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quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Legado Roubado - Stolen Legacy (o livro)

Sobre o livro: "Stolen Legacy" (O Legado Roubado)
de George Granville Monah James


Para resumir, em poucas palavras, o que é exposto neste livro, temos as seguintes frases:

"O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana." 

E a verdade é que:

"A filosofia, as artes e as ciências, foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia..."


Temos então que, "o objetivo deste livro (em essência) é o de estabelecer melhores relações raciais, no mundo, revelando uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização... [em suma] o livro é uma tentativa de mostrar que, os verdadeiros autores da filosofia grega não foram os gregos; mas, as pessoas do Norte de África, comumente chamados de egípcios; e o louvor e honra, falsamente atribuída aos gregos, durante séculos, pertencem ao povo da África do Norte, e, portanto, ao Continente Africano. Consequentemente, este roubo do legado Africano, pelos gregos, levou à opinião, mundial, errônea, de que o Continente Africano não fez nenhuma contribuição para a civilização, e que o seu povo é naturalmente atrasado. Esta é a deturpação que tornou-se na base do preconceito racial, que afetou todas as pessoas de cor (e que perdura até hoje)".


Responda rápido:


1- A que país, nós devemos a nossa Civilização, Filosofia, Artes e Ciências?

2- Quem é o homem mais sábio que o mundo já viu?

3- Quem são os três maiores pensadores de todos os tempos?

4- Quem inventou o teorema do quadrado da hipotenusa, e é considerado o maior matemático de todos os tempos?

Se você respondeu: 1 - Grécia, 2 - Aristóteles, 3 - Platão, Sócrates e Aristóteles, e 4 – Pitágoras, você errou feio.

Para resumir em poucas palavras, o que é exposto no livro Stolen Legacy, temos as seguintes frases: "O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana”; pois, verdadeiramente, "a filosofia, as artes e as ciências foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia."

Busca-se com esta postagem o mesmo que o livro: mostrar que os verdadeiros autores da filosofia grega não foram os gregos; e, sim, as pessoas do Norte de África, comumente chamados de egípcios; portanto, o louvor e honra, falsamente atribuídos aos gregos, durante séculos, pertencem ao povo da África do Norte. Assim sendo, este roubo do legado Africano, pelos gregos, é o que de fato levou a opinião mundial erroneamente, a pensar que o continente africano não fez nenhuma contribuição para a civilização, e que o seu povo é naturalmente atrasado. Eis aí, uma deturpação que é basilar do preconceito racial, e que afetou e ainda hoje afeta, muitas pessoas negras, no mundo todo. Dito isso, o objetivo do livro supracitado é estabelecer melhores relações raciais, no mundo, ao se revelar uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização.

Entendeu a importância do tema abordado aqui? Prossigamos!

Entenda de antemão que, o autor desta obra notória - George Granville Monah James – foi assertivo ao apresentar seus argumentos, não apenas por apresentar fontes de pesquisas verificáveis, mas, também, por apresentar argumentos contundentes e profundamente lógicos.

Em artigo publicado no Jornal GGN, e que é fonte desta postagem, Luiz Nassif enfatiza que, os africanos e os afrodescendentes, em geral, são humilhados e ridicularizados, no mundo todo, não porque os negros sejam provenientes de povos ancestrais, atrasados e inferiores, como sempre nos fizeram crer. Lamentavelmente, a opinião corrente é a de que os africanos primitivos eram um povo pacífico e selvagem, que viviam da caça, numa completa ociosidade, em terras dominadas pela natureza, e nenhum desenvolvimento civilizatório significativo; quando na verdade, a história e herança cultural africana foram geniais em seu tempo, denotando um desenvolvimento extraordinário, que antecedeu em muitos anos, o despertar europeu. Então, no fim, o que ocorreu foi que, roubaram o povo africano, atribuindo erroneamente, o legado de seu conhecimento a outros povos.

Veja exemplos: creditam à Pitágoras o teorema do quadrado da hipotenusa, que os egípcios já utilizavam a muito tempo, na construção de suas pirâmides.

Mas, note isto: "Pitágoras estudou no Egito, durante vários anos". 

Heródoto nos informou que Pitágoras foi admitido no Egito, apenas depois de Polícrates ter dado uma carta de apresentação. E, mesmo depois disso, ele teve que passar por vários testes, incluindo a circuncisão, que era obrigatória - Apud Aegyptios nullus aut geometrica studebat, aut astonomiae secreta remabatur, nisi circumcisione suscepta (Ninguém entre os egípcios, estudaria a geometria, ou investigaria os segredos da Astronomia, a menos que a circuncisão houvesse sido realizada) - p.44.

O próprio Platão atestou que, aspirando alcançar a sabedoria grega, visitou o Egito, para a iniciação; e que os sacerdotes egípcios se referiam a ele como uma criança nos Mistérios. Então, tanto ele, quanto Aristóteles, Platão e Sócrates seriam perseguidos pela mesma razão pelo qual são endeusados: por introduzir ‘divindades estranhas’ (doutrinas estrangeiras), na Grécia. Por isso, Sócrates foi executado, Platão foi vendido como escravo, e Aristóteles e Pitágoras foram exilados.

Em suma: haviam sérios obstáculos para o desenvolvimento de uma filosofia grega. "Os obstáculos contra a origem e o desenvolvimento da filosofia grega não eram apenas a frequência das guerras, e a defesa constante contra a agressão persa; mas, também, a ameaça de extermínio do governo ateniense, o seu pior inimigo". pp 21-26.

Veja que, os próprios mistificadores ocidentais, que promovem Aristóteles, Platão e Sócrates como os criadores de tais sabedorias, não conseguem explicar por que esses caras eram perseguidos pelo seu próprio governo. 

E lembrem-se disto amigos: qualquer livro acadêmico pode estar baseado na falsificação histórica e no preconceito racial. Nenhum livro pode ser considerado sagrado. Logo, a Enciclopédia Britânica, que nos diz quem foram estes notórios intelectuais gregos, está totalmente errada ao denominá-los de criadores da filosofia ocidental antiga, portanto, esta enciclopédia é erroneamente “santificada”.

A sordidez da questão:

Quando impérios são roubados, e palácios e edifícios monumentais são destruídos, pode-se recuperar o que foi levado, e reconstruir o que foi arrasado, mas, quando o que é roubado é o patrimônio cultural de um povo, tem-se um crime infinitamente maior. E por que digo isso? Porque além do roubo cultural da África pelos gregos, houve a utilização deste legado cultural, na própria escravização e humilhação deste povo que fora roubado (o africano). 

O que concluímos de antemão é que, a pretensa superioridade europeia, que teria legado à humanidade o conhecimento filosófico, cientifico e artístico da antiguidade, nada mais é que uma deturpação, uma falácia. Não passa de uma grande e grave mentira.

Utilizando as palavras de Nassif, questione conosco:

Será que a arrogância dos europeus não teria sido diminuída, se a verdade sobre a contribuição da África, para a civilização humana fosse corretamente declarada e interpretada? Será que os africanos abandonariam o complexo de inferioridade, se eles tivessem descoberto mais cedo, a verdade sobre o seu passado? Será que os africanos se encolheriam no altar do ocidentalismo, se eles soubessem que, quase todos os ideais que os europeus estão usando hoje, foram descaradamente roubados deles? Será que os africanos ficariam de joelhos, face a um suposto filho “branco” de deus, se soubessem que este, na verdade, era negro?

George G. M. James, na abertura de seu livro - Stolen Legacy: Greek Philosophy is Stolen Egyptian Philosophy – enfatizou: "o termo filosofia grega, para começar, é um completo equívoco, pois, não existe tal filosofia”. O que existe são sabedorias do antigo Egito, que desenvolvera um sistema religioso muito complexo, chamado Mistérios, que também foi o primeiro sistema que contemplava a salvação.

Tal sistema de mistérios fazia parte de uma ordem secreta, onde a participação só era adquirida pela iniciação e aceitação de compromisso de sigilo. O ensino graduado seria então, repassado pela tradição oral, para o Neófito; e, foi nestas circunstâncias de sigilo, que os egípcios desenvolveram sistemas secretos de escrita e ensino, proibindo os seus iniciados de escrever o que eles tinham aprendido.

Foi somente após a invasão de Alexandre, o Destruidor (chamado de ‘Grande’ por mistificadores), quando os templos e as bibliotecas egípcios foram saqueados, que os gregos tiveram acesso a tais conhecimentos, que permitiriam à Aristóteles construir a sua própria escola, e a sua reputação de homem mais sábio que já viveu...

Nassif enfatizou ainda, e com razão, o seguinte: “é surpreendente que esses antigos gregos (Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates) tenham sido perseguidos em uma sociedade que era suficientemente avançada em filosofia”.

Mas, afinal, o que levou os estudiosos ocidentais a afirmarem que a filosofia nasceu na Grécia? 

Pelo simples fato de que, toda a literatura foi escrita na Grécia.

Mas, lembrem-se que, os segredos egípcios deviam ser restringidos aos iniciados, que estavam proibidos de escrever o que aprendiam na Escola de Mistérios. 

Veja o caso dos Babilônios e dos Caldeus, eles também estudaram com os mestres egípcios, mas, não publicaram esses ensinamentos. "São usurpadores, como Platão e Aristóteles, que fizeram a transcrição, e reivindicaram a autoria de todos os ensinamentos secretos dos egípcios. “Isso explica por que Sócrates, como até mesmo a Enciclopédia Britânica admitiu, não investiu intelectualmente para os seus escritos”.  

George James apontou o absurdo dessa situação: "as escrituras hebraicas, chamadas de Septuaginta, os Evangelhos e as Epístolas também foram escritas em grego, e no entanto, os gregos não reivindicam a autoria delas. É só a filosofia não escrita, dos egípcios, que foi traduzida para o grego, que conheceu um destino tão infeliz: um legado roubado pelos gregos”.

Veja mais um forte argumento contra os gregos: “o número de livros, cuja autoria é creditada à Aristóteles é simplesmente impossível de ser o trabalho de um único homem, mesmo em nossa época, quando o software de processamento de texto torna a escrita muito mais fácil. Temos também que ter em mente que, Aristóteles teria recebido ensinamentos de Platão. Platão, segundos os livros, foi um filósofo performático. Aristóteles é ainda, considerado como o maior cientista da antiguidade. A questão, portanto, esgota os recursos para sustentar a tese de que Platão ter ensinado a Aristóteles o que ele próprio não sabia”.

Além disso, "sintomaticamente, apesar de tão grande tesouro intelectual, a morte de Aristóteles marcou também, a morte da filosofia entre os gregos, que, definitivamente, não parecem possuir as habilidades naturais para o avanço dessas ciências." p. 3.

Diante do que vimos até aqui, conclui-se que o objetivo do livro de George Granville Monah James é nobre: “estabelecer melhores relações raciais no mundo, revelando uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização”.

De fato, o povo africano (e afrodescendente) precisa, urgentemente, tornar-se consciente de sua contribuição para a civilização, e neste sentido, uma avaliação histórica correta é indispensável.

Um fato incrível, sobre esses 'grandes filósofos' (Sócrates, Platão e Aristóteles) é: “a total falta de qualquer conhecimento sobre a fase inicial das suas vidas. O mundo é convidado a acreditar que estes homens que, possuíam todas as habilidades sobrenaturais que lhes são atribuídas não tinham educação e, sem formação, a filosofia, a matemática e as ciências vieram a eles, como num passe de mágica!

Frisa-se: “todas as artes, a filosofia e a religião que são creditados aos gregos já existiam no Egito, milhares de anos antes que, os gregos fossem autorizados a aprendê-las. Portanto, a mais antiga teoria de salvação é egípcia..."  (Mistérios Antigos, CH Vail. P.32).

Toda essa temática é importante porque, pode representar uma tremenda mudança na opinião pública mundial, e na atitude de todos os povos e raças, quanto à nova filosofia da redenção Africana, ou seja, a aceitação da verdade de que os gregos não foram os criadores da filosofia, e, sim, os povos do Norte da África.

Mas, o Africano, leigo quanto a sua real história, é inspirado pela cultura europeia. Felizmente, a história africana tende a ser amplamente reconstruída. E George James está entre aqueles que, ajudaram a resgatar os crimes perpetrados pelos intelectuais europeus, contra os negros.

Segundo George G. M. James, o que podemos fazer?  

“A única justiça que pode ser feita, por tantos valentes guerreiros dessa causa, é: não apenas ler e estudar essas obras, mas, também, divulgá-las”, pois, a sagacidade ensina: "ninguém pode humilhá-lo, sem o seu consentimento." George G. M. James. E o autor completa: "libertados do complexo de inferioridade, pela sua Nova Filosofia de Redenção, que destrói a cadeia da falsa tradição encarceradora, os negros têm de enfrentar e interpretar o mundo de acordo com sua nova visão e filosofia. "

E pensar que muitos negros continuam a ser humilhados por civilizações que estavam apenas iniciando, quando eles estavam construindo impérios e inventando coisas. E pensar que, ainda hoje, os negros são ridicularizados por aqueles que roubaram as suas ideias...

Frisa-se: “os africanos, são humilhados e ridicularizados, porque a sua história foi roubada e sua herança cultural foi erroneamente atribuída a outros povos”.

Mas, por que os africanos continuam a suportar a própria humilhação? Será que é porque eles estão impressionados com títulos acadêmicos, apresentados pelos opressores? Digam-me: se Ph.D significa doutor em filosofia ou história, não é hora de os africanos começarem a perguntar - de qual filosofia se está a falar? e qual a sua real história? Por fim, deve-se perguntar: quantos desses doutores conhecem a verdadeira história a respeito da origem da maior parte do que hoje, é creditado à Grécia? Quantos dos estudiosos europeus ouviram sobre o legado roubado? Quantos desses, pretensos professores de "História Africana" leram o revelador e importante livro de George James? (Luiz Nassif).

Sabemos que é impossível discutir com os fatos reais da história. Então, por que os africanos continuam a ser ridicularizados? Porque permitem isso. Qualquer Africano que estudar a sua história vai encontrar uma satisfação interior indescritível (incluo aqui os afrodescendentes).

Finalizando: “ninguém, que não tenha lido o Legado Roubado deve estar autorizado a ensinar a história Africana, ou a considerar-se educado. Portanto, a próxima vez que alguém brandir um Ph.D na sua cara, a pergunta que d eve ser feita é: "Você já leu o Legado Roubado?"

"Não acredite, estude! " - Femi Akomolafe.


Fonte:


Luiz Nassif. Os gregos roubaram a filosofia dos africanos, por Yeye Akilimali. 2014. Disponível em: http://jornalggn.com.br/noticia/os-gregos-roubaram-a-filosofia-dos-africanos-por-yeye-akilimaliAcesso em 29 jul. 2015.



2 comentários:

  1. Mudei a minha forma de pensar, vou escrever um livro virado pra minha Angola com base n'O Legado Roubado e outras referências. Obrigado.

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  2. voces pensam k a verdade so e verdadeira quando cheira a branco. citaçao de cheik anta diop o grande cientista africano

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