Menu Suspenso

terça-feira, 28 de julho de 2015

(Moore) Grandes Personalidades Negras

Esta seção é dedicada aos homens e mulheres da história da humanidade, que foram geniais em suas trajetórias, que fizeram a diferença no mundo, e que tinham algo em comum: a pele negra, a negritude "a flor da pele". 

Charles George Moore Wedderburn


Cubano, nascido em 1942, Carlos Moore é um escritor, pesquisador e cientista social dedicado ao registro da história e da cultura negra. É conhecido internacionalmente pela luta contra o racismo e em favor do Panafricanismo.

Breve Biografia:

A família de Moore foi composta de imigrantes de diversas ilhas das Antilhas (o pai biológico era de Trinidad, os avós paternos provenientes de Barbados; o pai adotivo da Jamaica, e a mãe era natural de alguma ilha da região).

A infância deste ativista foi marcada por dificuldades econômicas e sociais, num país considerado racista (Carlos Moore findou descontente com o regime comunista, devido ao extremo racismo da militância deste movimento). A família de Moore decide então, migrar para os EUA, onde foi residir no Brooklyn, um bairro negro de Nova Iorque. Lá Moore conheceu a americana Marguerite Ann Johnson, cujo pseudônimo era Maya Angelou. Esta mulher foi uma importante figura do movimento em prol dos direitos civis dos afroamericanos, e atuou em diversas áreas, como escritora, poetiza, dançarina, atriz, historiadora, e a primeira mulher negra a ser roteirista e diretora em Hollywood. Nos anos 60, Maya foi amiga de fuguras como Martin Luther King Jr. e Malcolm X. Ela chegou à viajar pela África, atuando como jornalista e professora, e ajudando vários movimentos de independência africanos. Então, Morre, certamente, foi fortemente influenciado pelo ativismo em prol dos direitos do povo negro.


Moore viveu vários anos em Nova Iorque, onde completou o ensino secundário, voltando depois disso, para Cuba onde trabalhou para o governo, como tradutor, no Ministério de Comunicação e Relações Exteriores. Moore findou decepcionado com o movimento comunista, como já dissemos, sendo preso, acusado de subversão racial, cuja pena seria a morte. Ele irá deixar a ilha em 1963, graças a intervenção de um norte-americano, Robert Williams, junto à Fidel Castro. Moore teve de assinar um documento atestando que não havia racismo em Cuba. Moore encontrará refúgio na embaixada da Guiné, de onde sairá rumo ao Egito. Relata-se que ele embarcou em um navio de carga, onde iria permanecer por um ano, antes de ser obrigado à fugir do regime repressivo encontrado neste país. Em seguida, Moore viaja para a Europa onde lhe é negado exílio (na Itália e na Suíça). Receberá porém, uma autorização para entrar na França, sob a condição de buscar repatriação (à Cuba). Ele se recusa à voltar para o país de Fidel, devido a temores de prisão e/ou morte. Moore teve de se esforçar para sustentar a si e a sua família, e irá se envolver com um comitê, responsável por coordenar um comício em apoio à revolução no (antigo) Congo Belga. Malcolm X seria o orador principal d este comício. Mas, quando a data da reunião chegou, Malcon foi proibido de entrar no país, entretanto, Moore, consegue uma entrevista gravada com ele, via telefone. Essa entrevista foi publicada em várias revistas, algumas semanas depois do assassinato do ativista americano (Malcolm X morreu em 1965). Depois de anos de luta e de assédio por parte da polícia secreta francesa Carlos Moore consegue finalmente, o asilo político na França, onde irá trabalhar como jornalista. Pouco tempo depois, ele matricula-se na Universidade de Paris, com vistas à obter seu  primeiro PhD.

Em 1973, Moore aceita um cargo  em uma secretaria na Nigéria, país que estava emergindo em uma guerra civil. Durante o tempo que esteve neste país, Moore fez amizade com Fela Kuti, um músico famoso, com o qual chegou à trabalhar (na publicação da biografia de Kuti). Essa associação com o músico, e suas atividades contra o regime ditatorial na Nigéria, resultaram na demissão e prisão de Moore. Em 1975, Carlos foge da Nigéria, indo estabelecer-se no Senegal. Em 1980, deixa o país africano, rumo à Paris, onde foi aconselhado a submeter-se a tratamento para um colapso nervoso. Apesar de problemas com a saúde, Moore inicia um segundo PhD, e começa a trabalhar para Jeune Afrique. Em 1987, Moore foi fundamental na organização de uma conferência na Universidade Internacional da Flórida, que contou com pessoas notáveis, ​​tais como a já citada, Maya Angelou, e figuras como Alex Haley, Aimé Césaire, Senghor e Leopold. 

Com a queda da União Soviética, em 1991, deixa Cuba em uma posição precária, Moore escreve uma carta formal à Fidel Castro, advertindo-o no sentido de que retificasse as relações raciais, em Cuba. Essa carta abriu o caminho para Moore poder voltar ao seu país de origem,  pela primeira vez, em 34 anos (em 1997). No final de 1996, quando morava em Trinidad e Tobago, Moore teve uma embolia pulmonar, que quase causou-lhe a morte. Foi quando ele decidiu dedicar-se à terminar suas memórias. Acostumado com as canções de Dorival Caymmi, que conheceu na juventude, Moore deseja conhecer a Bahia. Esta é a cidade onde Moore vive desde  o ano de 2000, com a família, aproveitando para escrever suas memórias e conhecer mais da cultura latino-americana.

Ao longo de sua carreira, como militante, Moore esteve ao lado de personalidades importantes, como as já citadas, além de outras como Stokely Carmichael, Leila Gonzalez, Walterio Carbonell, o brasileiro Abdias Nascimento, Harold Cruse, Alex Haley...

Em 2014, o escritor foi hostilizado na UERJ, por afirmar que Marx era racista.


Moore, no livro - Pichón: Race and Revolution in Castro’s Cuba: A Memoir - relatou como abandonou o movimento comunista, depois de conhecer o extremo racismo da militância deste movimento (o governo quase só tinha brancos, no poder, isto em um país que já tinha a metade ou mais da sua população formada de pessoas negras). No Brasil não é diferente, basta olhar para o Congresso, Judiciário, onde negros são poucos, a elite branca domina.


Lições do Mestre:

"Eu não acredito em um racismo mais suave ou cordial. Racismo é uma forma de violência total. É uma rejeição total do outro, uma rejeição genocida. Por trás de todo racismo há uma intenção do genocídio, que não é o caso do sexismo. Homem não quer eliminar a mulher. Ele quer mantê-la em posições subalternas, mas não quer exterminar sua esposa ou filha. A mesma coisa com homossexuais. As pessoas não querem exterminá-los da face da terra, pois podem ser, às vezes, os próprios filhos. No caso do racismo sim"
(Carlos Moore). 

        

             

Moore é doutor em Etnologia (1979) e em Ciências Humanas (1983) pela Universidade de Paris.

Algumas obras de Moore:

  • Marxismo e a questão racial: Karl Marx e Friederich Engels frente ao racismo e à escravidão.
  • Pichón: Race and Revolution in Castro´s Cuba.
  • A África que Incomoda: sobre a problematização do legado africano no quotidiano brasileiro.
  • Racismo e Sociedade: Novas bases epistemológicas para entender o racismo.
  • African Presence in the Américas.
  • Castro, the Blacks, and África.
  • Were Marx and Engels Racists? - The prolet-Aryan outlook of Marx and Engels.

Fontes:

Wikipédia. Carlos Moore. Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Moore.Acesso em 28 jul. 2015. 

Wikipédia.Maya Angelou. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maya_Angelou. Acesso em 28 jul. 2015. 

Bunche. Carlos Moore-Biografia.Disponível em:

https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.bunchecenter.ucla.edu/index.php/carlos-moore-collection-overview-2/carlos-moore-biography/&prev=search. Acesso em 28 jul. 2015.  

Paz!

Um comentário:

  1. o Brasil precisa acordar, mas a morte dos ossos secos da rede globo podre seduz nosso povo com suas novelas prostitutas e outros programas......

    ResponderExcluir