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quinta-feira, 23 de julho de 2015

(01) Os Egípcios da antiguidade eram negros, e isso pode provar que Jesus Cristo também era.

Vamos explicar por que achamos que o povo hebreu, da antiguidade, era composto de pessoas negras, e isso, obviamente, nos permitirá provar que Jesus Cristo também era negro. Está pronto? Siga-me! 

Primeiro, precisamos saber um pouco sobre os egípcios. Saiba de antemão que, a Grande Civilização Egípcia, uma das mais avançadas do mundo antigo, cujo brilhantismo e desenvolvimento foi muito anterior ao do continente europeu, é proveniente do nordeste, do continente africano (lembrando que o Egito é um Estado Transcontinental), portanto, entenda bem isto: "o Egito é um país Africano", isso te diz alguma coisa? Não? Vamos continuar então...   

Quanto ao brilhantismo do Egito antigo, veja a postagem: "O Legado Roubado -Stolen Legacy (livro)", do dia 29 de Julho de 2015. Se provarmos que o povo desta grande civilização era composto de pessoas negroides, estaremos derrubando a tese de inúmeros especialistas, incluindo muitos "teóricos (Voltaire, Hume, Hegel, Gobineau, Levy Bruhl, etc.), e instituições europeias (como o Instituto de Etnologia Francês), criado em 1925, por L. Levy Bruhl, que aplicaram-se a legitimar o plano da inferioridade intelectual, moral e filosófica do negro africano" [1]

Obs.: algumas imagens que utilizaremos como ilustração são de domínio público, para acessar a fonte, basta clicar no TÍTULO de cada figura...

Olha o Egito aí! Onde ele está? No continente africano. Neste mapa você pode vê-lo aqui em cima, do lado direito, ao lado da Líbia, perto da Arábia Saudita, viu né?


A. Moore, autor do site: Atlanta Blackstar, e o blog "Preta & Gorda", com tradução de Mpenzi Rocha, apresentaram alguns  argumentos que provam a alegação de que, os antigos egípcios eram negros. Tais dados advém da tese defendida pelo renomado egiptólogo Anta Diop. [1]

A propósito, você sabe quem foi Cheikh Anta Diop?

Diop foi um historiador, linguista, antropólogo, egiptólogo, filósofo senegalês, que estudou as origens da raça humana e da cultura africana pré-colonial. 


Esse polímata (que conhece muitas ciências) "ousou questionar, através de uma investigação científica metódica, as próprias bases da cultura ocidental, relacionadas à gênese da humanidade e da civilização". [2]

Diop tinha um conhecimento perfeito de Wolof, sua língua nativa, fato que lhe permitiu abrir as portas da civilização faraônica, isso porque, ele conseguiu encontrar semelhanças entre língua moderna africana, o Wolof e o egípcio antigo. Além disso, ele recebeu educação islâmica, que o tornou familiarizado com o mundo árabe-muçulmano. Essa assimilação das culturas africanas, árabe-muçulmana e europeia (ele tinha acesso à variadas leituras) permitiram à Cheikh Anta Diop desenvolver importantes contribuições, em diferentes áreas do conhecimento histórico, sendo uma delas, a tese que iremos apresentar, resumidamente, logo abaixo. [3]

Em suma: Diop foi, sem dúvida, um dos grandes nomes que contribuíram para o renascimento da África, a partir da restauração de sua consciência histórica. E, o grande legado ideológico deste sábio, e de tantos outros africanistas e especialistas,  foi restaurar a consciência, identidade e orgulho deste continente, e de seus descendentes espalhados pelo mundo.
Mas, antes de discorrer sobre os argumentos que provam a negritude dos antigos egípcios, frisemos um pouco da história vivida por este, que é considerado um dos maiores historiadores do século XX, embora rechaçado por muitos estudiosos eurocentristas.

Diop nasceu em 1923, no Senegal, onde buscou, a partir de uma formação multidisciplinar, combater o  eurocentrismo tendente à ver a África como um continente sem história. Ainda quando vivia no Senegal, Diop obteve o grau de bacharel; logo depois, mudou-se para a França, com o intuito de fazer uma pós-graduação. Por anos seguidos, a Universidade de Paris recusou a tese de doutorado do jovem estudante, que versava sobre a ideia de que, o antigo Egito tinha sido uma cultura negra. Imagina se eles iriam aceitar que, a genial civilização egípcia teria sido proveniente de negros africanos.

Mas, você acha que Diop se deu por vencido? Absolutamente não! Nos anos seguintes, o jovem historiador irá acrescentar provas e mais provas concretas, sobre sua teoria, resultando no famoso livro Nations Negre Et Culture (Nações negras e cultura). Por fim, em 1960, obteve êxito na defesa da sua tese, conseguindo seu merecido doutorado. E por que ele foi bem sucedido? Porque ele provou o que afirmava. Veremos isso adiante.
Antes de expor as provas apresentadas por este gênio africano, é importante saber que, Diop trabalhou no laboratório de radiocarbono (IFAN), onde desenvolveu uma técnica que, permitiu determinar o conteúdo da melanina, das múmias egípcias. Diz-se que os investigadores forenses, mais tarde, adotaram essa mesma técnica, para determinar a "identidade racial" de vítimas gravemente lesadas por abrasão. [carece de fontes]

Diop sabia o que estava fazendo, ele tinha formação em história, antropologia, linguística, egiptologia, filosofia...além disso,"adquiriu proficiência em diversas disciplinas, tais como: o racionalismo, a dialética, técnicas científicas modernas, a arqueologia pré-histórica...Deste modo, este grande homem africano consolidou um importante capítulo, acerca das origens dos egípcios, na História Geral da África, e da humanidade. [4]

Cheikh faleceu em 1986, e sendo enterrado na sua aldeia natal no Senegal.

Vamos às provas então? Aqui apresentaremos alguns argumentos, que provam que, os antigos egípcios eram negrossistema de atendimento on line. Esses dados foram retirados do site Atlanta Blackstar, e do blog Preta & Gorda, com tradução de Mpenzi Rocha.

Temos as seguintes evidências:

1- Físico-Antropológica (crânios e esqueletos).

Diop chamou a atenção para estudos de esqueletos e crânios dos antigos egípcios, do período pré-dinástico (6000 A.C), que mostravam que, essas pessoas eram negroides, com características muito semelhantes às dos modernos núbios negros, e outras pessoas do Nilo Superior, e da África Oriental. [5]
 
chamou a atenção para estudos que incluíram exames de crânios do período pré-dinástico (6000 aC)
chamou a atenção para estudos que incluíram exames de crânios do período pré-dinástico (6000 aC)                                                   

A literatura científica já mostrava isso. O arqueólogo alemão Karl Richard Lepsius distinguiu as proporções corporais de diversos grupos raciais, categorizando o grupo egípcio como negroide. [6] Portanto, Diop provou que a raça negra existia no Egito, naquela época, ao contrário do que se afirmava até então (que os negros migraram para o Egito, numa fase posterior), como algumas teorias anteriores haviam sugerido. Para maiores detalhes, acesse os sites listados como fontes, ou leia os livros de Diop. [7]

2- Teste de dosagem de melanina

O historiador, conforme citado anteriormente, foi o inventor de um método utilizado para determinar o nível de melanina, na pele dos seres humanos. A melanina é a substância química responsável pela pigmentação da pele, e é preservada por milhões de anos, em peles de animais fósseis. Dito isso, Diop realizou o teste de melanina, em múmias egípcias, do Museu do Homem, em Paris, e constatou que, os níveis encontrados na derme e epiderme de uma pequena amostra era suficiente para classificar todos os egípcios antigos, como um povo negroide. [8]

 
Imagem do Pixabay 
CC0 Public Domain
3- Evidências Osteológicas
 
As medições osteológicas (análise dos ossos), consideradas as menos enganadoras, dos critérios aceitos na antropologia física, para a classificação das raças humanas, mostrou, através do primeiro estudo do tipo, feito pelo arqueólogo alemão, Karl Richard Lepsius, no final do século XIX, conforme vimos anteriormente. Ele categorizou o 'ideal egípcio' como: "curto e armado, do tipo físico negroide ou negrito".

4- Evidências dos tipos sanguíneos

Cheikh Anta Diop descobriu que, mesmo depois de centenas de anos, de mistura com invasores estrangeiros, o tipo sanguíneo dos egípcios modernos é o "mesmo grupo B, das populações da África Ocidental, e não o grupo A2, característica da raça caucasiana, antes de qualquer cruzamento.” [9] Isso quer dizer o seguinte: usar o argumento de que, os atuais egípcios não são negros, é pura falácia, pois, várias invasões ocorreram ao longo da história, naquela região, e apesar disso, os achados arqueológicos não deixam dúvidas, os egípcios antigos eram negros, e o sangue do egípcio moderno prova isso também.

Imagem do Pixabay 
CC0 Public Domain

5- Como os egípcios viam a si próprios

Diop mostrou que, "os egípcios tinham apenas um termo para designar a si próprios: ‘os KMT, que significa: negros, literalmente’. Ele disse que, esse termo é o mais forte, existente na língua faraônica, para indicar a sua negritude". E “esse termo é um substantivo coletivo, que descreveu toda a população do Egito faraônico, como sendo um povo preto.” [10] Para mais provas, leia os sites indicados, e  os livros de Anta Diop, historiador que teve especial interesse nos monumentos do Egito antigo, pois, a maneira como os ancestrais desse povo representavam a si próprios, em sua arte, é esclarecedora.


Existe uma história de que, Napoleão Bonaparte, e suas tropas quebraram o nariz da famosa Esfinge de Guizé, com intuito de evitar a constatação de que, o monumento descrevia um faraó negroide. Entretanto, cito isso, apenas a título de curiosidade, pois, outros argumentos são melhores, são científicos.


6- Unidade Cultural do Egito com o resto da África

Cheikh Anta Diop descobriu “semelhanças culturais", uma considerável unidade cultural entre o Egito e o resto da África. Exemplo: os etíopes, egípcios, colquidas e as pessoas do Levante estavam entre as únicas pessoas no mundo, que praticavam a circuncisão...[além disso] "o estilo egípcio de circuncisão (adolescente) era diferente de como a circuncisão era praticada, em outras partes do mundo, mas, semelhante à forma como é praticada em todo o continente Africano".[11]

Outras provas foram apresentadas, como unidade linguística, depoimentos de historiadores gregos e romanos clássicos, evidências de DNA. Veja em:

http://pretaegorda.blogspot.com.br/2014/01/10-argumentos-que-provam-que-os-antigos.html#links.

http://atlantablackstar.com/2013/10/25/10-arguments-that-proves-ancient-egyptians-were-black/5/.

Não deixe de ver este vídeo, ou outros sobre o assunto, no YouTube:

 Os Egípcios eram NEGROS, EGITO = KEMET


MATERIAL EXTRA

Gerald Massey, escritor inglês, afirmou que, os antigos egípcios eram negros: "a dignidade é tão antiga que, a insígnia dos Pharaós pertence evidentemente, à época em que os egípcios, nada mais eram que, a cinta dos negros". [12] 

Em 1883, Sir Richard Burton, escritor, linguista e explorador inglês, escreveu: “você está certíssimo, sobre a ‘origem africana’, dos egípcios. Eu tenho 100 crânios humanos, para prová-lo... em sua complexidade, e em muitas das peculiaridades físicas, os egípcios eram uma raça AFRICANA”. [13]


O antigo historiador Grego, Heródoto, que visitou o Kemet (Egito), no século V (A.C), esteve com os egípcios, e os descreveu como: “negros de pele não tão escura, quanto à dos Núbios / Etíopes, e de cabelos lanosos (CRESPOS)”.[14]


O Antropólogo, filósofo, abolicionista, historiador, orientalista e político francês, Conde de Volney, de nome Constatin (1727-1820), falou sobre a raça dos egípcios, que produziu os Faraós:"os antigos egípcios eram negros verdadeiros, do mesmo tipo que todos os africanos nativos, sendo assim, podemos ver como o seu sangue [foi] misturado, durante vários séculos, com o sangue dos romanos e gregos, [o que fez] perdido a intensidade de sua cor original, mantendo, no entanto, seus traços originais". [15]


O conde fez ainda uma declaração digna de nota, por sua incrível sensatez:

" só acho que nós devemos nossa arte, ciência, e até mesmo o uso de nosso discurso à raça dos homens negros, que hoje são nossos escravos e objeto de nosso desprezo".

Alguns estudiosos e religiosos dizem que, o faraó do Egito, na época do nascimento de Moisés, era Seti primeiro (I), pai de RAMSÉS segundo (II) - o grande.

E, segundo o autor inglês, George Rawlinson: “o Rosto de SETI era completamente AFRICANO. Ele tinha um rosto tempestuoso, com um nariz chato, lábios grossos e queixo pesado”.


Para finalizar, recentemente, o canal  Discovery fez a reconstituição do retrato da antiga rainha egípcia Nefertiti, utilizando tecnologia forense, e sofisticados programas de computador. O resultado, foi... veja você mesmo, em:



Acesse também:
http://www.cheikhantadiop.net/. 

Outras fontes de pesquisa e curiosidades:
http://news.discovery.com/history/ancient-egypt/news-king-tut-tomb.htm

E não deixe de ver a versão Bantu, da Esfinge de Guizé, segundo descrição encontrada nos escritos de Diop, bem como um trechinho do livro A Origem Africana da Civilização, em :

Bibliografia:

[1] Blog: Preta & Gorda. Disponível em:  
http://pretaegorda.blogspot.com.br/2014/01/10-argumentos-que-provam-que-os-antigos.html#links. Acesso em 23 jul. 2015. 

[2] [3] Cheikh Anta Diop. Disponível em: http://www.cheikhantadiop.net/. Acesso em 23 jul. 2015.

[4] Wikipédia. Cheikh Anta Diop. Disponível em:  

https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://en.wikipedia.org/wiki/Cheikh_Anta_Diop&prev=search

[5] [7] [8]  Blog: Preta & Gorda. Disponível em:  
http://pretaegorda.blogspot.com.br/2014/01/10-argumentos-que-provam-que-os-antigos.html#links. Acesso em 23 jul. 2015.

[6] [9] [10] [11] Atlanta BlackStar.
http://atlantablackstar.com/2013/10/25/10-arguments-that-proves-ancient-egyptians-were-black/2/. Acesso em 23 jul. 2015.

[12] [13] [14] [15] Hadassah Yashurum. Hebreu Israelita. Disponível em:  


É isso!

Entendeu onde queríamos chegar? 

Continue conosco! 
Veja o próximo tema: "Israel e Egito, alguma semelhança física?"

Paz! 

9 comentários:

  1. Sempre considerei intrigante os Judeus se compararem todos aos Egípcios como se este fosse o berço de sua civilização, eles eram estrangeiros no Egito. Sua origem de onde era mesmo? Há sim, os Judeus Não querem falar sobre isso, porém existem textos que mostram que eles vieram da Suméria e os sumérios eram todos pretos? Acredito que não, esta civilização parecia ter pessoas de várias cores entre eles brancos, o DNA é até onde se sabe um grande mistério, fica muito difícil provar que o Cristo era Negro, ou branco, porém nada se diz sobre uma cor intermediaria, os Egípcios não podem serem usados como base para afirmar que O Cristo era Negro, mulato ou Branco...

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    1. Boa colocação, mas, estamos aqui para abrir o debate, questionar a tradição de que os hebreus eram um povo de pele branca, pois, naquela região, sob aquele clima, meio estranho, não acha? Sobre a cor intermediária, tem lógica... Note: estamos aqui para questionar, rever, debater. O parecer final caberá à você que pesquisa. Encontre a sua verdade. Grata por sua participação Francisco!

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    2. O hebreus tão mais para negros ou amarelos antigos, por que os atuais estão praticamente brancos.

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  2. Judeus não são hebreus bíblico.

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  3. 99% hierográficos e de negros, 99% do crânios são negroides,lembrando tem caucasianos negros. No oriente médio antigo era maioria negra, ainda tem no Oriente, mas e pouco comparando com os brancos. Os Assírios eram negros no máximo era mestiços, cabelo crespo e quem tem cabelo crespo tem fenótipo negro. Verdade que não quer calar, se na Grécia tinha negros e porque não coloca negros?

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  4. Os hebreus, assim como os egípcios eram negros.

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  5. Se observarmos de forma lógica, o Egito assim como os indianos, são e sempre foram negros. Mas em relação à primeira comunidade egípcia, eles eram todos negros . para mim, qualquer crítica contrària à negritude egípcia, é racismo ou ignorância.

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  6. Os hebreus eram semelhantes aos egípcios, Negros.

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  7. Não sei se os egipcios eram negros, mas certamente os hebreus tinham o mesmo tom de pele deles, porque os personagens hebreus, José e Moisés, ambos adotados por egipcios, não eram vistos físicamente diferentes deles.

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