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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Teste genético prova que, o povo Lemba (africano) descende de Aarão, irmão de Moisés.


Teste genético prova que, dois povos africanos são israelitas legítimos.
São os Beth Israel (vulgo Falashas) e os Lembas.
                                          

Sobre os Beth Israel, já falamos numa postagem do dia 19 de agosto de 2015. Hoje vamos falar dos Lembas.

O livro (The Lembas), da imagem acima, fala de uma tribo  africana, muito peculiar, que hoje é considerada como uma tribo de israelitas legítimos.

 
O  livro faz uma comparação entre, a cultura do antigo Israel, com a cultura de certas tribos africanas, tentando, neste caso específico, analisar em que medida, a cultura israelense é semelhante à cultura dos Lembas.

Homem da tribo Lemba

O Lemba da África do Sul fazem circuncisão em seus jovens, guardam o sábado, e não comem carne de porco. Mas, ao contrário de outras "tribos perdidas", eles têm os genes que provam sua identidade israelita (Judith Fein).
De fato, um teste de DNA, feito em 1999, pelo geneticista inglês David Goldstein, da Universidade de Oxford, descobriu que os Lembas, uma tribo de negros, do norte da África do Sul, e arredores, têm ascendência judaica.

E os costumes dos Lembas, denotam essa ancestralidade, conforme já vimos.

Diz a história oral dos Lembas, que, há mais ou menos, 2.500 anos, após a destruição do Templo sagrado dos israelitas, um grupo de judeus deixou a Judéia e deslocaram-se para o Iêmen. No Iêmen se estabeleceram e construíram uma cidade chamada Senna 1. Eles foram, então, conhecidos como os BaSenna (as pessoas de Senna).

Quando a situação econômica do Iêmen ficou desfavorável (eu não sei os detalhes exatos, do que deu errado; mas vamos, apenas dizer que, já não podiam chamar o Iêmen de lar), esses judeus migraram para a África, formando um grupo de sedimentação na Etiópia (Os Beth Israel), e outro na Tanzânia/Quênia e Malawi. Foi quando criaram a Senna 2, vindo á  prosperar e crescer em número.

Seus descendentes, até hoje,  ainda residem nesses países, e são, geralmente, conhecidos como Ba Mwenye (senhores da terra). Uma parte desse grupo mudou-se, e estabeleceu-se em Moçambique, onde construíram a Senna 3. Ainda hoje, os BaSenna são encontrados em Moçambique.

Depois de vários anos, muitos judeus deixaram a Etiópia e se mudaram para o sul (para Chiramba), onde hoje é o Zimbabué (indo residir em Rusape, no nordeste deste país). Eles ficaram conhecidos como os Ba-Lemba.

Essa comunidade (de Rusape) alega que, possui uma herança judaica antiga. Eles acreditam serem os descendentes de uma das tribos perdidas de Jacob.

Nos últimos anos, uma extensa pesquisa foi feita, sobre as comunidades Lemba. Os resultados mostram que esse povo - judeus negros - tem a mesma estrutura genética, que os sacerdotes Cohen de populações sefarditas e askenazi, o qu uma forte evidência de que suas alegações são verídicas (pesquisa realizada por Jenkins e Spurgle -WitsUniversity).

Mapas antigos, da Terra Santa já revelavam, segundo os autores deste artigo, que havia um lugar chamado Lemba.

Uma rede de pesquisadores, judeus interessados, historiadores e antropólogos, incluindo o Dr. Tudor Parfitt, foi fundamental para a descoberta (através de resultados de DNA), que comprovam a relação desses judeus, com o Israel antigo.

Em relação aos resultados do teste genético, David B Goldstein, geneticista da Universidade de Oxford, mostrou que, a proporção de homens lembas, que carregam a assinatura genética, dos sacerdotes, é semelhante aos encontrados entre as principais populações judaicas, do mundo, apoiando fortemente a tradição oral Lemba, de sua ascendência judaica, segundo informou  a revista Times.

A sequência de DNA mais particularmente comum, entre os homens lembas, e os coahin, são as do clã Buba, o mais velho de 12 grupos lemba. Acredita-se que, os Lemba da África do Sul e Zimbabwe, foram levados para fora da Judéia, por um homem chamado Buba.

A maioria Lemba é consciente, graças à tradição oral de seu povo, que são de origem judaica. Semelhante a outros judeus da diáspora, eles adotaram alguns dos costumes de seus vizinhos, mas mantiveram certas características, que os judeus de todo o mundo, tendem a manter.

A palavra Lemba tem um duplo significado: 1) para manter a limpeza e 2) trazer o comércio para seus povos. Esta definição tipifica as características dos Lemba, uma delas é: não comer carne de porco ou carne de animais proibidos na Torá (pois são imundos).

Mais detalhes:
A Conexão Judaica dos Lemba.
O povo Lemba ficou conhecido publicamente, quando testes genéticos foram realizados, há alguns anos, pelo professor Trevor Jenkins, do Instituto Sul-Africano de Pesquisa Médica, e que dizia "ter provas consistentes, que comprovavam a história oral dos Lemba"; que afirmam sua ascendência judaica. Segundo o professor Jenkins, o cromossoma Y,  encontrado em 50% dos homens lembas, é idêntico às alterações genéticas únicas, encontradas apenas em comunidades judaicas, espalhados por todo o mundo.
 
Encontraram o gene SACERDOTAL.
 
A identificação do gene kohen, começou em uma sinagoga ortodoxa, quando um nefrologista, ele mesmo um sacerdote, o Dr. Karl Skorecki, perguntou se poderia haver uma base genética, para essa tradição, que os ligava aos Cohanim. 

Skorecki contatou Michael Hammer, um especialista mundial em genética evolutiva, da Universidade do Arizona. Tucson e os outros dois decidiram colaborar com a pesquisa e responder à questão. Eles uniram-se com Neil Bradman, presidente do Centro de Genética e Antropologia, da Universidade College London; e assim começou a coleta de DNA, de homens judeus lemba kohanim, e membros de duas outras classes antigas; de levitas israelitas. E o resultado, foi o já mostrado.
Sobre o termo Cohen: 
Os estudiosos partiram da hipótese de que, se todos os cohanim da atualidade, descendem de Arão,devem ter marcadores genéticos ou haplótipos comuns, o chamado Haplótipo Cohen. As pesquisas encontraram um marcador particular (YAP), detectado em 45% dos Cohanim. Sucessivamente, a seleção dos marcadores do cromossomo Y foi ampliada, e foram encontrados seis marcadores específicos em 97, dos 106 cohanim testados. Esse conjunto de marcadores chama-se "Cohen Modal Haplotype" (CMH), e foi encontrada tanto entre judeus ashkenazin como em judeus sefaradim, e serve como meio de definição, atualmente, da linhagem sacerdotal. Entre não judeus, a seqüência praticamente inexiste, sendo encontrado com incidências de 14%, entre Yemenitas e ~7% entre Jordanianos. Em 2009, foram publicados novos artigos, que informam a descoberta de uma assinatura genética, nos Cohen do Haplogroup J2, que apontam um tempo de ancestralidade ligado à Zadoque, o sumo-sacerdote que ungiu o Rei Salomão (Hammer, Behar, et. al, Extended Y Chromosome haplotypes resolve multiple and unique lineages of the Jewish Priesthood. Human Genetics (2009) 126:707-717).
Conclusão:
 
 A tradição do sacerdócio judeu lemba, ou kehunah, tem uma base genética que, aponta para um único ancestral - possivelmente - Aaron, irmão mais velho de Moisés.
 
Este marcador sacerdotal, "genético", pode ser uma assinatura da antiga população hebreia (negra). 

Os cientistas afirmaram que, o ancestral comum dos Lemba e dos Cohanim viveu entre 2.600 e 3.100 anos atrás. Pela tradição judaica o período coincide com a época de Aarão, irmão de Moisés, de quem os Cohanim descendem. Provavelmente, Arão é o grande pai dos negros lemba.
Fontes:

Early Jewish History. Disponível em:http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/vjw/zimbabwe.html. Acesso em 17 ago. 2015.

Rudo Mathivha. Disponível em: http://haruth.com/jw/JewishLemba.html. Acesso em 17 ago. 2015.

Jane Bichmacher de Glasman.Disponível em: http://comunidadeshemaisrael.blogspot.com.br/2006/11/os-negros-e-os-judeus.html. Acesso em 17 ago. 2015.

Cohen. Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/Cohen.Acesso em 17 ago. 2015.
Aloha! Shalom !

Um comentário:

  1. A historia como a sabemos dos manuais prova a tese de Berger, Luckmann e Manheim de que a realidade eh construida socialmente e depende do contexto e da luta dos grupos onde ha jogos de interesses . O artigo supra mostra como os africanos fazem parte do xadrez sócio-cultural da humanidade, agora como desocultar os africanos e substituir essa ideia de Negro, coisa feia que nao encaixa no modelo da escultura classica grega a nivel anatomico?

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