Suméria, cerca de 2.350 a.c., sob Sargão, ele se gabou: “As pessoas de cabeças negras a quem eu governava”...
Assur (Assíria)

Assur, o último descendente de Cuxe, que foi mencionado em Gênesis 10, foi o fundador da Assíria. Clem Davies, no seu livro intitulado: The Racial StreamsofMankind, argumenta que os assírios eram mulatos. Assur foi o construtor da grande cidade de Nínive, e era do reino de Ninrode. Assur também construiu Reobote-Ir, Calar e Resen (Gênesis 10:11,12), todas, grandes cidades da antiguidade, localizadas na Babilônia. O Dr. Du Bois assegura que, havia uma forte linhagem negra, entre o povo assírio.

Os Filhos de Mizraim (Egito)
O segundo filho de Can, “Egito”, produziu oito filhos denominados: Ludim, Anamim, Leabim, Naftuim, Patrusim, Casluim, Filisteu e Caftorim (Gênesis 10:14). Seis dos filhos de Mizraim estabeleceram-se no Norte da África, Caftorim estabeleceu-se em Creta, e Filistim eventualmente estabeleceu-se, na  ilha de Creta, ao Sul de Israel. A epístola de Paulo para Tito foi endereçada à ilha de Creta (Tito 1:5). Josephus nos diz que, os gregos eram denominados de “Filistim”- de Palestina. John Phillips nota que, a palavra “Filisteu” é derivada de uma raiz etíope. O Dr. H. Beecher Hicks afirma que, os palestinos têm uma linhagem genética com o povo negro. Na página de inicial do Dallas Morning News, em 11 de janeiro de 1988, aparecem fotos de crianças palestinas negras.

Sidom (Fenícios).
Canaã, o filho mais fecundo de Can, teve 11 descendentes (Gênesis 10:15-18). A Escritura diz que Sidom foi o primeiro a nascer. Sidom ficava  localizada no Líbano moderno.

Barco Fenício

Sidom e Tiro eram as bases do povo Fenício. Josephus e Agostinho, que eram ambos testemunhas oculares do mundo neo-testamentário, afirmavam que, o povo de Can ocupou Sidom, e os fenícios se consideravam cananitas. Os fenícios fundaram a grande cidade da antiguidade, chamada Cartago. O comentarista bíblico John Phillips reconhece que, “mesmo Cartago, a antiga rival de Roma, não era jafetista, mas, camita... os fenícios eram um povo cananita”.
Eis aí, a linha que liga Noé aos fenícios, que nos mostra toda uma imensa linhagem de homens negros, proeminentes na história humana e nas sagradas escrituras.

Este texto é uma obra de William Dwight McKissic, e tradução de Helen A. Hempel. Você pode ler a sua continuação em: http://ocaminho.tripod.com/Origens.htm.
O título do texto é: A ORIGEM DOS NEGROS. Os Negros e o Cristianismo. Publicado no site congregação israelita o caminho.

A presença dos Fenícios no Brasil


Em algumas postagens mostramos que, os primeiros habitantes do continente americano eram negros (Olmecas). O historiador Walter Passos mostrou em seu blog, a saga do rei Abubakari II, que denota a chegada de africanos, na América, antes de Colombo. E já mostramos também, que os hebreus eram negros e índios, e chegaram a este continente, muito antes dos índios provenientes da Mongólia (que aqui chegaram, através do estreito de Bering). Então, relatar a presença dos fenícios, no Brasil, não é algo extraordinário, como veremos, e como atestam alguns especialistas. 

Então, que povo era este?

Fenícia foi uma civilização da antiguidade, cujo epicentro se localizava no norte da antiga Canaã, ao longo das regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel. Este território tinha a leste, ao norte e ao sul, respectivamente, as populações assírias, persas e egípcias.

Vamos aproveitar e perguntar: os fenícios eram negros?


Provavelmente sim. Em outra postagem, iremos traçar uma linha genealógica, de Noé até os fenícios, para provar que este povo era negro. 

Antes de relatar a chegada deste povo ao Brasil, convém explicar um pouco de sua história. 

Trata-se de uma civilização, cuja cultura comercial marítima foi muito forte. Mas, eles não construíram um império, como seus contemporâneos egípcios e mesopotâmicos, e sim cidades autônomas e independentes, controladas por uma elite mercantil. Por isso, não se conhece com exatidão, a que ponto os fenícios viam a si próprios como uma única etnia; porque as suas fronteiras antigas eram incertas e inconstantes. 


Acredita-se que, o alfabeto grego é baseado no alfabeto fenício, bem como os alfabetos aramaico, hebraico e arábico. Esse antigo alfabeto pertencia ao grupo canaanita, da família linguística semita. 

Sobre o termo fenício, ele faz referência a uma das matérias primas, que este povo mais comercializava, em suas jornadas marítimo-comerciais - as tintas (púrpura/carmesim). Já para alguns, o termo (fenício) teria sido emprestado do egípcio antigo Fenkhu (Fnkhw), que quer dizer: "povo sírio". 

A região habitada pelos fenícios era conhecida como Kina'ahu. Nas tabuletas de Amarna, do século XIV a.C., os fenícios eram chamados de Kenaani ou Kinaani ("canaanitas"). 

Este povo, juntamente com os cananeus eram conhecidos como os sidônios ou tírios. 

Curiosidade bíblica: o fenício Hirão foi associado com a construção do Templo de Salomão: 

“Em II Crônicas 2:14 encontramos esta história — "o filho de uma mulher das filhas de Dã, e cujo pai foi homem de Tiro; este sabe trabalhar em ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmezim, e é hábil para toda a obra do buril, e para toda a espécie de invenções, qualquer coisa que se lhe propuser...”


Teoria da presença de fenícios no Brasil:

Nos anos 350 a.C., os cartagineses cunhavam moedas em ouro, com uma imagem no reverso, que muitos julgam representar o mar mediterrâneo, com o continente americano a oeste

Se era o continente americano, de fato, ou não, não sabemos, mas, diversos autores (Ludwig Schwennhagen, Bernardo de Azevedo da Silva Ramos, Robertus Comtaeus Nortmannus, Georg Horn, Frederic Ward Putnam,Zelia M. M. Nuttall, Howard Barraclough Fell)...) defendem que, o Brasil foi visitado pelos fenícios, na antiguidade. As provas disso, encontramos nos diversos registros na forma de inscrições e artefatos.Vejamos alguns exemplos:


Cópia do texto da Pedra de Paraíba enviado em 1872.




Inscrição da Pedra Lavrada, Jardim do Seridó, Rio Grande do Norte, por Francisco Soares Retumba.



Alguns autores apresentam semelhanças existentes entre as línguas indígenas do Brasil e da América, com as línguas semitas. Outro argumento apontado, em favor da teoria de que os fenícios estiveram no Brasil, é a semelhança existente entre as tradições indígenas brasileiras (mitologia tupi-guarani), com as do mediterrâneo. 

Será que estes autores conhecem a teoria que fala da chegada dos hebreus às Américas? Veja a postagem que cita outros povos negros, e sua chegada neste continente. O título é: "os primeiros povos das américas eram negros, provenientes de chineses negros (dia 24 out. 2015).

Schwennhagen cita a estadia dos fenícios, em terras tupiniquins, em sua obra sobre a história antiga do Brasil. O autor baseia-se em inscrições antigas, tidas como evidências contundentes, em que a maior parte é composta de letras do alfabeto fenício, e da escrita demótica do Egito, havendo também, inscrições com letras da escrita sumérica (é dito que, a língua tupi pertenceria à grande família das línguas pelasgas, ramo da língua sumérica), por fim, há antigas escritas babilônicas, e também letras gregas e latinas em diversos pontos de nosso Brasil (é o que dizem, eu não estive lá para ver).

Schwennhagen cita Diodoro Sículo, História Universal, Livro 5º, Cap.s 19 e 20, como o relato da primeira viagem de uma frota de fenícios, que atravessou o Atlântico, e chegou às costas do Nordeste do Brasil, utilizando as correntes marítimas, que são propícias para a travessia. 

Uma obra mais polêmica, de Onfroy de Thoron (publicada em 1869, em Gênova) trata de viagens das frotas do rei Hirão de Tiro, da Fenícia, e do rei Salomão, da Judeia, no Rio Amazonas, nos anos de 993 a 960 a.C.

A obra de Silva Ramos descreve inscrições do Brasil e da América, que são comparadas com inscrições semelhantes, provenientes dos países do velho mundo (de fato há  homogeneidade entre as escritas).

Schwennhagen relata que, os tabajaras se autodenominavam o povo mais antigo do Brasil, e por isso eram chamados de “tupinambás”, homens da legítima raça tupi...É  dito também, que, sete tribos da nação tupi residiam em um país chamado Caraíba, um grande pedaço de terra firme, localizado onde hoje fica o mar das Caraíbas...Eles eram conhecidos como Caris, e eram ligados aos povos cários, da Cária, no mediterrâneo. Diz, ainda, o autor, que, o continente americano é a lendária ilha das Sete Cidades, e que a palavra tupi significa “filho ou crente de Tupã”.

Schwennhagen cita também, Varnhagen - Visconde de Porto Seguro - em História Brasileira, para confirmar a tradição de uma migração dos Caris-Tupis, de Caraiba para o norte do continente sul-americano, tradição que sobrevive ou sobrevivia ainda, entre o povo indígena da Venezuela. Ele relembra o padre Antonio Vieira, que afirmava: os tupinambás e os tabajaras contaram-lhe que, os povos tupis migraram para o Norte do Brasil, pelo mar, vindos de um país não mais existente. O país Caraíba teria desaparecido progressivamente, afundando no mar, e os tupis teriam se salvado, rumando para o continente. 

A religião tupi teria aparecido no Norte do Brasil, juntamente com os fenícios, e teria sido propagada por sacerdotes cários, da ordem dos piagas. Os piagas (de onde deriva pajés) teriam fundado, no Norte do Brasil, um centro nacional dos povos tupis, denominado Piaguia, de onde formou-se o nome Piauí. Esse lugar era as Sete Cidades (hoje Parque Nacional de Sete Cidades). A Gruta de Ubajara teria sido obra de escavações para retirada de salitre que era comercializado pelos fenícios. A cidade de Tutóia no Maranhão teria sido fundada por navegadores fenícios, e pelos emigrantes da Ásia Menor, que chegavam aqui, em navios fenícios. 

Em 1872, Joaquim Alves da Costa encontrou inscrições gravadas em uma pedra, em “Pouso Alto, às margens do Paraíba”. O francês Ernest Renan afirmou que as inscrições eram de fato, fenícias, de idade de 3000 anos.

Quase um século depois, nos anos 1960, nos EUA, o prof. Cyrus H. Gordon, da Universidade Brandeis, em Boston, reconhecida autoridade em línguas mediterrâneas, confirmou que as inscrições brasileiras são fenícias. Ele traduziu as inscrições (Cyrus H. Gordon é outro reconhecido proponente desta teoria, da presença de fenícios no Brasil).
  
A tradução diz:

"Somos filhos de Canaã, de Sidon, a cidade do rei. O comércio nos trouxe a esta distante praia, uma terra de montanhas. Sacrificamos um jovem, aos deuses e deusas, exaltados no ano de 19 de Hirão, nosso poderoso rei. Embarcamos em Ezion-Geber, no mar Vermelho, e viajamos com 10 navios. Permanecemos no mar, juntos, por dois anos, em volta da terra pertencente a Ham (África), mas, fomos separados por uma tempestade, nos afastamos de nossos companheiros e, assim, aportamos aqui, 12 homens e 3 mulheres. Numa nova praia, que eu, o almirante, controlo. Mas, auspiciosamente os exaltados deuses e deusas intercederem em nosso favor".

Alguns epigráficos consideram estas inscrições como sendo falsas, outros porém, defenderam sua autenticidade, esses últimos são: Cyrus Gordon (1967), L. Deleat (1969), Lienhard Oelekat (1968), Alb Van Den Branden (1968).

Especula-se que, a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, seja uma esfinge fenícia. 

Em 1º de janeiro de 1502, os portugueses chegaram a um local, no Brasil, que achavam ser a foz de um grande rio, dando-lhe o nome de Rio de Janeiro. Na vista do relevo daquele lugar, uma elevação se erguia, a partir da beira do mar, e se destacava com seu topo de granito, a 842 metros de altitude. Por lembrar o formato das gáveas das caravelas, que eram plataformas nos topos dos mastros, de onde os navegadores buscavam avistar ilhas ou continentes no horizonte, acabaram por dar ao lugar o nome de Pedra da Gávea.

A singular forma da Pedra da Gávea lembra, mesmo que desgastada pela ação erosiva do tempo, um rosto enrugado, com longas barbas, e que pertence ao corpo de um leão montado no topo do morro (pelo menos é o que alguns dizem).

Essa suposta forma de uma antiga esfinge, teria deixou o rei português Dom João VI ainda mais curioso, quando um grupo de investigadores relatou a existência de estranhos sinais, medindo 15 metros de altura, por 4 metros de largura, entalhados na rocha do lado direito, da 'têmpora' da imensa figura 'humana'.

 
Em 1839, uma expedição liderada pelo historiador Manoel Araújo Porto Alegre teria confirmado a localização dos estranhos sinais.

Em 1928, o arqueólogo amazonense Bernardo da Silva Ramos publicou o livro 'Inscrições e Tradições da América Pré-Histórica, Especialmente do Brasil', onde afirma que, os sinais são inscrições fenícias, cuja tradução para o português revela: "Tyro, Fenícia, Badezir, primogênito de Jethbaal". Em 856 Antes de Cristo, Badezir sucedeu o pai no trono da cidade de Tiro, capital da Fenícia, e reinou até 850 AC, quando desapareceu misteriosamente.

Teria esse curioso povo da antiguidade estado no Rio de Janeiro, e esculpido uma esfinge na Pedra da Gávea, para, ali, realizar sacrifícios religiosos, e sepultar seu rei Badezir, muito antes do século 1º da era cristã?

Outro achado curioso aconteceu nas margens do lago Pensiva, no Maranhão, onde foram encontrados estaleiros de madeira petrificada, com espessos pregos de bronze. O pesquisador maranhense, Raimundo Lopes encontrou utensílios tipicamente fenícios no lugar, na década de 1920. Na ilha de Marajó, foram encontrados tipos de portos tipicamente fenícios, parecidos com muralhas de pedras, iguais aos encontrados na costa do território da antiga Fenícia.

Como exímios navegadores de seu tempo, os fenícios fundaram importantes cidades como Lisboa, atual capital de Portugal, que era uma colônia fenícia e foi fundada há mais de 3 mil anos, sendo a 2ª cidade mais antiga da Europa, mais antiga do que Roma inclusive, só perdendo para Atenas. A palavra Lisboa é de origem fenícia e queria dizer "bom porto".

O antropólogo cultural e professor Francisco Otávio da Silva Bezerra, um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia, afirmou que, não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. No outro extremo das explicações, relativas aos mistérios sobre a Pedra da Gávea, os membros da Sociedade Brasileira de Eubiose definem o local como um ícone da presença fenícia no Brasil. 

Ambrósio Feliciano Brandão assinalou – no Diálogo das Grandezas do Brasil – que havia no estranho país, sinalizações de uma arte "mui antiga"

O coronel inglês Percy H. Fawcett, que acreditava na existência da "civilização remota do Y Brazil" - cujas sete cidades se alinhariam do Mato Grosso à Amazônia, em busca das "cidades perdidas" - ressaltava em seus escritos o aspecto mais fantasioso do mundo primitivo brasileiro que, desde o século XVI, deixou de ser um campo aberto à fantasia estrangeira: ocasião em que vieram as "missões estrangeiras" em busca do "El Dorado".

Entre o ceticismo e a crença de que os mistérios da Pedra da Gávea são marcos físicos e históricos que comprovam teorias sobre a presença fenícia nas américas, olhar para a forma tão particular da Pedra, a partir do oceano ou das areias da orla carioca, deixa a dúvida que, talvez, jamais seja esclarecida pelo simples fato de suas verdades plenas estarem perdidas em algum lugar muito além das primeiras páginas dos livros de História do Brasil, que definem o começo como sendo a chegada das 13 caravelas de Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro, em 22 de abril de 1500.

Veja mais informações, algumas imagens e referências bibliográficas, em: 






 


Veja outros vídeos sobre os fenícios, em:


Fontes:

Walter Passo. A SAGA DO REI ABUBAKARI II - AFRICANOS NA AMÉRICA ANTES DE COLOMBO. 2010. Disponível em: http://cnncba.blogspot.com.br/search/label/Civiliza%C3%A7%C3%B5es%20Africanas. Acesso em: 29 out. 2015.

Fenícios. Publicação eletrônica. Disponível em: 
http://filosofandoehistoriando.blogspot.com.br/2009_08_01_archive.html. Acesso em: 29 out. 2015.

Wikipédia. Fenícia. Publicação eletrônica. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%ADcia. Acesso em: 29 out. 2015.

Cássio Ribeiro. OS MISTÉRIOS DA PEDRA DA GÁVEA.2008. Disponível em:

Wikipédia. Teoria da presença de fenícios no Brasil.2011. Disponível em: