Menu Suspenso

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A lendária história da Dinastia salomônica dos Imperadores da Etiópia.

O Kebra Negast ou Kebra Nagast (Glória dos Reis) é um livro que conta a lendária história (pra alguns mitologia) da Dinastia Salomônica, dos Imperadores da Etiópia. Esse livro teve origem há cerca de 700 anos, e foi escrito no idioma ge'ez (idioma etiópico - língua antiga semítica). Sobre as línguas semíticas, as mais faladas atualmente são o árabe e o hebraico (isso te diz algo?). O Glória dos Reis é considerado por muitos membros da Igreja Ortodoxa Etíope, e do Movimento Rastafári, como uma obra de inspiração divina. livro estabelece a dinastia real etíope como sendo herdeira da tradição israelita, isso teve um papel muito importante na conformação da cultura do país.

O texto narra (supostamente) a chegada da dinastia de Salomão, filho de Davi, ao trono da Etiópia. 

O rei Davi de que falamos é aquele que foi o primeiro governante israelita, do chamado Período dos Reis, da história relatada na Bíblia. Então, o livro Kebra Nagast conta a história do encontro entre Makeda, rainha de Sabá, com o rei Salomão, de cuja união teria nascido Menelik I (et. Bayna Lehkem, "Filho do Sábio", i.e. "Filho de Salomão"). Menelik seria então, o primeiro imperador da dinastia etíope (considerado o primeiro Negusa Negast ou "Rei dos Reis"). Deste livro vem a tradição que garante, a Arca da Aliança está na Etiópia, e estaria localizada na Igreja de Santa Maria de Sião, em Axum.

A  Arca da Aliança é descrita na Bíblia como o objeto sagrado onde as tábuas dos Dez Mandamentos, e outros objetos sagrados (um pote de ouro contendo o maná, e a vara de Arão) teriam sido guardados. A arca também era utilizada como meio de comunicação entre Deus e seu povo, além de funcionar como instrumento de guerra. A crença na presença de Deus, na arca, fez com que os hebreus, por várias vezes, carregassem esta, à frente de seus exércitos, nas batalhas (ato que lhes conferia vitórias). Por fim, segundo relata a tradição, a arca teria sido utilizada, pelos hebreus, até seu desaparecimento, durante a conquista de Jerusalém, por Nabucodonosor.
Teorias à parte, se lendária ou não, vejamos o que dizem alguns etíopes, a respeito dessa dinastia. E não quaisquer etíopes, vamos saber dos Beth Israel (conhecidos como Falashas).
Já falamos sobre esses hebreus, na postagem com o título: "Beth Israel (Falashas)", do dia 19 de agosto de 2015. Sugiro que leia sobre eles, antes de prosseguir conosco, aqui.
A história do surgimento dos hebreus, na Etiópia, é descrita pela comunidade Beth Israel (Casa de Israel), através da tradição oral, e através da história documental, mantida por seu povo. Diz-se que alguns historiadores brancos tentaram colocar em dúvida a identidade destes hebreus etíopes, mas, os próprios rabinos do judaísmo (os askenazi e sefarditas)  teriam atestado: Beth Israel (Casa de Israel) é composta de verdadeiros hebreus. Mais adiante, voltaremos ao tema desta postagem, porque agora, precisamos saber quem são estes Falashas. 

Esse povo defende com orgulho a sua ascendência, que seria proveniente da tribo israelita de Dan, e de hebreus que fugiram de Israel, para o Egito, depois da destruição do Primeiro Templo, em 586 a.C. Eles acabaram por instalarem-se na Etiópia, que é considerada como um dos países mais antigos do mundo, onde se encontram sítios arqueológicos que são, potencialmente, o lugar onde o Homo sapiens teve sua origem.


Mais detalhadamente, a tradição oral, preservada pelos sacerdotes da comunidade Falasha, explica que, houve uma migração dos filhos de Israel, para o exílio no Egito, após a destruição do Primeiro Templo, pelos assírios, no ano de 586 a.C, e também no exílio babilônico. Estes hebreus teriam permanecido por centenas de anos no Egito, até o reinado de Cleópatra, chegando à colaborar com ela, na guerra contra Cesar Augustus, mas, como foram derrotados, tiveram de fugir para a Arábia do Sul, e posteriormente para o Yemen; sendo que outros se dirigiram para o Sudão, até chegarem à Etiópia" (isso é o que relata a tradição).
Quanto à origem tribal israelita, dos Falashas, temos o seguinte relato: diz-se que, a descendência de Dan partiu após o Êxodo, rumo ao sul, até a Etiópia (Dan era um dos 12 filhos de Jacó da bíblia). Ao todo, teriam ocorrido pelo menos três ondas de imigração, de israelitas, para esta região. Assim, diversos reinos provenientes de Israel teriam se formado na África, e não são citados porque, segundo alguns estudiosos, são provas incontestes da cor dos descendentes de Abraão (o pai de muitas nações pretas).

Um dos nomes antigos, que designam o território Etíope é Abissínia; e há pouca dúvida - dizem os especialistas - de que os habitantes aborígenes da Abissínia eram negros ou negroides, que vieram do Vale do Nilo. Isso, em um período muito precoce, chamado pré-histórico, quando tribos e povos que viviam no lado ocidental da península  arábica fizeram o seu caminho através do mar da Ásia, rumo à África, partindo de algum lugar da península do Sinai. Então, a parte norte da Abissínia, uma cadeia montanhosa da mesma, tornou-se o principal assentamento destes semitas, que são conhecidos como "Agaw". A partir deles, provavelmente, descendem muitos dos Falashas ou "judeus da Abissínia". Uma das principais tribos dos invasores ficou conhecida como "Habesha", provenientes do YAMAN. A partir de Habesh é que surge o nome Abissínia.

A veracidade do relato da comunidade falasha é tal que, as autoridades israelenses decidiram, em 14 marco de 1977, que a "Lei do Retorno" deveria ser aplicada aos Beth Israel. Diante disso, muitos falashas foram transportados para sua terra ancestral (Israel), através de uma mega operação comandada por israelenses e americanos. É bastante conhecido o fato de esta comunidade (falasha) manter vivo os costumes ancestres do mosaismo, sem a influência do judaísmo askenazi. 
Askenazi é o nome dado aos judeus de origem europeia, que se estabeleceram na Europa Central e Oriental, após a destruição de Jerusalém por Roma, em 70 d.C.

Sobre o termo "falasha", diz-se que seu significado é estrangeiro/sem-terra/exilado, e hoje ele é considerado pejorativo porque foi erroneamente associado ao paganismo. Sabemos então, que este povo era tratado como pessoas de segunda categoria, chegando à sofrer muita discriminação. 
Observação: muito do que você leu nesta página, sobre os falachas, tem como fonte de dados o blog cristão - "os remidos do senhor" - além da Wikipédia, e outras fontes. Dito isso, frisa-se que, não conseguimos descobrir as referências bibliográficas, das informações contidas no blog citado, e como a wiki não costuma ser considerada uma fonte segura de informação, aconselhamos ao estimado leitor, que faça uma pesquisa particular, pois, não somos especialistas, e não podemos apurar os dados que coletamos.
Retomando a questão do livro citado nesta postagem, que fala das origens da linhagem salomônica, dos Imperadores da Etiópia, é sabido que, essa teoria é questionada pela casa de Beth Israel. Segundo os falashas, "o objetivo do livro é proclamar a glória dos reis cristãos, não a glória dos reis hebreus, sendo portanto, um texto escrito, provavelmente, no século XIV, para deslegitimar a dinastia Zagwe, e proclamar a dinastia 'salomônica', que é uma dinastia cristã", considerada ilegítima. Em todo caso, frisa-se que, esse livro é reverenciado como verdade, tanto na Etiópia, pelos cristãos ortodoxos, como nas Américas, pelos grupos rastafáris. 

Para finalizar, descobrimos que, em anos recentes, muitos estudos de DNA foram realizados (estes são considerados controversos), onde, em certos casos, ficou comprovada a origem hebreia dos Beth Israel. Veja mais sobre isso, na postagem que fizemos anteriormente, cujo título é Beta Israel (Falashas). 

Finalizamos esta temática, que buscou abordar o livro Kebra Negast, que fala de uma dinastia etíope, cuja origem remontaria ao rei Salomão (da bíblia) e à rainha de Sabá. Lembrando que, os imperadores desta dinastia receberam os títulos de: "Rei dos Reis (Negus Nagast) e Senhor dos Senhores", agregando outros tantos atributos que reforçavam a autoridade religiosa de seu imperador; chamado de "Leão de Judah, o Eleito de Deus, o Messias Negro". Sobre este imperador, você pode ler a postagem do dia 21 de agosto, de 2015, cujo título é: "Imperador Haile Selassie (rei dos rastafári)". 
Fontes:
Wikipédia. Kebra Negast. Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/Kebra_Negast. Acesso em: 31 ago. 2015.


O Kebra Nagast, por EA Wallis Budge, [1932], disponível em sacred-texts.com.

Wikipédia. Etiópia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Eti%C3%B3pia. Acesso em 31 ago.


domingo, 30 de agosto de 2015

O Livro que demoliu o mito (Título: O povo judeu foi inventado)


Livro: A Invenção do povo judeu



Resumo bibliográfico do autor:

Shlomo Sand nasceu em 1946 em Linz (Áustria) e viveu os dois primeiros anos da sua vida em campos de refugiados judeus na Alemanha. Em 1948 os seus pais emigram para Israel, onde cresceu , vindo à cursar História, na Universidade de Tel Aviv. Mais tarde, de 1975 à 1985, estudou (mestrado) e lecionou em Paris.
 

Imagem de Yossi Gurvitz no Flikr

Esse é o autor de uma tese controversa, que garante, os judeus do atual Israel, não são de origem hebreia, não são judeus legítimos!

Entre outras coisas, Sand disse que, a religião não confere ao povo judeu um direito histórico sobre a terra de Israel. Ele argumenta que, antes de Hitler, os judeus eram esmagadoramente contra o sionismo, além disso, o conceito de "Eretz Israel" não era sobre uma pátria terrena, mas sim, sobre algo de cunho espiritual.

No best-seller  de autoria de Sand  - 'A invenção do povo judeu' - encontra-se a teoria capaz de provar que, o povo judeu nunca existiu como uma 'nação-raça' , com uma origem comum, mas sim, em decorrência de uma mistura de grupos, que em várias fases da história, adotaram a religião judaica.

O autor, considerado pós-sionista, argumenta que, os judeus do atual Israel não são provenientes de um povo que foi exilado, ao invés disso, como já foi dito,  essa população judaica hoje residente em Israel, é composta de indivíduos e grupos, que se converteram ao judaísmo, em períodos posteriores, sendo  a história do exílio destes que lá vivem, um mero mito promovido...e ele vai um pouco mais além, ao argumentar que, judeus convertidos ao Islão, após a conquista árabe, foram assimilados entre os conquistadores., e portanto, são os progenitores dos árabes palestinos, e estes sim eram judeus.

A tese deste controverso historiador israelense defende que, foram intelectuais do século 19, de origem judaica, na Alemanha, que, influenciados pelo caráter popular do nacionalismo alemão, tomaram sobre si a tarefa de inventar um povo "retrospectivamente," fora de uma sede, para criar um povo judeu moderno.

Segundo outro estudioso, o Ofri Ilani, a tribo da rainha Dahia Al-Kahina, assim como outras tribos do Norte da África, convertidas ao judaísmo, seria a principal origem, a partir da qual se desenvolveu o judaísmo sefardita.

Sefardita  é o termo usado para referir aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha.
 
O autor afirma que, apesar de, a rainha guerreira, Dahia Al-Kahina, uma judia indomável, ter feito grandes conquistas, é pouco ou quase nada conhecida dos israelitas. Por quê? Por conta de sua origem sefardita?

Primeiro, quem foi Dahia Al-Kahina?
 
Dahia foi a rainha que unificou os Berberes de Aures, na África do Norte, no século VII, da era cristã, e repeliu o exército muçulmano que invadiu o norte de África.
 
Shlomo Sand também atribuiu a origem da rainha Dahia Al-Kahina, assim como de outras tribos do Norte de África,  ao judaísmo sefardita (composta de judeus convertidos e não de judeus exilados).

Em suma, a tese central tratada no livro de Shlomo Sand (A invenção do povo judeu) tenta demonstrar que, os judeus que vivem hoje em Israel, e noutros locais do mundo, não são de forma nenhuma os descendentes do antigo povo hebreu, que vivia no reino de Judeia, na época do primeiro e segundo templo. A origem de tais judeus, segundo o autor, provém de diversos povos, que se converteram ao longo da história, em diversos locais da bacia do Mediterrâneo, e de regiões vizinhas. Assim também, os judeus da África do Norte, que segundo o autor, descendem de pagãos convertidos, bem como os judeus iemenitas (vestígios do reino Himiarita, no sul na península arábica, que se convertera ao judaísmo no século IV), e por fim, os judeus Asquenazes da Europa do Leste  , seriam refugiados do reino Khazar, que foi convertido ao judaísmo no século VIII. 
 
Ao contrário de outros historiadores, que procuraram abalar as convenções da historiografia sionista, Shlomo Sand não se contentou em regressar à 1948, ou aos princípios do sionismo, mas, buscou remontar à milhares de anos atrás.

É intrigante a coragem deste historiador, pois qualquer menção à pensamentos neste sentido, costuma ser  amplamente combatido como antissemitismo, que para mim, particularmente, é argumento de quem não consegue ir contra a verdade exposta por Sand.

Para Sand (e para mim também) "a descrição dos judeus, como um povo de exilados, errante e mantendo-se à parte, que vaguearam sobre mares e terras, chegando ao fim do mundo, e que, finalmente, com a chegada do sionismo, fazem meia-volta, para retornar em massa , à sua terra órfã, é um mito". Segundo o historiador, "para alguns pensadores sionistas, esta concepção mítica dos judeus como um povo antigo conduz a um pensamento verdadeiramente racista". De fato, o verdadeiro povo hebreu ainda está espalhado nos quatro cantos do mundo.
 
 
Vemos que, o sionismo, como outros movimentos nacionais da Europa, foi criado, na Alemanha do século dezanove, por intelectuais de origem judaica (judeus sefarditas de origem kazar), influenciados pelo carácter 'volkiste' do nacionalismo alemão.

 
Veja uma entrevista de Shlomo Sand, conduzida por Ofri Ilani:


Um trechinho da entrevista, para despertar seu interesse:

"Comecei a procurar livros sobre o exílio – um acontecimento fundador na História Judaica - quase como o genocídio; mas, para meu grande espanto, descobri que não existia literatura sobre o tema. O motivo é que ninguém exilou um povo desta terra. Os Romanos não deportaram povos e não o poderiam ter feito, mesmo que o pretendessem. Não tinham nem comboios nem caminhões, para poder deportar populações inteiras. Uma logística dessas não existiu antes do século XX. Foi, de faco, a partir daí, que surgiu o meu livro, da compreensão de que a sociedade judaica não tinha sido dispersa nem exilada".
 
 
Fontes:
 
Wikipédia. Shlomo Sand. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Schlomo_Sand. Acesso em 30 ago. 2015.
 
Do blog Hebreu Israelita. Autor? Título: A invenção do povo judeu! por Schlomo Sand. 2012. Disponível em: http://goguemagogueeoskhazars.blogspot.com.br/2012/02/invencao-do-povo-judeu-por-schlomo-sand.html. Acesso em 30 ago. 2015.



sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Indicações de Blogs, bons pra chuchu!




Este é sem dúvida, um dos meus preferidos. 
Recomendo o Baya, do historiador Walter Passos, porque é bom. 
Gratidão Walter, pelos belos textos. Foi com você que comecei a aprender...

Sobre o autor: 
Ele é Teólogo, Historiador, Pan-africanista, Afrocentrista, e foi presidente do extinto: 
CNNC – Conselho Nacional de Negras e Negros Cristãos. 

Pseudônimo: Kefing Foluke.
E-mail: kefingfoluke@hotmail.com 
walterpassos21@yahoo.com.br
https://www.facebook.com/walter.passos.16 

Para conhecer os textos, deste proeminente estudioso, acesse: http://cnncba.blogspot.com.br/2007/09/os-hebreus-pretos.html


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


O blog citado logo abaixo, foi o primeiro, a me despertar. Explico: 
Em um dia qualquer de 2013, em meu trabalho, no horário do almoço, na web. Eu não lembro como cheguei nele. 
Fato é que, eu me surpreendi com seu conteúdo, pois, jamais havia passado na minha cabeça que, o povo hebreu, e o próprio Cristo teriam sido pessoas de pele negra. 
Fascinante! (eu pensei) e não conseguia parar de ler. 
Dois anos depois, em 2015, tomei a decisão de fazer um blog, que me levou à conhecer o Baya, citado anteriormente. E foi Walter Passos que me despertou para o Afrocentrismo. 
Só tenho à agradecer aos dois. Eles mudaram minha vida. Obrigada!

 

O Hebreu Israelita é de cunho exclusivamente religioso, dedicado à Yah (YHWH).
Eu confesso que não mergulhei fundo em seu conteúdo, então, faço a seguinte ressalva: o blog adota uma posição concernente à Jesus Cristo, que pode melindrar muita gente.
Diz-se que o blog nega, abertamente, ao Cristo do cristianismo, portanto, reservo-me o direito de não tecer opinião a respeito, porém, como todo ser humano tem cabeça e raciocínio, dados pelo criador, devem utilizá-los, e concluir o que lhe for mais convincente. 

 Sobre os autores: 
O nome de um deles é Hadassah Yashurum.
Já tentei entrar em contato com a moça, mas, sem êxito. 
Dizem que o grupo deste blog se desfez, em todo caso, obrigada pessoal!

Para ler seu conteúdo acesse:
   

--------------------------------------------------------     

É  isso aí!

  
Divirtam-se! 
Paz!

Sansão, o Primeiro Rastafári!


Sansão mantinha os cabelos rastafári (com dreadlock)!




Juízes 16:13 - então, ela o fez dormir, sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou à afligi-lo, e retirou-se dele a sua força.

Na maioria das vezes, o cabelo manipulado para formar dreadlock, vai conseguir sete ou oito tranças grossas, como Sansão. 

Alguns estudiosos atestam que, as escrituras sagradas falam de sete tranças formadas naturalmente.Caso Sansão fosse uma pessoa de pele branca, de traços europeus, seus cabelos teriam crescido em linha reta e longa, e não formariam tranças naturais, vocês não acham? (Veja: Núm. 6:5).


Quando Israel estava sob repreensão divina, ouviu o seguinte:


Encrespadura  é o mesmo que encrespamento.

Encrespamento =  encrespar + mento

Encrespar = tornar(-se) crespo.


Hadassah Yashurum completa a explicação, com algumas passagens das sagradas escrituras:

Cânticos 05:11: a sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. 

Cânticos 01:05: Eu sou negra, e formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.

Note que, em algumas traduções (Ferreira de Almeida), a palavra utilizada nestes versos é "morena", mas, na tradução correta (King James), encontramos que, a jovem israelita fala de si mesma como "negra", igual às cortinas de Salomão, e sabemos que, uma cortina pode ser preta ou negra, mas, nunca poderá ser morena. 

Nestes versos de cânticos (bíblia), a jovem israelita diz: "eu sou negra como as tendas de Quedar". 

Quedar foi o segundo filho de Ismael - primeiro filho de Abraão - que era um hebreu negro...(as provas de que os hebreus eram negros, você pode encontrar em muitos sites e blogs espalhados na web...).

Veja o que, o Blog - Hebreu Israelita diz:


Várias vezes, as escrituras mencionam que os israelitas usavam os cabelos trançados em mechas, que são chamadas de tranças arrepiadas ou Dredlocks. É quando os cabelos enrolam-se naturalmente, com óleo natural do couro cabeludo, e assim, são torcidas as mechas, para que tomem uma forma cilíndrica, parecendo uma corda. É um penteado muito comum entre os Jamaicanos rastafáris, que conservam longas as suas madeixas. Os Jamaicanos também são israelitas sabiam? (Leia sobre os jamaicanos, no estudo: As tribos perdidas de Israel foram encontradas – Parte 11 – BENYAMIN”, no blog Hebreu Israelita).

 
                                                                                              Bob Marley 

Bob Marley foi um dos seguidores de uma religião - o rastafarianismo - fundada na década de trinta, do século XX, inspirada pela pregação do líder Marcus Mosiah Garvey (sobre este grande nome do ativismo negro, veja a postagem do dia 29 de julho de 2015) . O nome desta religião, seguida por milhares de pessoas, no mundo todo, vem de Ras Tafari, que era o imperador da Etiópia, em 1930, também denominado - Haile Selassie - Reis dos Reis (Negus neghesti), eleito de Deus, Luz do Mundo, o conquistador Leão da tribo de Judá. Vejas as seguintes postagens do nosso blog: "A lendária história da Dinastia salomônica dos Imperadores da Etiópia", de 31 de agosto de 2015, e : "Imperador Haile Selassie (rei dos rastafári)", do dia 21 de agosto de 2015.


Fontes:

Hadassah Yashurum. Aparência física de Israel. Disponível em:
https://hebreuisraelita.wordpress.com/2012/01/19/aparencia-fisica-de-yisrael/.Acesso em 38 ago. 2015.

Paz!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Daniel, Ezequiel e João, quem eles viram?


Daniel viu:
No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel...a palavra era verdadeira...Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas. Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca...E no dia vinte e quatro do primeiro mês eu estava à borda do grande rio Hidequel. E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz. E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido (açacalado); e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão (Daniel 10:1-6).
Bronze Polido
Fonte da imagem?



Ezequiel viu:
E olhei, e eis uma semelhança como o aspecto de fogo; desde o aspecto dos seus lombos, e daí para baixo, era fogo; e dos seus lombos e daí para cima como o aspecto de um resplendor como a cor de âmbar. E estendeu a forma de uma mão, e tomou-me pelos cabelos da minha cabeça; e o Espírito me levantou entre a terra e o céu...E eis que a glória do Deus de Israel estava ali, conforme o aspecto que eu tinha visto no vale (Ezequiel 8:1-4).
Âmbar  
E, havendo-me levado ali, eis que um homem cuja aparência era como a do cobre (bronze), tendo um cordel de linho na sua mão e uma cana de medir, e estava em pé na porta (Ezequiel 40:3).
Cobre
Fonte da imagem?

  
João viu:
Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono. E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica (Apocalipse 4:1-3).

Fonte das imagens?


Quem eles viram, não tinha a cor branca como a neve, preciso dizer mais alguma coisa?



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A maldição de Caim sobre os negros é uma falácia!


A maldição da África e seus habitantes é uma falácia!

Existe uma ala do cristianismo (um absurdo!), que tem a capacidade de acreditar que, a pele negra é a marca de Caim.

Em Gênesis 4:15 temos o relato de que Caim matou o próprio irmão e foi amaldiçoado, e, por isso, recebeu uma marca:  “o Senhor, porém, disse-lhe: portanto, qualquer que, matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs, o Senhor, um sinal em Caim, para que o não ferisse, qualquer que o achasse”.

Quanto à tal marca, ninguém pode tecer um comentário concreto, vez que a bíblia não é clara neste quesito, e qualquer conjectura neste sentido, não passaria de mera suposição. Além disso, nada indica que, a cor da pele seja a tal marca, e se tivesse de ser a cor da pele, teria de ser a cor branca, porque o homem original, a arqueologia comprova isto, os primeiros homens eram africanos. Veja a notícia, do portal globo (entre tantas outras, à respeito dos homens primitivos):

O portal G1 traz a seguinte matéria:

“Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero foram até a Etiópia, na África, conhecer o vale onde foram encontrados os indícios mais importantes, das nossas origens. Fósseis que, explicam a evolução do homem. São os primeiros capítulos da jornada, da nossa vida”.

Sim! A Etiópia é o berço da humanidade, onde tudo começou. Lembram da Lucy? Ela é a Eva do mundo arqueológico...

Lucy é um fóssil de 3,2 milhões de anos, descoberto em 1974, pelos pesquisadores Donald Johanson e Tom Gray, na Etiópia. A descoberta de Lucy foi muito importante porque, destruiu ideias racistas, sobre a origem do homem. Tal descoberta confirmou que, os mais antigos hominídeos emergiram, no continente africano. Ou seja, a humanidade era monogênica – tinha uma única origem – e surgiu na África. As teses anteriores falavam de uma origem poligênica, proveniente da Ásia. Em suma: não se admitia que, o ser humano pudesse ter surgido, em um continente considerado como o local dos tipos mais primitivos da raça humana.

Diante disso, se a marca de Caim tivesse de ser a cor da pele, esta teria de ser a cor branca, porque o normal de nossos ancestrais mais primitivos, já vimos que era ter uma quantidade considerável de melanina na pele. E se raciocinar-mos bem, a falta de melanina (as pessoas brancas tem menos melanina, que as negras) é uma mutação genética, tanto que, existe o albinismo, que é o extremo dessa mutação, e que leva muitos humanos à morte, devido ao câncer de pele.

Neste quesito,  Frances Cress Welsing, concorda comigo. Ela, uma afrocentrista e psiquiatra americana, defende a Teoria chamada "Cress de Color-Confrontation e Racism" (Supremacia Branca), onde postula que, as pessoas brancas são o resultado de uma mutação genética do albinismo, e são, portanto, os descendentes párias, dos povos originários da África.


Temos, possivelmente, uma falácia primitiva, arrogante e racista, quando querem amaldiçoar as pessoas de pele negra. Ou no mínimo, uma grotesca falta de discernimento, na interpretação das escrituras sagradas (Torá e Bíblia).

Utilizando as palavras do Historiador e Afrocentrista, Walter Passos,“a maldição da África e seus habitantes é uma falácia, pois, faz referência a um período onde, a questão epitelial não era determinante, ou seja, não há maldição epitelial, neste período histórico, e no entanto, o racismo teológico, criado pelos europeus, e ensinado no Brasil, pelo cristianismo, ainda é a base de interpretações equivocadas, de pastores e pastoras”.

Em teologia, diz-se que, o missionário transcultural deve tomar muito cuidado, para não influenciar elementos da cultura, do povo no qual atua, para não haver perda ou alteração da cultura existente. Esse é um princípio antropológico básico, mas, nós, humanos, tendemos ao etnocentrismo, e foi assim que, a cultura cristã, seguida da eugenia europeia, impôs à África, uma teologia racista, que determinou uma das maiores mudanças culturais da história humana. E o pior é que, essa influência plantou a semente de uma teologia, que faz referencia à África, como o continente de um povo amaldiçoado por Deus (maldição de Caim ou de Canaã?). Visto que, os aspectos da vida cultural estão ligados entre si, a alteração mínima, de somente um deles, pode ocasionar efeitos em todos os outros; e no caso da teoria da maldição, com ajuda do cristianismo, foi capaz de realizar uma mudança grotesca, na África, resultando inclusive, numa permissividade, quanto à escravatura, que roubou a África de seu bem mais precioso, a identidade de seu povo, a sua história e dignidade.

E pensar que, o cristianismo está em dívida histórica, com o povo africano, porque não está livre de erros, cometidos por seus seguidores. Veja a notável contradição: temos um continente negro, de grandes feitos históricos, com imensas descobertas, legadas por seu povo à humanidade (foi o caso da era egípcia), e no entanto, o mundo acostumou-se a ver este continente, como uma terra de selvagens e ignorantes, mas, qual continente utilizou o cristianismo, conforme frisou Walter Passos, como arma cultural de extermínio, e veja que, temos um imenso contraste ideológico, com a introdução da fé cristã na África: “para os africanos, o pensar e viver religioso, baseia-se na solidariedade e na comunidade, práticas antagônicas ao cristianismo, embasado na individualidade e prosperidade pessoal”. Quem é o selvagem e ignorante afinal ?

Saibam que, a intenção aqui,  é chamar todos, à discussão, e não plantar a semente do ódio, aos brancos. Quero apenas, que revejam, repensem, e acabem de vez com a tolice, burrice, que se chama racismo.

 Fontes:
 

L. Randall Wray.Thinking small: ladies, downsize your hubby. 2014. Disponível em:
http://www.economonitor.com/lrwray/2014/10/17/thinking-small-ladies-downsize-your-hubby/. Acesso em 24 ago. 2015.
 
Wikipédia. Frances Cress Welsing. Disponível em:
https://en.wikipedia.org/wiki/Frances_Cress_Welsing.Acesso em 24 ago. 2015.

Jornada da Vida' viaja até o berço da humanidade: a Etiópia.Disponível em:
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/12/jornada-da-vida-viaja-ate-o-berco-da-humanidade-etiopia.html.Acesso em 24 ago. 2015.
 
Paz!