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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Jesus Cristo era Negro.

Em 2004, Jesus Cristo foi eleito o maior ícone negro, de todos os tempos!
Hein? Jesus negro? Sim! 
O jornal New Nation (britânico) elegeu Jesus Cristo como o maior ícone negro, de todos os tempos!
Isso resultou em um debate sobre a cor de sua pele.
O jornal refutou possíveis controvérsias relativas à cor de Jesus. "O cristianismo etíope, que precede o europeu, sempre descreve Jesus como sendo um africano (Justin Onyeka). Apesar de as representações comuns, nas culturas ocidentais, serem de um  jesus loiro, de olhos azuis, e visual hippie, todas as evidências apontam para o fato de que, jesus não poderia ter sido de extração escandinava, e certamente, era um irmão de cor”, disse o jornal (Michael Eboda).
E, será que Jesus tinha cabelo rastafári? Sansão, com certeza, tinha... 
O jornal ainda brincou com muitos dos clichês e preconceitos, enfrentados por negros, afirmando que, entre outras provas de que Jesus era negro está o fato de que ele "chamava todo mundo de irmão e nunca teve direito a um julgamento justo".

A imagem  abaixo - de uma igreja etíope - do Séc. XVII ou XVIII, retrata um Jesus de pele negra, e de cabelo crespo, bem mais de acordo com a possível realidade:
Mosaico de 530 d.C. de uma igreja romana

Parafraseando o Teólogo James Cone, que escreveu sobre o Jesus Cristo negroo Cristo americano tem pele clara, cabelos castanhos ondulados e olhos azuis. E, para os brancos, aceitar um Jesus com lábios grossos e cabelo crespo é tão ofensivo, como era para os fariseus encontrar o Messias festejando com os coletores de impostos. Mas, se os brancos querem ouvir ou não (esta verdade), Cristo é preto, com todas as características que são tão detestáveis para a sociedade branca

Fato é que, segundo o teólogo citado, é extremamente importante, para os negros, ver Jesus como negro, porque um monte de imagens de Jesus Cristo branco, quando na realidade, Cristo não era branco, e nem europeu. Isso é importante para o psicológico e para a consciência espiritual dos negros, que vivem em guetos de uma sociedade branca, em que seu Senhor e Salvador se parece com as pessoas que os vitimam

Segundo o teólogo e historiador Walter Passos, a enciclopédia de Cambridge afirma que, Jesus (Yeshua) foi um homem preto. [E] o imperador romano: Justiniano II - "O Grande" - teve seu rosto esculpido em uma moeda [de um lado], e do outro [a face] do Jesus (Yeshua) Preto. [O sr. Passos vai além ao dizer que:] a Igreja Católica Romana sabe que Jesus (Yeshua) foi um homem preto, [pois] ela mantém documentos escondidos [que provam isso]. Além disso, a palavra Cristo vem do indiano Krishna, que significa preto. [Por fim], existem provas arqueológicas, em catacumbas romanas, dos primeiros séculos, onde esculpiram um Jesus (Yeshua) Preto,[e podemos encontrar] provas na icnografia católica dos primeiros séculos, e nas catedrais ainda existentes na Europa das madonas pretas". Veja mais sobre isso, no livro: Afro-reflexões, de Walter Passos, ou acesse o blog dele, em:http://cnncba.blogspot.com.br/2008/04/livro-afro-reflexes.html.

  Muitas imagens, afrescos e mosaicos, das igrejas e capelas antigas, bem como de bíblias bem antigas exibiam imagens de um Jesus negro. Isso porque, os antigos hebreus eram negros, e todos sabiam disso.


Com o passar do tempo, em nosso blog, iremos apresentar provas ou argumentos capazes de comprovar esta verdade ocultada, por algum motivo imoral.

Por hora, veja mais nos tópicos: "Personagens Bíblicos Negros", "O Rei David NÃO era Branco" e "O Apóstolo Paulo era Negro", todas de julho e agosto de 2015.

Acesse também, as postagens:

(01) Os egípcios da antiguidade eram negros, e isso pode provar que Jesus Cristo também era (23/07/2015).

(02) Israel e Egito, alguma semelhança física? (23/07/2015).

Sansão, o primeiro rastafári (28/08/2015).

                                                            Veja este vídeo:
                             PROVAS DE QUE YAHUSHUA (O MESSIAS) É NEGRO  
 
Fontes:

Hadassah Yashurum. Disponível em: http://yahshurun.blogspot.com.br/. Acesso em 31 jul. 2015.  
O blog Hebreu Israelita, que trata de questões religiosas; não vê Jesus Cristo como o verdadeiro Messias.

Black Jesus. Disponível em: http://www.rejesus.co.uk/site/module/faces_of_jesus/P2/. Acesso em 31 jul. 2015.
  
Jornal põe Jesus e Pelé entre principais ícones negros. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2004/10/041027_jesusnegrobg.shtml. Acesso em 31 jul.2015.

Paz!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Aprenda com os Mestres: Sugestão de Livro

De Marcus Mosiah Garvey, sugiro o livro: "The Philosophy and Opinions of Marcus Garvey, Or, Africa for the Africans".


A respeito do homem que é retratado nesta obra, falamos um pouco dele na seção: "(Garvey) Um Deus! Uma aspiração! Um destino!", publicado em 29/07/2015.

Sugiro agora, que você leia este livro, cuja promessa é enriquecer o seu conhecimento, a respeito desse gênio esquecido pelo eurocentrismo (que tanto influi de forma negativa, em nosso sistema de educação e comunicação, ao negligenciar o reconhecimento devido ao povo negro africano, por sua imensa contribuição à humanidade, em diversas áreas do conhecimento).

Afinal de contas, prezados amigos, é vital que o movimento - orgulho negro - conheça as muitas e memoráveis personalidades negras, que fizeram a diferença no mundo, e que não são devidamente reconhecidas por nós.

Paz!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

(Garvey) Um Deus! Uma aspiração! Um destino!

Grandes Personalidades Negras 


Marcus Mosiah Garvey (1887-1940) foi um comunicador, empresário, político e ativista jamaicano, um líder visionário, um Pan-Africanista convicto, que acreditava que, o regresso dos Africanos (afrodescendentes) à África era um fator essencial para o desenvolvimento do continente. Mas, não era todo e qualquer negro que ele chamava para regressar ao continente-mãe. Garvey dizia: "eu não tenho nenhum desejo de levar todas as pessoas negras, de volta para a África, pois, há negros que não são bons elementos aqui (na Inglaterra e EUA), e que portanto, provavelmente, não o serão lá."

Esse grande homem é considerado em todo o mundo como um dos maiores ativistas da história do MOVIMENTO NACIONALISTA NEGRO.  Ele foi identificado, ainda, como o precursor do pan-africanismo messiânico, e do rastafarianismo. Outros dois ativistas importantes para o pan-africanismo foram: W.E. Burghardt Du Bois, considerado pai do pan-africanismo político, e Jean Price-Mars, o precursor do pan-africanismo cultural.

O Pan-Africanismo propunha a união de todos os povos da África. Veja a publicação:" Pan-Africanismo", de 11 de agosto de 2015. O Movimento Messiânico chamado de Rastafarianismo, de origem jamaicana, conclama Haïlé Selassié (imperador da Etiópia, 1930-1974) o Messias Negro, a representação terrena de JAH. Um de seus mais proeminentes seguidores foi Bob Marley. Veja as publicações: "Imperador Haile Selassie (rei dos rastafári)", do dia 21 de agosto de 2015, e "A lendária história da Dinastia salomônica dos Imperadores da Etiópia", do dia 31 de agosto de 2015.

Breve biografia de Marcus Garvey:

Marcus Mosiah Garvey nasceu na Jamaica, e foi o mais novo de 11 filhos, 9 dos quais morreram ainda na infância. Nascido da união de um pedreiro e uma empregada doméstica, ele irá se tornar numa das maiores personalidades de todos os tempos, sendo ainda hoje, homenageado por ativistas de movimentos negros, em todo o mundo.

Garvey desde cedo fora tido como aluno brilhante, que tinha profundo amor aos livros, qualidade que aprendera com o pai. Mas, um acontecimento marcante em sua infância iria desencadear no jovem jamaicano o espírito de ativista em prol dos direitos dos negros. O fato ocorreu quando Marcus era vizinho de uma família branca, que desaprovava a amizade de sua filha de 14 anos, com o jovem rapaz. A menina acabaria sendo enviada para a Inglaterra, onde ficou proibida de escrever cartas ao amigo, que era chamado de nigger (termo pejorativo, usado em países de língua inglesa).

O jovem promissor havia sentido a brutalidade do racismo.

Em 1908, Marcus Garvey teve a sua primeira experiência sindical, numa greve de tipógrafos, que iria culminar com sua demissão. Por não conseguir voltar ao mesmo ramo de trabalho, teve de seguir em outra profissão, que neste caso seria também, a sua primeira experiência como jornalista político.

Em 1910, ele viveu na Costa Rica, onde observou as péssimas condições de trabalho dos negros, nas plantações de banana. Ele acaba viajando pela América Central e do Sul, observando essas mesmas condições, que tornavam a vida destas populações marcadas pela velha escravidão. Da Costa Rica ele acabaria sendo banido, por criticar as autoridades, em suas publicações. 

Em 1912 ele foi para a Inglaterra, onde aprendeu sobre a cultura africana, e sobre as condições dos negros, dos EUA. A experiência em Londres foi muito importante porque permitiu-lhe entender o funcionamento de uma democracia, e permitiu-lhe entrar em contato com vários africanos, de outras colônias britânicas. Foi ainda em Londres que ele entrou em contato com os líderes do Movimento Pan-Africano. 
Ao retornar para a Jamaica, em 1914, Garvey cria a Associação Universal para o Progresso Negro - UNIA (Universal Negro Improvement Association). O lema da UNIA era One God! One Aim! One Destiny! (Um Deus! Uma aspiração! Um destino!)
Bandeira da UNIA


Entre os objetivos da UNIA estavam:

  • A promoção da consciência e unidade da raça negra, da dignidade e do amor;

  • O desenvolvimento da África, livrando-a do domínio colonial, e transformando-a numa potência;

  • O protesto contra o preconceito e a perda dos valores africanos;

  • O estabelecimento de instituições de ensino, para negros, onde se ensinasse a cultura africana (também);

  • A promoção do desenvolvimento comercial e industrial no mundo.

Garvey sonhou em unir todas as pessoas de ascendência africana, do planeta, em uma grande população com país e governo absolutamente próprios. Também, foi fruto das manifestações desse grande líder a Declaração dos Direitos dos Povos Negros do Mundo. Inicialmente a UNIA era ridicularizada na Jamaica, até mesmo por pessoas negras. Como resposta, ele dizia que aqueles que o ridicularizavam eram negros "que não queriam ser reconhecidos como negros, mas, como brancos."

Em 1916, Marcus Garvey foi para os EUA, que era base das operações da UNIA, que alcançou a marca de mais de 1 100 filiais, em mais de 40 países, sendo a maior parte localizadaa nos Estados Unidos.

Em sua passagem pela terra do Tio San, Garvey esteve ligado a muitas publicações, uma das quais teve tiragem em torno de 50.000 exemplares; distribuídas pelo mundo, chegando a todos os continentes.

Em 1927 é Garvey é deportado do EUA.

Entre os magníficos feitos de marcus Garvey, destacamos uma pequena lista, rememorada por Isidro - um pan-africanista (salvo ledo engano, angolano):

  • Marcus Garvey construiu fábricas e roupas feitas nestas mesmas fábricas, e também fez bonecas "pretas, para crianças pretas brincar";
  • Ele construiu um hotel;
  • Construiu uma cadeia de lojas de mantimentos;
  • Sua organização tinha sua própria empresa de camionagem;
  • Ele construiu escolas;
  • Construiu restaurantes;
  • Ele tinha sua própria imprensa;
  • Começou com 3 jornais;
  • Seu principal jornal foi chamado: "o mundo Negro", sendo publicado em inglês, espanhol e francês;
  • Sua organização comprou 3 navios, começando a pratica de comércio internacional.
  • Garvey possuía prédios de escritórios;
  • A sua organização comprou um auditório, em Nova York, chamado Liberty Hall;
  • Em 1922, a organização deste grande líder tinha 6 milhões de membros;
  • Suas empresas tinham mais de 900 filiais, em 40 países diferentes;
  • Ele também, começou seu próprio partido político, com o nome de "The Peoples Political Party";
  • Garvey foi o primeiro líder negro a ensinar as pessoas negras a amar e orgulhar-se de sua herança africana;
  • Kwame Nkrumah tornou-se o primeiro presidente de Gana, e disse que Marcus Garvey era seu herói e sua maior influência;
  • Jomo Kenyatta tornou-se o primeiro presidente do Quênia, ele também disse que Marcus Garvey teve uma grande influência sobre ele;
  • Nnamdi Azikiwe tornou-se o primeiro presidente da Nigéria, ele também achava que Garvey teve uma grande influência sobre sua vida;
  • Julius Nyerere tornou-se o primeiro presidente da Tanzânia, e foi mais um a dizer que ,os ensinamentos de Garvey tiveram grande influência sobre si.
  • Malcolm X (e seus pais) eram membros da organização de Marcus Garvey;
  •  Elijah Muhammad, líder da nação do Islã, dos EUA, elogiou Marcus Garvey;
  • Garvey empregou centenas de pessoas, através de empresas que ele próprio criara.

Este grande líder negro fez tudo isso, sem qualquer ajuda do governo, ou de pessoas brancas; e ele fez todas estas coisas, com apenas o 8º grau de educação. E isso, durante um tempo quando não havia televisor ou computador.

Ao redor do mundo, a memória de Garvey é mantida viva, seja em escolas e faculdades, estradas, e prédios na África, Europa, Caribe e EUA; seja através da UNIA (com sua bandeira das cores vermelha, preto e verde); seja através de monumentos dedicados a ele, como o que figura na sala de heróis da Organização dos Estados Americanos, desde 1980. 

Em junho de 1940 ele sofreu dois derrames e morreu. Seu corpo foi embalsamado e enterrado no Cemitério Kendal Green, Londres. Em novembro de 1964 seus restos mortais foram transladados para a Jamaica, e enterrados no National Heroes Park. Ele foi proclamado o primeiro herói nacional jamaicano.


Fonte:

Wikipédia. Marcus Garvey. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Garvey. Acesso em 29 jul. 2015.

O Legado Roubado - Stolen Legacy (o livro)

Sobre o livro: "Stolen Legacy" (O Legado Roubado)
de George Granville Monah James


Para resumir, em poucas palavras, o que é exposto neste livro, temos as seguintes frases:

"O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana." 

E a verdade é que:

"A filosofia, as artes e as ciências, foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia..."


Temos então que, "o objetivo deste livro (em essência) é o de estabelecer melhores relações raciais, no mundo, revelando uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização... [em suma] o livro é uma tentativa de mostrar que, os verdadeiros autores da filosofia grega não foram os gregos; mas, as pessoas do Norte de África, comumente chamados de egípcios; e o louvor e honra, falsamente atribuída aos gregos, durante séculos, pertencem ao povo da África do Norte, e, portanto, ao Continente Africano. Consequentemente, este roubo do legado Africano, pelos gregos, levou à opinião, mundial, errônea, de que o Continente Africano não fez nenhuma contribuição para a civilização, e que o seu povo é naturalmente atrasado. Esta é a deturpação que tornou-se na base do preconceito racial, que afetou todas as pessoas de cor (e que perdura até hoje)".


Responda rápido:


1- A que país, nós devemos a nossa Civilização, Filosofia, Artes e Ciências?

2- Quem é o homem mais sábio que o mundo já viu?

3- Quem são os três maiores pensadores de todos os tempos?

4- Quem inventou o teorema do quadrado da hipotenusa, e é considerado o maior matemático de todos os tempos?

Se você respondeu: 1 - Grécia, 2 - Aristóteles, 3 - Platão, Sócrates e Aristóteles, e 4 – Pitágoras, você errou feio.

Para resumir em poucas palavras, o que é exposto no livro Stolen Legacy, temos as seguintes frases: "O maior crime cometido pela Europa, contra o mundo, é o roubo intelectual da herança africana”; pois, verdadeiramente, "a filosofia, as artes e as ciências foram legados à civilização, pelos povos do Norte da África, e não pelo povo da Grécia."

Busca-se com esta postagem o mesmo que o livro: mostrar que os verdadeiros autores da filosofia grega não foram os gregos; e, sim, as pessoas do Norte de África, comumente chamados de egípcios; portanto, o louvor e honra, falsamente atribuídos aos gregos, durante séculos, pertencem ao povo da África do Norte. Assim sendo, este roubo do legado Africano, pelos gregos, é o que de fato levou a opinião mundial erroneamente, a pensar que o continente africano não fez nenhuma contribuição para a civilização, e que o seu povo é naturalmente atrasado. Eis aí, uma deturpação que é basilar do preconceito racial, e que afetou e ainda hoje afeta, muitas pessoas negras, no mundo todo. Dito isso, o objetivo do livro supracitado é estabelecer melhores relações raciais, no mundo, ao se revelar uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização.

Entendeu a importância do tema abordado aqui? Prossigamos!

Entenda de antemão que, o autor desta obra notória - George Granville Monah James – foi assertivo ao apresentar seus argumentos, não apenas por apresentar fontes de pesquisas verificáveis, mas, também, por apresentar argumentos contundentes e profundamente lógicos.

Em artigo publicado no Jornal GGN, e que é fonte desta postagem, Luiz Nassif enfatiza que, os africanos e os afrodescendentes, em geral, são humilhados e ridicularizados, no mundo todo, não porque os negros sejam provenientes de povos ancestrais, atrasados e inferiores, como sempre nos fizeram crer. Lamentavelmente, a opinião corrente é a de que os africanos primitivos eram um povo pacífico e selvagem, que viviam da caça, numa completa ociosidade, em terras dominadas pela natureza, e nenhum desenvolvimento civilizatório significativo; quando na verdade, a história e herança cultural africana foram geniais em seu tempo, denotando um desenvolvimento extraordinário, que antecedeu em muitos anos, o despertar europeu. Então, no fim, o que ocorreu foi que, roubaram o povo africano, atribuindo erroneamente, o legado de seu conhecimento a outros povos.

Veja exemplos: creditam à Pitágoras o teorema do quadrado da hipotenusa, que os egípcios já utilizavam a muito tempo, na construção de suas pirâmides.

Mas, note isto: "Pitágoras estudou no Egito, durante vários anos". 

Heródoto nos informou que Pitágoras foi admitido no Egito, apenas depois de Polícrates ter dado uma carta de apresentação. E, mesmo depois disso, ele teve que passar por vários testes, incluindo a circuncisão, que era obrigatória - Apud Aegyptios nullus aut geometrica studebat, aut astonomiae secreta remabatur, nisi circumcisione suscepta (Ninguém entre os egípcios, estudaria a geometria, ou investigaria os segredos da Astronomia, a menos que a circuncisão houvesse sido realizada) - p.44.

O próprio Platão atestou que, aspirando alcançar a sabedoria grega, visitou o Egito, para a iniciação; e que os sacerdotes egípcios se referiam a ele como uma criança nos Mistérios. Então, tanto ele, quanto Aristóteles, Platão e Sócrates seriam perseguidos pela mesma razão pelo qual são endeusados: por introduzir ‘divindades estranhas’ (doutrinas estrangeiras), na Grécia. Por isso, Sócrates foi executado, Platão foi vendido como escravo, e Aristóteles e Pitágoras foram exilados.

Em suma: haviam sérios obstáculos para o desenvolvimento de uma filosofia grega. "Os obstáculos contra a origem e o desenvolvimento da filosofia grega não eram apenas a frequência das guerras, e a defesa constante contra a agressão persa; mas, também, a ameaça de extermínio do governo ateniense, o seu pior inimigo". pp 21-26.

Veja que, os próprios mistificadores ocidentais, que promovem Aristóteles, Platão e Sócrates como os criadores de tais sabedorias, não conseguem explicar por que esses caras eram perseguidos pelo seu próprio governo. 

E lembrem-se disto amigos: qualquer livro acadêmico pode estar baseado na falsificação histórica e no preconceito racial. Nenhum livro pode ser considerado sagrado. Logo, a Enciclopédia Britânica, que nos diz quem foram estes notórios intelectuais gregos, está totalmente errada ao denominá-los de criadores da filosofia ocidental antiga, portanto, esta enciclopédia é erroneamente “santificada”.

A sordidez da questão:

Quando impérios são roubados, e palácios e edifícios monumentais são destruídos, pode-se recuperar o que foi levado, e reconstruir o que foi arrasado, mas, quando o que é roubado é o patrimônio cultural de um povo, tem-se um crime infinitamente maior. E por que digo isso? Porque além do roubo cultural da África pelos gregos, houve a utilização deste legado cultural, na própria escravização e humilhação deste povo que fora roubado (o africano). 

O que concluímos de antemão é que, a pretensa superioridade europeia, que teria legado à humanidade o conhecimento filosófico, cientifico e artístico da antiguidade, nada mais é que uma deturpação, uma falácia. Não passa de uma grande e grave mentira.

Utilizando as palavras de Nassif, questione conosco:

Será que a arrogância dos europeus não teria sido diminuída, se a verdade sobre a contribuição da África, para a civilização humana fosse corretamente declarada e interpretada? Será que os africanos abandonariam o complexo de inferioridade, se eles tivessem descoberto mais cedo, a verdade sobre o seu passado? Será que os africanos se encolheriam no altar do ocidentalismo, se eles soubessem que, quase todos os ideais que os europeus estão usando hoje, foram descaradamente roubados deles? Será que os africanos ficariam de joelhos, face a um suposto filho “branco” de deus, se soubessem que este, na verdade, era negro?

George G. M. James, na abertura de seu livro - Stolen Legacy: Greek Philosophy is Stolen Egyptian Philosophy – enfatizou: "o termo filosofia grega, para começar, é um completo equívoco, pois, não existe tal filosofia”. O que existe são sabedorias do antigo Egito, que desenvolvera um sistema religioso muito complexo, chamado Mistérios, que também foi o primeiro sistema que contemplava a salvação.

Tal sistema de mistérios fazia parte de uma ordem secreta, onde a participação só era adquirida pela iniciação e aceitação de compromisso de sigilo. O ensino graduado seria então, repassado pela tradição oral, para o Neófito; e, foi nestas circunstâncias de sigilo, que os egípcios desenvolveram sistemas secretos de escrita e ensino, proibindo os seus iniciados de escrever o que eles tinham aprendido.

Foi somente após a invasão de Alexandre, o Destruidor (chamado de ‘Grande’ por mistificadores), quando os templos e as bibliotecas egípcios foram saqueados, que os gregos tiveram acesso a tais conhecimentos, que permitiriam à Aristóteles construir a sua própria escola, e a sua reputação de homem mais sábio que já viveu...

Nassif enfatizou ainda, e com razão, o seguinte: “é surpreendente que esses antigos gregos (Aristóteles, Pitágoras, Platão, Sócrates) tenham sido perseguidos em uma sociedade que era suficientemente avançada em filosofia”.

Mas, afinal, o que levou os estudiosos ocidentais a afirmarem que a filosofia nasceu na Grécia? 

Pelo simples fato de que, toda a literatura foi escrita na Grécia.

Mas, lembrem-se que, os segredos egípcios deviam ser restringidos aos iniciados, que estavam proibidos de escrever o que aprendiam na Escola de Mistérios. 

Veja o caso dos Babilônios e dos Caldeus, eles também estudaram com os mestres egípcios, mas, não publicaram esses ensinamentos. "São usurpadores, como Platão e Aristóteles, que fizeram a transcrição, e reivindicaram a autoria de todos os ensinamentos secretos dos egípcios. “Isso explica por que Sócrates, como até mesmo a Enciclopédia Britânica admitiu, não investiu intelectualmente para os seus escritos”.  

George James apontou o absurdo dessa situação: "as escrituras hebraicas, chamadas de Septuaginta, os Evangelhos e as Epístolas também foram escritas em grego, e no entanto, os gregos não reivindicam a autoria delas. É só a filosofia não escrita, dos egípcios, que foi traduzida para o grego, que conheceu um destino tão infeliz: um legado roubado pelos gregos”.

Veja mais um forte argumento contra os gregos: “o número de livros, cuja autoria é creditada à Aristóteles é simplesmente impossível de ser o trabalho de um único homem, mesmo em nossa época, quando o software de processamento de texto torna a escrita muito mais fácil. Temos também que ter em mente que, Aristóteles teria recebido ensinamentos de Platão. Platão, segundos os livros, foi um filósofo performático. Aristóteles é ainda, considerado como o maior cientista da antiguidade. A questão, portanto, esgota os recursos para sustentar a tese de que Platão ter ensinado a Aristóteles o que ele próprio não sabia”.

Além disso, "sintomaticamente, apesar de tão grande tesouro intelectual, a morte de Aristóteles marcou também, a morte da filosofia entre os gregos, que, definitivamente, não parecem possuir as habilidades naturais para o avanço dessas ciências." p. 3.

Diante do que vimos até aqui, conclui-se que o objetivo do livro de George Granville Monah James é nobre: “estabelecer melhores relações raciais no mundo, revelando uma verdade fundamental, sobre a contribuição do Continente Africano, para a civilização”.

De fato, o povo africano (e afrodescendente) precisa, urgentemente, tornar-se consciente de sua contribuição para a civilização, e neste sentido, uma avaliação histórica correta é indispensável.

Um fato incrível, sobre esses 'grandes filósofos' (Sócrates, Platão e Aristóteles) é: “a total falta de qualquer conhecimento sobre a fase inicial das suas vidas. O mundo é convidado a acreditar que estes homens que, possuíam todas as habilidades sobrenaturais que lhes são atribuídas não tinham educação e, sem formação, a filosofia, a matemática e as ciências vieram a eles, como num passe de mágica!

Frisa-se: “todas as artes, a filosofia e a religião que são creditados aos gregos já existiam no Egito, milhares de anos antes que, os gregos fossem autorizados a aprendê-las. Portanto, a mais antiga teoria de salvação é egípcia..."  (Mistérios Antigos, CH Vail. P.32).

Toda essa temática é importante porque, pode representar uma tremenda mudança na opinião pública mundial, e na atitude de todos os povos e raças, quanto à nova filosofia da redenção Africana, ou seja, a aceitação da verdade de que os gregos não foram os criadores da filosofia, e, sim, os povos do Norte da África.

Mas, o Africano, leigo quanto a sua real história, é inspirado pela cultura europeia. Felizmente, a história africana tende a ser amplamente reconstruída. E George James está entre aqueles que, ajudaram a resgatar os crimes perpetrados pelos intelectuais europeus, contra os negros.

Segundo George G. M. James, o que podemos fazer?  

“A única justiça que pode ser feita, por tantos valentes guerreiros dessa causa, é: não apenas ler e estudar essas obras, mas, também, divulgá-las”, pois, a sagacidade ensina: "ninguém pode humilhá-lo, sem o seu consentimento." George G. M. James. E o autor completa: "libertados do complexo de inferioridade, pela sua Nova Filosofia de Redenção, que destrói a cadeia da falsa tradição encarceradora, os negros têm de enfrentar e interpretar o mundo de acordo com sua nova visão e filosofia. "

E pensar que muitos negros continuam a ser humilhados por civilizações que estavam apenas iniciando, quando eles estavam construindo impérios e inventando coisas. E pensar que, ainda hoje, os negros são ridicularizados por aqueles que roubaram as suas ideias...

Frisa-se: “os africanos, são humilhados e ridicularizados, porque a sua história foi roubada e sua herança cultural foi erroneamente atribuída a outros povos”.

Mas, por que os africanos continuam a suportar a própria humilhação? Será que é porque eles estão impressionados com títulos acadêmicos, apresentados pelos opressores? Digam-me: se Ph.D significa doutor em filosofia ou história, não é hora de os africanos começarem a perguntar - de qual filosofia se está a falar? e qual a sua real história? Por fim, deve-se perguntar: quantos desses doutores conhecem a verdadeira história a respeito da origem da maior parte do que hoje, é creditado à Grécia? Quantos dos estudiosos europeus ouviram sobre o legado roubado? Quantos desses, pretensos professores de "História Africana" leram o revelador e importante livro de George James? (Luiz Nassif).

Sabemos que é impossível discutir com os fatos reais da história. Então, por que os africanos continuam a ser ridicularizados? Porque permitem isso. Qualquer Africano que estudar a sua história vai encontrar uma satisfação interior indescritível (incluo aqui os afrodescendentes).

Finalizando: “ninguém, que não tenha lido o Legado Roubado deve estar autorizado a ensinar a história Africana, ou a considerar-se educado. Portanto, a próxima vez que alguém brandir um Ph.D na sua cara, a pergunta que d eve ser feita é: "Você já leu o Legado Roubado?"

"Não acredite, estude! " - Femi Akomolafe.


Fonte:


Luiz Nassif. Os gregos roubaram a filosofia dos africanos, por Yeye Akilimali. 2014. Disponível em: http://jornalggn.com.br/noticia/os-gregos-roubaram-a-filosofia-dos-africanos-por-yeye-akilimaliAcesso em 29 jul. 2015.